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Tempo de fantasmas

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Como dirá Gustavo Rubim, pesquisador sobre sua obra, "Em certo sentido, portanto, 'Tempo de Fantasmas' concentra-se no exorcismo dos próprios fantasmas da poesia, monstros inconciliáveis com a vida terrestre nas dimensões lisboetas que a única referência a André Breton veio trazer para dentro do livro. Mas O'Neill nunca será um poeta estritamente ocupado com os fantasmas do seu ofício. Ou seja, nunca veio a ser um bom exemplo de "metapoeta" em regime de exclusividade e é até possível que o prefixo "meta-" seja o menos adequado para descrever o tipo de relação vigilante que sempre foi mantendo com a própria prática de escrever poemas".

46 pages, Kindle Edition

First published January 1, 1951

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About the author

Alexandre O'Neill

42 books45 followers
Autodidacta, O’Neill foi um dos fundadores do Movimento Surrealista de Lisboa. É nesta corrente que publica a sua primeira obra, o volume de colagens A Ampola Miraculosa, mas o grupo rapidamente se desdobra e acaba. As influências surrealistas permanecem visíveis nas obras dele, que além dos livros de poesia incluem prosa, discos de poesia, traduções e antologias. Não conseguindo viver apenas da sua arte, o autor alargou a sua acção à publicidade. É da sua autoria o lema publicitário «Há mar e mar, há ir e voltar». Foi várias vezes preso pela polícia política, a PIDE.

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Displaying 1 of 1 review
Profile Image for Gonçalo Ferreira.
301 reviews12 followers
August 3, 2025
"(…)
Tempo de Fantasmas é também um abandono do lirismo «dos lugares mais comuns da poesia» («Em Pleno Azul»), e, sobretudo, a criação de uma poesia antilírica, que se formula no poema <«capelistas poéticas», e de uma poesia do <> que é, de facto, uma «técnica da confusão». Por isso: «quando dizes "Poesia" eu tenho nojo».
(…)"
Fernando Cabral Martins (Posfácio, "Flashback", "O «Estilhaço Vivo do Acaso»")
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