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Serial Killers - Made in Brazil

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Libro usado en buenas condiciones, por su antiguedad podria contener señales normales de uso

400 pages, Paperback

First published January 1, 2009

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About the author

Ilana Casoy

13 books156 followers

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Community Reviews

5 stars
134 (40%)
4 stars
131 (39%)
3 stars
57 (17%)
2 stars
10 (2%)
1 star
2 (<1%)
Displaying 1 - 20 of 20 reviews
Profile Image for Marcia Silva.
Author 2 books13 followers
August 17, 2019
No primeiro capítulo a autora começa desbravando como surge um serial killer, o que acontece com alguém para chegar ao ponto de cometer crimes tão repugnantes? E ao longo do livro percebemos que eles não são tão monstros quanto gostaríamos de pensar - na verdade são pessoas, como eu e você (...)

Confira a resenha completa deste livro no blog Estante do Horror clicando aqui.
Profile Image for Victoria Ferreira.
42 reviews5 followers
March 15, 2018
*4.5
Livro interessante e bem escrito, traz a história de vida dos serial killers, além de relato dos crimes, entrevistas, laudos clínicos e documentos. Não recomendaria, entretanto, para qualquer pessoa: os temas abordados são um tanto pesados, podendo a leitura se tornar desagradável para alguns.
Profile Image for Julia Moraes.
83 reviews2 followers
February 18, 2024
"Eu apelo para o futuro; eu apelo para uma época em que o ódio é a crueldade não mais controlarão corações dos homens. Época em que poderemos aprender através da razão, do bom senso, do entendimento e da fé que cada vida vale a pena ser salva e que a compaixão é o maior atributo do homem"
"Afinal, pode-se supor que quem tem muitas talvez não 'tenha' uma sequer"
"O que há em comum entre eles? Infância negligenciada, vítima de violência sexual, física e psicológica precoces, inabilidade escolar, sem norte, sem "casa" e sem um agente disciplinador. A maioria procurou servir a alguma Arma: Exército, Aeronáutica"
"Os homens trazem em si a crueldade. Não devemos esquecer-nos disso, devemos ter cuidado. É preciso defender esse espaço de consciência, de lucidez. Essa é nossa pequenina esperança"
"Serial killers são os assassinos que cometem uma série de homicídios com algum intervalo de tempo entre eles. Suas vítimas têm o mesmo perfil, a mesma faixa etária, são escolhidas ao acaso e mortas sem razão aparente. Para criminosos desse tipo, elas são objetos de sua fantasia. Infelizmente, eles só param de matar, até onde se sabe, quando são presos ou mortos"
"O serial killer 'esfria' entre um crime e outro, não conhece sua vítima, tem motivo psicológico para matar e necessidade de controle e dominação"
"Os serial killers organizados são seres solitários por se sentirem superiores às demais pessoas: ninguém é bom o bastante para eles. São socialmente competentes e, muitas vezes, casados. Conseguem bons empregos porque parecem confiáveis e aparentam saber mais do que na realidade sabem. Quando usam drogas, as preferidas são maconha e álcool. Para eles, o crime é um jogo. Retornam ao local onde mataram para acompanhar os trabalhos da perícia e da polícia, estão atentos aos noticiários e são os últimos suspeitos, por serem charmosos e carismáticos. Planejam o crime com cuidado, carregando o material necessário para cumprir suas fantasias, interagem com a vítima e se gratificam com o estupro e a tortura"
"Os serial killers desorganizados também são solitários, mas por terem comportamento considerado estranho, esquisito. Sua desorganização é geral. Não são atléticos, são introvertidos e não têm condição de planejar um crime com eficiência. De forma geral, agem por impulso e perto de onde moram, usando as armas ou os instrumentos encontrados no local de ação. É comum manterem um diário com anotações sobre suas atividades e vítimas, trocam de emprego com frequência e tentam seguir carreira militar ou similar, mas não bem-sucedidas. É raro manter algum contato com a vítima antes de agir; agem com fúria, gratificam-se com estupro ou mutilação post mortem e, nesse grupo, é comum encontrarmos canibais e necrófilos. Têm mínimo interesse no noticiário sobre seus crimes e deixam muitas evidências no local em que matam"
"Três elementos conectam os crimes em série: modus operandi, ritual e assinatura"
"O modus operandi assegura o sucesso do criminoso em sua empreitada, protege sua identidade e garante a fuga"
"O ritual é o comportamento que excede o necessário para a execução do crime e é baseado nas necessidades psicossexuais do criminoso, imprescindível para sua satisfação emocional. Rituais são enraizados na fantasia e frequentemente envolvem parafilias, além de cativeiro, escravidão, posicionamento do corpo e overkill"
"A assinatura é uma combinação de comportamentos, identificada pelo modus operandi e pelo ritual. Muitas vezes o assassino se expõe a um alto risco para satisfazer todos os seus desejos, como, por exemplo, permanecendo muito tempo no local do crime. Pode também usar algum tipo de amarração específica ou um roteiro de ações executadas pela vítima, como no caso de estupradores em série. Ferimentos específicos também são uma forma de assinar o crime. A assinatura é única, como uma digital, e está ligada à necessidade psicológica do criminoso. A assinatura de um serial killer nunca muda"
"Quando lidamos com crimes em série, o trabalho integrado de profissionais forenses deveria ser obrigatório"
"Afinal, a mente humana não obedece fronteiras geográficas"
"Preto Amaral: primeiro serial killer do Brasil"
"Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória"
"Sentia prazer no sofrimento físico que infligia a suas vítimas"
"Os autores afirmam que o sadismo ou melhor a algofilia, que é o sentimento do prazer sexual ligado à dor provocada na vítima é muito raro nas mulheres, onde, ao contrário, é comum o masoquismo, que é o amor obtido à custa do próprio sofrimento"
"Febrônio: primeira pena de 'prisão perpétua' legitimada pela ciência no Brasil"
"Hipoxifilia: excitação sexual por privação de oxigênio"
"Existe discussão entre o conceito jurídico e psiquiátrico de doença mental. O diagnóstico de personalidade psicopata ou transtorno de de personalidade antissocial implica na semi-imputabilidade, na qual inclusive o preso tem direito à diminuição de pena sem ser obrigatoriamente internado, já que não é considerado doente mental"
"Falta de entender o mundo... em certos momentos de raiva ou de ira, às vezes dá um... a gente xinga até Deus. É a transferência, a gente vai culpando as coisas e nunca a si mesmo"
"Diz que o mais importante é aquilo que não é dito, né?"
"A gente vai vivendo, vai vivendo, vai chegando à idade que as coisa ficaram pra trás, as lembranças. Pode nos oferecer felicidade e pode nos oferecer... muita dor"
"Tem que haver uma reciprocidade, então a gente deve respeitar também o outro"
"Acho que aí eu me tornei mesmo um psicopata"
"Nada contra ela, mas... [Ela não servia] por ser negra, por ser feia, uma porção de fatores"
"Porque às vezes a gente pode se perdoar, a parte consciente, né? Mas no subconsciente a coisa é outra"
"Mas eu procuro perdoar sempre. Não só em relação às coisas, mas às coisas passadas que de repente vem à mente assim e pesam"
"Quando você não sabe uma coisa e imagina como ela teria sido, tanto você pode estar muito longe da cidade como às vezes sua imaginação é até pior do que seria de fato, se você conhecesse o fato"
"Mitos são sempre perigosos - podem ser ótimos, mas também podem ser péssimos
Se bem nem mal, são apenas mito. Então desmitificar também é importante"
"Ninguém é só bom ou só mau"
"A gente vai se corrompendo. Com o tempo, a parte animal vai, vai entrando em evidência e vai se tornando um animal"
"Quando a mulher fica com a carne dura, ela fica mais gostosa e só fica com a carne dura depois de morta"
"Contra fatos não havia argumentos"
"Ele disse que fazia aquilo por amor, porque ele achava que elas não deveriam pertencer a mais ninguém. Psicopata, né?"
"In dubio reo: na dúvida, a favor do réu"
"Para que lágrimas se temos a 'nós', e isto nem a morte nos separará"
"Agora sei o quanto te amo, que nossas vidas estão ligadas para a eternidade. Você com todas as suas loucuras é o homem que eu amo, e continuarei amando sempre"
"Mães, cuidem de seus filhos"
"O incidente de sanidade mental é instaurado quando existe a suspeita de que o acusado, em qualquer tipo de crime, possa ser doente mental. O processo fica suspenso e ele é submetido ao exame até que se comprove ou se descarte essa possibilidade. No caso de haver um quadro mental que tenha relação direta com o crime cometido, o réu é isento de pena (inimputável) e a medida de segurança é aplicada, por ser o criminoso considerado considerado perigoso. Essa medida prevê tempo mínimo de internação (três anos), mas não tempo máximo. A desinternação fica condicionada à cessação de periculosidade, o que pode significar prisão perpétua em alguns casos incuráveis"
"Aqui no Brasil a prisão perpétua 'é proibida'"
"Neste processo de humanização da psiquiatra as pessoas têm de entender que a doença mental é crônica e deve ser tratada como outras doenças crônicas"
"O delito é transitório, mas a doença mental não"
"Todos deveriam perceber que um processo não é apenas um processo, é uma pessoa"
"Antes de dizer NÃO é preciso se colocar no lugar do outro"
"Qualquer paciente, por pior que seja, lá no fundo ele tem alguma coisa de bom"
"Desafio qualquer ser humano da face da terra que queira apontar os meus defeitos, sem ter que dar margem para apontar os seus erros"
"A identidade de um criminoso se forma através de seus atos criminosos e, para o jovem, o bom e o mau se confundem na formação de quem ele é ou gostaria de ser"
"A criança infratora é invisível"
"Os jovens que escolhem a vida criminosa escolhem, a curto prazo, matar alguém em vez de matar-se a si próprio"
"Os mitos servem como referência para o bem e para o mal. Nesse caso, a referência de crime"
"Quando a gente pratica dois ou mais crimes da mesma espécie devem os subsequentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes"
"Eu mato um ser humano, mas não mato um carneiro"
"Cerca de 30% das crianças brasileiras não têm o nome do pai em seus registros"
"Mato por prazer"
"Assassinato em série: aqueles crimes praticados em geral por uma única pessoa, que segue um padrão de ação ou de comportamento para executar suas vítimas"
"Eles pronunciam a palavra amor, mas, em seu funcionamento, não sentem o real significado desta palavra"
"O advogado é, antes de tudo, um humanista"
"Quem tem um amigo, tem um tesouro"
"A prisão no Brasil é uma morte lenta"
"A presunção é inimiga da verdade"
Profile Image for Isabela.
489 reviews69 followers
May 26, 2015
-- 4 estrelas --

Esse livro foi muito chocante... Achei os detalhes e as descrições ainda 'piores' do que o 'Serial Killer - Louco ou Cruel?', que li antes. Em alguns casos fiquei até arrepiada com as entrevistas e tive que dar um tempo na leitura antes de continuar.
Realmente recomendo para pessoas interessadas nesse assunto, foi muito interessante, porém não é um livro para os mais fracos.
Profile Image for Jackie B. Oliveira.
19 reviews
December 23, 2017
A nova edição atualizada está ótima, com comentários construtivos sobre o sistema judiciário no Brasil e a atuação pioneira dos hospitais psiquiátricos do Rio de Janeiro.

O capítulo com Pedrinho Matador também explora a formação de uma identidade criminosa positiva, o "bandido mau" que faz sua fama e identidade a partir de seus crimes, como vemos muito comumente nas organizações criminosas do tráfico de drogas.

Alguns relatos foram extremamente chocantes, com as descrições dos crimes detalhadas, especialmente de Marcelo Costa de Andrade, que claramente não tinha pudores e sentia extremo prazer em descrever e relembrar suas atrocidades. Relatos que não são para quem tem estômago fraco, ainda assim, são leituras importantes para entender ou tentar imaginar o que se passava durante o período de homicídios dos indivíduos e como funcionam suas compulsões incontroláveis que, eventualmente, os levaram ao caminho em que chegaram.

As narrações, como "historinhas", descrevendo o comportamento das pessoas estudadas também são de grande valor e feitas com maestria pela autora para ilustrar didaticamente as informações que ela coletou e passá-las no livro.

RESSALVAS:

Entendendo ser um livro para leigos, ainda assim senti falta de uma análise mais profunda das entrevistas, demonstrando certos padrões que poderiam ter sido citados, como o "pedir para ir ao banheiro" sempre que se entrava em assuntos desagradáveis. Também acredito que era necessário confrontar, se possível, o contado pelo entrevistado e a realidade, para uma compreensão maior da fantasia e/ou dissimulação do indivíduo.

Também encontrei erros de gramática e tipografia com frequência grande, indicando talvez certa pressa na hora de publicar, o que acredito que será corrigido em edições posteriores.
32 reviews1 follower
September 3, 2025
Avaliar um livro como esse é complicado.\nA sensação que tive ao finalizar a leitura era de liberdade e al��vio.\nFinalmente, poderia largar uma obra que elenca tanto relatos cruéis e odiosos.\nE bom, não era esse o intuito de Ilana durante a produção de tais arquivos??\nReconhecer que o livro é bem construído, fundamentado e corroborado por fontes técnicas científicas significa, também, entender que sua leitura deve ser única.\nA violência narrada aqui é atormentadora, repugnante e irritante. Seus casos não trazem excessiva curiosidade após o encerramento dos capítulos que lhe são dedicados, mas sim, uma sensação pesada de tristeza e compaixão por cada uma das vítimas mencionadas.
This entire review has been hidden because of spoilers.
26 reviews
October 26, 2021
It was a good read, detailing some of the stories I'e already knew, giving some depth to the people behind those terrible crimes, which helped me not reducing them to killers only... well except for Niteroi's Vampire, that guy's interview was profoundly disgusting, not really sure if that was somehow the author's intent or if it simply happened the way it happened, but I'm glad that guy is not out there anymore.
Profile Image for Beatriz.
81 reviews3 followers
March 23, 2023
Ilana trás para nossa realidade um tema polêmico: serial killers, que geralmente só vemos "americanizados" ou mais como monstro do que ser humano.

Gostei de como ela trata o assunto com seriedade, mesmo que o peso das histórias façam você ir pelo caminho da raiva, ao invés de tentar entender o lado do criminoso. Além disso, trás uma ótima reflexão sobre o sistema carcerário brasileiro e suas falhas.
Profile Image for Anna Cavarero.
36 reviews
March 15, 2018
This book surprised me. Of course it’s not a thriller, It is written like a bunch of files about seven criminals, but it’s not boring. The Brazilian law is very confuse when dealing with this type of criminal and the book tries to clarify and push us to think how we could better handle this issue.
Even though I knew by name some of the Brazilian serial killers, I’ve never really thought about them. Some of the crimes are so terrible that would make Andrei Chikatilo and Jeffrey Dahmer blush.
An interesting part is the conversations the author had with head of mental facilities that are responsible for these criminals and the effort they do to “humanize” both criminal and facilities. These doctors are pioneers in Brazil and they don’t have the support they should have.


Profile Image for Anahê Canavezzi.
8 reviews
October 31, 2024
O livro é ótimo e muito bem escrito. Só não dei cinco estrelas porque os anexos e o capítulo de Pedrinho Matador não me pareceram tão interessantes. No geral, recomendo a leitura, adorei!
Profile Image for Dominique Moraes.
27 reviews
February 18, 2025
Eu esperava que o livro fosse um compilado de casos de serial killers brasileiros, como a maioria dos livros desse gênero. Mas, para minha surpresa, ele reúne inúmeras entrevistas com os criminosos, numa pegada meio Mindhunter misturado com Conversando com um Serial Killer.
O livro toca em lugares da mente que geralmente evitamos explorar, levantando questionamentos sobre a nossa sociedade e o quanto ela pode ser responsável pelo surgimento de mentes doentias, capazes de atrocidades inimagináveis. Mas também provoca a reflexão sobre algo ainda mais desconfortável: seria possível alguém simplesmente nascer mau? Eu, pessoalmente, acredito nas duas possibilidades. Há casos em que o meio tem um papel fundamental na construção dessas mentes, mas também há aqueles em que a maldade parece intrínseca, mesmo sem influência externa – embora esses sejam mais raros.
Algo inédito aconteceu comigo lendo esse livro: precisei pular algumas páginas de uma das entrevistas. A crueza e a crueldade dos fatos foram difíceis de encarar, e nem sempre estamos preparados para lidar com o peso da realidade de que existem pessoas entre nós que matam simplesmente por matar.
Esse é um livro que só recomendo para quem já está familiarizado com o tema e não tem medo de encarar, sem censura, os detalhes de crimes e a perversidade da mente humana. Também não acho uma boa leitura para quem estiver num momento difícil. É preciso ter uma reserva de esperança dentro do coração para ler sem se sentir arrastado para um lugar muito sombrio.
Preciso elogiar a forma como a Ilana conduziu as entrevistas. Mesmo diante de tanto mal, ela conseguiu manter a imparcialidade jornalística e, ao mesmo tempo, ter o tato necessário para que os entrevistados se abrissem e revelassem suas histórias e motivações.

acompanhe meus reviews aqui https://rebobinando.substack.com/ :)
Profile Image for Natalia.
Author 5 books27 followers
July 20, 2016
An amazing book about something horrible.
Displaying 1 - 20 of 20 reviews

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