2,5
O livro tem bons pontos mas a execução é paradoxalmente problemática: ao mesmo tempo em que se perde em alusões que não parecem pertinentes à premissa da sua argumentação - talvez por uma necessidade de mostrar vários ângulos da mesma questão, perdendo a questão de vista no processo - o fato do autor apontar Hegel como a grande responsável pela dispersão da Teoria no século XX não só é confusa como historicamente problemática.
Acredito que, para o que o autor quis alcançar, esse volume deveria ter no mínimo o dobro do tamanho. Muita informação fica perdida ou incompleta num texto que, em umas 10 páginas, uns 20 ou 30 nomes de grandes teóricos são mencionados.
Por fim, apesar do livro ter um título talvez otimista quanto a teoria e o seu papel de questionar os meios comuns das Letras, o trabalho do autor é basicamente uma longa critica a teoria.