A Musa de Camões recua até ao séc. XVI, para a Lisboa de onde partem as caravelas que descobrem o mundo e chegam as especiarias que maravilham a Europa. No paço real vive a mais bela e rica princesa da a Infanta D. Maria. Nas ruelas tortuosas aventura-se o mais talentoso poeta da é Luís de Camões. Mas Lisboa não tem só encantos. A Infanta, invulgarmente culta e graciosa, retratada por pintores e cantada por poetas, vive asfixiada por uma corte que conspira para que não case nem leve o dote mais cobiçado da Europa. E Camões, invejado pelo talento único e odiado por maridos cujas mulheres cantou e encantou, é um desafortunado que até El Rei pretende exilar para longe. Um dia os seus olhares cruzam-se. Tão diferentes de nascimento e posição, as suas almas desencantadas parecem gémeas. Uma deseja atenção, a outra anseia por uma musa, ambas encontram o amor. Trazendo à vida uma época gloriosa e personagens fascinantes, Maria Helena Ventura conta- -nos a história de um amor único e impossível, que aos olhos da lei era crime e aos da Inquisição era pecado.
Maria Helena Ventura nasce em Coimbra onde envereda por Germânicas. Já em Lisboa trabalha em Relações Públicas e Jornalismo. Sempre à procura de uma especialização em Sociologia dos Media, conclui o Curso Superior de Jornalismo. Acaba por fazer mestrado em Sociologia da Cultura e por publicar trabalhos na área da Educação. Passa ainda pela Docência, Investigação, enquanto se dedica ao género literário da sua preferência ? Poesia. O primeiro romance, com o drama do povo timorense por pano de fundo, é muito bem acolhido. De tal modo que se converte em estímulo para ensaiar outras ficções com diferentes preocupações sociais até se deter no Romance Histórico. Tem publicados sete livros de Poesia e seis romances. Apesar de colaborar ainda num órgão da imprensa regional, ocasionalmente com crítica de arte, de fazer traduções e de ser consultora editorial de uma agência de Design e Comunicação, a escrita é hoje a sua prioridade.
A primeira parte do livro é estranha, não me identifico com a escrita complicada da escritora. Complicada no sentido de ser demasiado elaborada, cheia de palavras, que para mim são desnecessárias e não acrescentam beleza ao texto, apenas o deixam confuso e maçudo. Não sei se é por ela querer reforçar a ideia de época mas, a mim tem-me mantido pouco interessada. :/ Arrastei-me até à segunda parte na esperança de que fosse um daqueles livros que mudam de narrador, em que houvesse uma alteração na forma como a história está ser contada, o que acontece, mas na realidade a minha impaciência tem-se mantido. Acho a história repetitiva, sempre a referir que a coitada da Infanta D. Maria tão culta e inteligente e bonita e boazinha que não se casa e vê a vida ser adiada pelos interesses do estado e boicote da família real, e o poeta Camões que talvez ande a escrever poemas para ela, como se atreve a olhar tão alto, para a irmã do Rei? E com isto estou a meio do livro e estes dois ainda não trocaram uma única palavra!!!
Desisti, não acabei de o ler... Perdi a paciência.
Para começar, passo a dizer-vos que adoro história e qualquer livro que fale da nossa mui história, em que aprendemos ou re-aprendemos factos sobre a nossa história. É um pequeno registo da vida de Luis Vaz de Camões, em tempos de reinado de D. Catarina, D. Maria, conta-nos um pouco a vida do povo, o que ele sofre, dificuldades que os reis sentem e o que fazem para que a vida de todos melhore. Uma viagem pela poesia de Camões, em tempos de construção e escrita desse mui nobre livro "Os Lusíadas".
I give up! I've tried a couple of times, but I just couldn't understand what this one was about and even when I skim read it, nothing seemed to happen. Too many books, too little time!
Já li este livro faz uns quantos meses, trouxe-o da biblioteca da escola - apaixonei-me pelo título ... e mais tarde pelo enredo!
Mudou totalmente a minha "imagem" desoladora de Luís de Camões e transformou-a numa espécie de adoração platónica.
Tenho de admitir que de início a história estava um bocado emaranhada na minha cabeça ... não é muito fácil de entender no princípio, é necessário lê-lo por inteiro, não se apanha o fio à meada se não se estiver disposto a sacrificar um pouco de incompreensão inicial.