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Antologia Poética

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Este volume reúne criações de Anna Akhmátova, incluindo 'Poema sem herói', que ela considerava o coroamento de sua obra. Escrito durante a Segunda Guerra Mundial, carregava a marca do sofrimento que foi a vida da poeta. Perseguida pelas autoridades stalinistas, que a proibiram de publicar, ela teve que enfrentar o fuzilamento do primeiro marido, a morte do terceiro num campo de concentração e a terrível angústia de ver o filho preso.

208 pages, Paperback

Published February 27, 2009

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About the author

Anna Akhmatova

429 books960 followers
also known as: Анна Ахматова

Personal themes characterize lyrical beauty of noted work of Russian poet Anna Akhmatova, pseudonym of Anna Andreevna Gorenko; the Soviet government banned her books between 1946 and 1958.

People credit this modernist of the most acclaimed writers in the canon.

Her writing ranges from short lyrics to universalized, ingeniously structured cycles, such as Requiem (1935-40), her tragic masterpiece about the Stalinist terror. Her work addresses a variety of themes including time and memory, the fate of creative women, and the difficulties of living and writing in the shadow of Stalinism. She has been widely translated into many languages, and is one of the best-known Russian poets of 20th century.

In 1910, she married the poet, Nikolay Gumilyov, who very soon left her for lion hunting in Africa, the battlefields of World War I, and the society of Parisian grisettes. Her husband did not take her poems seriously, and was shocked when Alexander Blok declared to him that he preferred her poems to his. Their son, Lev, born in 1912, was to become a famous Neo-Eurasianist historian.

Nikolay Gumilyov was executed in 1921 for activities considered anti-Soviet; Akhmatova then married a prominent Assyriologist Vladimir Shilejko, and then an art scholar, Nikolay Punin, who died in the Stalinist Gulag camps. After that, she spurned several proposals from the married poet, Boris Pasternak.

After 1922, Akhmatova was condemned as a bourgeois element, and from 1925 to 1940, her poetry was banned from publication. She earned her living by translating Leopardi and publishing essays, including some brilliant essays on Pushkin, in scholarly periodicals. All of her friends either emigrated or were repressed.

Her son spent his youth in Stalinist gulags, and she even resorted to publishing several poems in praise of Stalin to secure his release. Their relations remained strained, however. Akhmatova died at the age of 76 in St. Peterburg. She was interred at Komarovo Cemetery.

There is a museum devoted to Akhmatova at the apartment where she lived with Nikolai Punin at the garden wing of the Fountain House (more properly known as the Sheremetev Palace) on the Fontanka Embankment, where Akhmatova lived from the mid 1920s until 1952.

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Community Reviews

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Displaying 1 - 15 of 15 reviews
Profile Image for Gal Galeotti.
Author 2 books18 followers
July 28, 2024
Estou irremediavelmente apaixonada pela obra de Akhmátova. Não sei se porquê estou a atravessar os tempos mais sombrios de minha vida, e vi-me em tuas dores, e Akhmátova nas minhas. De todo modo, que antologia fantástica. Quanta beleza se esconde em uma única dor. Havia muito não me sentia abraçada por um livro. Ainda que o livro estivesse em chamas, como este. Como Akhmátova. Como eu.
Profile Image for Gabriela Ramos.
85 reviews44 followers
February 10, 2019
Voz feminina contra repressão... confissões de uma sobrevivente da segunda guerra e da vida em si. Olhar sincero da destruição que consegue beirar a delicadeza das angústias vividas em uma Rússia pós guerra. Segue dois selecionados que traduz bem sua atmosfera:

"Vinte e um. Noite. Segunda-feira.
A silhueta da cidade na neblina.
Algum desocupado inventou essa história de que há amor no mundo.

E por preguiça ou por tédio,
todos acreditaram nele e assim viveram:
esperando encontro, temendo rupturas
e cantando canções e amor.

Mas a outros será revelado o segredo
e sobre estes cairá o silêncio...
Eu tropecei nele casualmente e, desde então,
sinto-me como se estivesse doente." -1917; Petersburgo

.....

MÚSICA

"Algo de miraculoso arde nela,
fronteiras ela molda em nossos olhos.
É a única que continua a me falar depois que todo resto
tem medo de estar perto.

Depois que o último amigo tiver desviado o olhar,
ela ainda estará comigo no meu túmulo,
como se fosse o canto do primeiro trovão
ou como se todas as flores explodissem em versos." -1957
Profile Image for Christine Cordula Dantas.
169 reviews23 followers
August 4, 2019
Li como uma estranha, escapando para a longínqua Rússia na pele da autora, como se eu pudesse remontar memórias de um passado que nunca vivi, e que sequer poderia ter sonhado. Os poemas de Akhmátova de certa forma me conduziram nessa estranha jornada com uma clareza imagética singular. Alguns poemas me tocaram em particular: Último Poema (p. 99), Estes teus olhos de Lince (p. 103), A Última Rosa (p. 112), Primeiro Aviso (p. 114), Terceira (p. 123), Quarta (p. 124). Não li as notas finais, que contextualizam historicamente os poemas, o que talvez aumentasse minha apreciação de vários deles. Farei isso em outro momento. Recomendo fortemente aos interessados na literatura Russa, mesmo se não apreciam poemas, pois Akhmátova conheceu autores relevantes do período e participou do movimento literário conhecido como Acmeísmo (em oposição ao Simbolismo e ao Futurismo), que pregava a linguagem clara, valorizando a palavra em seu sentido mais estrito, com ênfase ao Realismo e às tradições culturais. Esta edição da L&PM contém notas bastante completas para um estudo mais aprofundado.
Profile Image for Ana.
108 reviews5 followers
January 25, 2022
O livro começa com várias informações interessantes sobre a autora e sua obra, que nos ajudam a entender melhor as mensagens por trás dos poemas, ainda que isso seja bastante subjetivo, do meu ponto de vista. Eu gostei muito da maneira como Anna escreve e expressa suas ideias e dá para sentir suas dores em muitos dos poemas, o que é fascinante - considerando o ato de transmitir isso ao leitor - e desesperador. Tem várias notas muito úteis no fim do livro, gostei bastante da edição.
Profile Image for Anna.
247 reviews
July 10, 2021
Vinte e um. Noite. Segunda-feira.
A silhueta da cidade na neblina.
Algum desocupado inventou
essa história de que há amor no mundo

E por preguiça ou por tédio,
todos acreditaram nele e assim viveram:
esperando encontros, temendo rupturas
e cantando canções de amor

Mas a outros será revelado o segredo
e sobre estes cairá o silêncio...
Eu tropecei nele casualmente e, desde então,
sinto-me como se estivesse doente.
1917
Profile Image for Isis.
335 reviews18 followers
April 7, 2021
quero muito o livro físico, eu to apaixonada demais pelos poemas dela...
Profile Image for Lyra.
158 reviews
May 25, 2023
Gostei, mas a escolha de sacrificar as rimas empobreceu muito os poemas. 3/5 ⭐️
Profile Image for Mariana.
367 reviews55 followers
Read
January 5, 2019
“Antologia Poética” de Anna Akhmátova nessa edição da L&PM tem a tradução direto do russo feita por Lauro Machado Coelho, que também é o responsável pela seleção, introdução e notas.
Na introdução temos uma breve biografia da autora, seguida de notas do tradutor e sobre a grafia do russo. Ao final, há notas sobre os poemas que apresentam o contexto de sua criação para o leitor.
-
Anna Akhmátova fez parte do movimento acmeísta que privavam principalmente pela clareza, perfeição formal, simplicidade, léxico compacto, temática cotidiana, ausência de metáforas.
-
Dias atrás eu comentei nos stories que não procuro entender o significado de cada palavra inserida no poema, gosto de ler de forma despretenciosa, me deixar levar pelos sentimentos despertados, por isso, pouco li das notas que se encontram no final do livro.
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A escrita da autora me cativou, pela intensidade de emoções inseridas em cada poema, pela simplicidade de suas palavras que transbordam sentimentos quotidianos de uma mulher que sofre por amor - não apenas o romântico -, e principalmente, por sua pátria que sofre com a guerra, fome, frio e a morte que espreita em cada esquina.
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Gostei demais dessa leitura, quero ler mais coisas da autora.
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https://www.instagram.com/p/BsQVlxPg5IG/
Profile Image for Márcio.
684 reviews1 follower
March 6, 2018
Conhecia muito pouco a poesia de Anna Akhmatova, e fiquei muito impressionado com esse pequeno livro, não apenas pela biografia da poeta, mas também pela sutileza e força de seu trabalho, em especial seu "Poema sem herói", que me recordou em alguns momentos, implicita e explicitamente o "Mestre e Margarida" de Bulgákov. Digo explicitamente, pois a própria Akhmatova, quando fala, já praticamente ao final do poema, de sua viagem pelos céus na barriga do peixe, refere-se à outra, à Margarida e sua viagem Brocken, onde o diabo realiza sua grande festa). No entanto, mesmo que aqui e ali recorde esse livro que adoro, a alegoria de Akhmatova tem vida própria, e ambos seguem caminhos diversos, embora ao fim e ao cabo, são duas forças que com sua arte deixaram uma marca forte e crítica ao que foi o regime soviético, em especial o período stalinista e seus terríveis e temíveis expurgos.
Sensível, forte, sutil, belo.
Profile Image for Marta Skoober.
183 reviews18 followers
April 14, 2020
Não sou uma leitora de poesias, e não me perguntem porque dentre os livros disponibilizados pela LePM para download gratuito durante a quarentena escolhi esse. Talvez por ser de uma mulher, talvez por ser russa, talvez por ser do início do século XX, talvez por tudo isso.
Não foi uma leitura fácil, foi arrastada e sinceramente não sei se gosto ou não do que li. Mas posso dizer com certeza os poemas são impactantes, são fortes, dolorosos.

Grifos:
“Tempos terríveis se aproximam. Logo a terra estará coberta de novos túmulos. Esperem fome, terremotos, peste e o eclipse dos corpos celestes."
.
"E não é só por mim que rezo"
.
"E nos livros, era sempre a última página a que eu preferia a todas as outras"
Profile Image for Marina Stein.
67 reviews11 followers
May 19, 2019
"Estás vendo, Senhor, estou cansada
da vida, da morte e da ressureição.
Leva tudo de mim; mas desta rosa escarlate
deixa que, uma vez mais, eu sinta o frescor."
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