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Mucha

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«Acho que as moscas somos nós.»

O horror está a chegar à aldeia e as coisas não voltarão a ser como dantes.

6 anos depois de A Última Grande Sala de Cinema, “Mucha” marca o tão aguardado regresso à BD do romancista David Soares (Lisboa Triunfante, A Conspiração dos Antepassados), numa história de horror intimista, subversiva e inteligente, bem reveladora da voz autoral ímpar que define a obra do erudito autor.

Baseada na premissa da peça surrealista Rhinocéros, de Eugène Ionesco, “Mucha” é uma extravagância visceral sobre a ameaça de desumanização que pende sobre a cabeça de Rusalka, uma camponesa que se vê, de um dia para o outro, imergida num mundo que insiste em ser uniforme, perigoso e destituído de qualidades.

Ilustrado por Osvaldo Medina (A Fórmula da Felicidade) e Mário Freitas (Super Pig) num estilo negro singular que recupera o expressionismo gótico das bandas desenhadas clássicas de horror, “Mucha” apresenta cenas de cortar a respiração, pautadas por um ritmo frenético que não deixará nenhum leitor indiferente; ou doravante tranquilo perante uma simples mosca.

33 pages, Paperback

First published October 1, 2009

14 people want to read

About the author

David Soares

48 books104 followers
David Soares é autor dos romances "Batalha", uma história que discorre sobre o fenómeno religioso a partir do ponto de vista dos animais, "O Evangelho do Enforcado", que conta a história dos painéis de São Vicente de Fora, "Lisboa Triunfante", uma história mágica sobre a capital portuguesa, e "A Conspiração dos Antepassados", sobre o encontro do poeta Fernando Pessoa com o mago inglês Aleister Crowley. Publicou quatro livros de contos, dez livros de banda desenhada, dois livros de ensaio e dois discos de spoken word. Na sua carreira como autor de banda desenhada (publicado em França), foi premiado com quatro troféus para Melhor Argumentista Nacional e uma bolsa de criação literária, atribuída pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas e pelo Ministério da Cultura.
Em 2009, viu um excerto do seu romance "Lisboa Triunfante" ser publicado na revista literária polaca "Lampa", uma edição do Instituto Camões na Polónia. Também trabalha como tradutor, tendo assegurado a tradução de obras de autores como Alan Moore, Clive Barker e Philip K. Dick.

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Displaying 1 - 3 of 3 reviews
Profile Image for Lightwhisper.
1,246 reviews3 followers
May 24, 2019
Não é o traço que me incomoda, nem o pouco diálogo, que eu gosto disso, mas o sentido que não encontrei para esta história de terror?
Profile Image for Artur Coelho.
2,604 reviews75 followers
April 26, 2015
O absurdismo violento e obscuro de Kafka está aqui em sublimação pelo imaginário telúrico de David Soares. Estamos algures na europa oriental, primeva e rodeada de florestas. O porquê de vermos a cultura da europa eslava como selvagem e primitiva é toda uma outra história de premissas geopolíticasintencionais do império austro-húngaro que acabou por se instalar como preconceito aceite, e que não vem ao caso deste livro, embora também algo disto nele esteja presente. Estamos numa aldeia rural, isolada, num mundo a ferro e fogo pela guerra nazi, onde uma mulher prestes a dar à luz se apercebe que todos os seus vizinhos sofrem de profundas dores de cabeça e descobrirá, para seu horror, que se transformarão de forma inexplicável e súbita em moscas. Nada de longas transformações viscerais, apenas um acordar para um mundo irremediavelmente alterado. Nas redondezas da aldeia, felizmente, anda um einsatzgruppen a levar a cabo a sua missão sagrada de extermínio cujas balas saídas dos canos ainda quentes de abater judeus que cavaram a sua vala comum vão fazer muito jeito para aniquilar a infestação de moscas gigantes que, após morrerem, regressarão à sua forma humana.

Se o absurdismo Kafkiano, com algum toque mais subtil de um body horror que remete obrigatoriamente para Cronenberg, são os pilares deste livro não consigo deixar de escapar à reflexão sobre ao horror da guerra. Sendo mais específico, ao horror da matança industrializada em nome de uma ideologia insana que tratou as suas vítimas como menos do que insectos. Sob a bota cardada nazi (e de outros totalitarismos ao longo de uma história humana que se repete, sob bota, cruz, crescente, folha de cálculo ), as suas vítimas são reduzidas à condição de sub-humanidade, cujas vidas valem menos do que as das incómodas criaturas rastejantes do mundo dos insectos.
Profile Image for Reyel2107.
900 reviews6 followers
April 22, 2017
uma magnifica obra de horror com uma grande arte a envolve-la !!!!!
Displaying 1 - 3 of 3 reviews

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