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Hotel Hell

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"Em Hotel Hell se misturam automóveis em alta velocidade, assaltos a mão armada, cenas no metrô, seqüestros, drogas, agiotas, churrascarias – e não fossem as churrascarias, bem que poderíamos estar em um thriller de Hollywood. Essa semelhança em nada perturba um autor como Terron que, ao contrário, quer mesmo trabalhar com esses dejetos simbólicos em que a sociedade industrial avançada, da internet e dos satélites, se encarrega de nos atirar. Então, se sua novela às vezes beira o pornográfico, ou a grosseria, ele também não se esquiva, já que está lidando com materiais retirados diretamente do mundo real, que estão aí, à vista de qualquer um. Basta ligar a TV, ou dar uma olhada pela janela. Ou abrir um livro como a asfixiante novela de Terron"

(José Castello, Nomínimo)

128 pages, Paperback

First published January 1, 2003

16 people want to read

About the author

Joca Reiners Terron

41 books49 followers
Joca Reiners Terron nasceu em Cuiabá, em 1968, e vive em São Paulo. Poeta, prosador, tradutor e designer gráfico, foi editor da Ciência do Acidente, selo que resgatou nomes importantes da literatura brasileira do final do século XX, como José Agrippino de Paula, Manoel Carlos Karam e Valêncio Xavier, e pela qual publicou o romance Não há nada lá (depois relançado pela Companhia das Letras) e o livro de poemas Animal anônimo. É autor também dos volumes de contos Hotel Hell, Curva de rio sujo e Sonho interrompido por guilhotina. Dele, a Companhia das Letras publicou Do fundo do poço se vê a lua, vencedor do prêmio Machado de Assis na categoria melhor romance. É criador e curador da coleção “Otra Língua” (Editora Rocco) que divulga autores inéditos e resgata relevantes escritores da América Latina, como Mario Levrero do Uruguai, Julio Ramón Ribeyro do Peru e Guadalupe Nettel do México.

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Profile Image for Wibsson.
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August 15, 2020
Hotel Hell é um bestiário, uma seleção de micronarrativas que juntas formam o cenário desse que é um parque temático, um hotel purgatório, ou uma alegoria para a cidade de São Paulo, seu underground mas não só, também o seu cotidiano sujo e visível, embora quase um mundo invertido em relação a São Paulo do trabalho e das movimentações do mercado financeiro. É a São Paulo das mutações, “elas acontecem o tempo todo”, nos diz o narrador do primeiro relato.

A Primavera é um fenômeno perigoso. A cidade está tomada por velociraptors, macacos, artistas de circo como os Bressanes voadores e a Garota-Paisagem, homens como o Pistoleiro mais rápido da Zona Sul, que aparece por meio de pequenas micronarrativas bobinhas como: “Sofria de depressão. Se matou com quatro tiros na cabeça”. Os motoboys característicos da cidade são retratados como centauros, homens grudados a sua parte mecânica. Há um culto estranho envolvendo galetos. E muito mais. A narrativa é toda punk, formando não uma construção linear, mas um panorama de imagens recheadas de referências crípticas a outros escritores, obras literárias e coisas que parecem piadas internas para pessoas que vivem a noite da cidade.

Fica a dúvida se tudo funciona muito bem. Parece que estamos diante de um esquema armado para um livro que não acontece. Um mundo que tem seus habitantes, uma possível distopia que desperta interesse, mas não se reflete em uma história maior. Por outro lado, acaba permanecendo em um terreno mítico e indócil, como se o livro fosse o documento de um clube secreto, violento, mas também tolo. Os limites são mais do que evidentes hoje, ainda mais se comparamos este livro ao quanto a obra do autor se desenvolveu posteriormente. Só depois de terminar o livro soube que ele surgiu originalmente como postagens em um blog. Essa transição entre suportes o marca como o documento de uma época que não existe mais.
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