No livro “Fazer Justiça”, escrito por Elsa Deck Marsault, somos apresentados a um ponto de vista futurista sobre as relações entre comunidades de viés progressista, o abolicionismo penal, a vingança e a justiça nos moldes políticos atuais.
Se declarando militante queer e feminista, Marsault constrói um argumento não muito crível sobre como podemos desenvolver nossa comunicação e solucionar conflitos graves sem ter, necessariamente, a tutela do Estado jurídico, criando uma dinâmica de independência e autorresponsabilidade.
Podemos concretizar, a partir de uma análise jurídica sobre o artigo, que o texto é pueril. Não possui uma base fundamentada e se ergue sobre pretextos e coincidências mirabolantes, originadas a partir da convivência da autora com seus colegas em seu coletivo queer.
Não minto: o livro possui um desenvolvimento que não abraça a seriedade acadêmica que o tema clama; suas referências são vagas e as pesquisas realizadas envergonham qualquer professor ou orientador de TCC. Sua escrita é mais uma jactação sobre si mesma do que algo fundamentado de fato. O livro comprova que, quando você é europeu, todo mundo vai querer escutar essa opinião, mesmo que você esteja tentando inventar a roda novamente.
Curiosidade: Mesmo a autora se considerando feminista radical, não há uma frase ou pronunciamento sobre questões de proteção ao corpo feminino, direito de mulheres e crianças ou qualquer outra questão que aborde o “Outro sexo”
O livro é pessimo.