Jump to ratings and reviews
Rate this book

As Ilhas Desconhecidas

Rate this book
Em 1924 Raul Brandão fez uma viagem aos arquipélagos dos Açores e da Madeira num grupo de intelectuais - entre eles Vitorino Nemésio - promovida pelos autonomistas. Dessa visita, das suas impressões e anotações, surgiu o livro As Ilhas Desconhecidas - Notas e Paisagens, em que não só descreve com particular fulgor a beleza natural das ilhas, como observa a condição do seu habitante. Obra fundamental na formação da imagem (interna e externa) destes territórios, As Ilhas Desconhecidas tornou-se um dos mais importantes e belos livros de viagem da literatura portuguesa.

195 pages, Paperback

First published January 1, 1924

38 people are currently reading
482 people want to read

About the author

Raul Brandão

65 books93 followers
Raul Germano Brandão (Foz do Douro, March 12, 1867 – Lisbon, December 5, 1930) was a Portuguese writer, journalist and military officer, notable for the realism of his literary descriptions and by the lyricism of his speech. Brandão was born in Foz do Douro, a parish of Porto, where he spent the majority of his youth. Born in a family of sailors, the ocean and the sailors were a recurrent theme in his work.

Brandão finished his secondary studies in 1891. After that, the joined the military academy, where he initiated a long career in the Ministry of War. While working in the ministry, he also worked as a journalist and published several books.

In 1896, Brandão was commissioned in Guimarães, where he would know his future wife. He married in the next year and settled in the city. Despite living in Guimarães, Brandão spent long periods in Lisbon. After retiring from the army, in 1912, Brandão initiated the most productive period of his writing career. He died on December 5, 1930, age 63, after publishing a profuse journalistic and literary work.

Published works:

1890 - Impressões e Paisagens
1896 - História de um Palhaço
1901 - O Padre
1903 - A Farsa
1906 - Os Pobres
1912 - El-Rei Junot
1914 - A Conspiração de 1817
1917 - Húmus (1917)
1919 - Memórias (vol. I)
1923 - Teatro
1923 - Os Pescadores
1925 - Memórias (vol. II)
1926 - As Ilhas Desconhecidas
1926 - A Morte do Palhaço e o Mistério da Árvore
1927 - Jesus Cristo em Lisboa, with Teixeira de Pascoaes
1929 - O Avejão
1930 - Portugal Pequenino, with Maria Angelina Brandão
1931 - O Pobre de Pedir
1933 - Vale de Josafat

Source: http://en.wikipedia.org/wiki/Raul_Bra...

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
82 (25%)
4 stars
136 (42%)
3 stars
71 (22%)
2 stars
20 (6%)
1 star
9 (2%)
Displaying 1 - 30 of 42 reviews
Profile Image for Sara Jesus.
1,684 reviews123 followers
June 21, 2021
É una relato de viagem feito por Raul Brandão aos Açores e Madeira. Os Açores tem mais destaque por ser um conjunto de ilhas. Mas em ambos ele construí um ambiente idílico. Apenas gostaria que ele tivesse falado mais da minha ilha
Profile Image for Ana Massa.
64 reviews23 followers
April 26, 2016
Apesar de ser um livro que fala sobre o local onde eu vivo (que é maravilhoso ahah), toda a obra é demasiado descritiva para o meu gosto. Portanto, acredito que para quem aprecia uma boa e detalhada pormenorização irá gostar deste livro muito mais do que eu.
Profile Image for Ivânia Oliveira.
21 reviews5 followers
February 4, 2021
Absolutamente deslumbrante. A mais bonita descrição sobre os arquipélagos portugueses, quase uma homenagem.
É também um retrato sobre a insularidade que a nós continentais, nos passa tão ao lado. O livro foca-se mais no arquipélago açoriano, sendo a descrição sobre a Madeira mais reduzida.
Sou apaixonada pelos Açores, em 2018 estive na ilha das Flores e em 2020 no Pico e São Jorge. Foi uma leitura tão boa, uma forma bonita de viajar para um sítio que gosto tanto sem sair de casa 😊
Profile Image for tiago..
465 reviews135 followers
August 29, 2019
Li este livro como parte de uma antologia de Raul Brandão (A Vida e o Sonho). Brandão termina neste livro a peregrinação pelas costas portuguesas iniciada n'Os Pescadores com uma viagem às ilhas dos Açores e da Madeira. Tal como o mencionado livro, este livro está cheia de belíssimas e líricas descrições das paisagens insulares, das estórias dos habitantes locais e dos costumes das terras.

É um pouco mais descritivo que Os Pescadores, focando-se mais nas paisagens mas, graças a deus, contém muito menos passagens sobre as técnicas piscatórias locais. O excesso de descrição faz com que algumas passagens sejam algo aborrecidas, mas a forma expressiva e lírica como o autor escreve faz este livro valer muito a pena. Particularmente impressionante é o capítulo relativo ao Corvo, onde o autor descreve a miséria e a pureza de carácter dos habitantes desta ilha.

É uma descrição de uns Açores que já não existem; mas a descrição da Madeira, por outro lado, ecoa algo de familiar, o desgaste do turismo... Como sempre nos livros de Brandão, termina com um final perfeito, já chegando à baía de Cascais. Recomendo vivamente!
Profile Image for Miguel Duarte.
54 reviews6 followers
July 11, 2021
Li como preparação à minha 3a visita aos Açores mas tive dificuldade em acabar o livro. Poesia em formato de prosa, muito descritivo, particularmente das paisagens e cores. Aqueles momentos em que Raul Brandão se "transforma" em repórter e fala sobre as pessoas e costumes são fabulosos e super interessantes. Mas rapidamente voltamos para as descrições dos roxos, verdes, azuis e cinzentos que tive dificuldade em digerir. No geral, recomendo a quem tem curiosidade em saber mais sobre as nossas magníficas ilhas.
Profile Image for Emanuel.
14 reviews8 followers
September 13, 2022
Isto é tão bom que quando termina deveria ter um adendo do género, caso não se o entenda como uma obra maior, “chupem”.
Profile Image for Maria Arez.
2 reviews2 followers
September 11, 2025
Acompanhou as viagens aos Açores deste ano. É tão bonito que deu vontade de desenhar nas suas páginas.
Profile Image for Alexandra  Rodrigues.
239 reviews
August 13, 2021
"Aqui acabam as palavras, aqui acaba o mundo que conheço; aqui, neste tremendo isolamento onde a vida artificial está reduzida ao mínimo, só as coisas eternas perduram."
Profile Image for João Cruz.
361 reviews23 followers
July 29, 2025
O desabafo de Raul Brandão quando chega a Cascais após a viagem aos Açores e Madeira deu-me a certeza de ter percebido a aflição do autor na sua narrativa de ilha em ilha. Não esperava este estado de espírito de quem escreveu Húmus. Raul Brandão visitou as ilhas no verão; nem imagino como seria se o tivesse feito no inverno…
Profile Image for Ricardo Baptista.
257 reviews8 followers
March 9, 2025
Retrato impressionista das ilhas e antropológico, algo condescendente, mas, mesmo assim, mais interessante, das suas gentes. O livro acaba com o regresso ao continente e a exclamação "Portugal!", como se nas páginas anteriores já não se falasse do mesmo lugar.
Profile Image for João Barradas.
275 reviews31 followers
August 31, 2017
Se me perguntassem quem melhor conseguiria conceber um conciso e simplista roteiro de viagem pelos arquipélagos adjacentes ao Portugal do século XXI, não me ocorreria melhor opção do que o impressionista a tender para o pintor que é Raul Brandão.
Pegando num pincel de letras sinestésicas e numa paleta de sensações multicromáticas, o autor não escreve mas antes pinta uma tela autêntica das paisagens insulares, onde o roxo das flores se imiscuem com o cinza enegrecido das pedras, o amarelo dourado é reflectido no azul límpido do oceano e o verde refrescante da vegetação a brotar se perde entre a brancura da alfora misteriosa.
Através destas pinceladas, são-nos apresentadas algumas das idas ilhas: o Corvo, um lugarejo pobre e isolado mas que mantém a acérrima defesa pela igualdade e simplicidade, desprezando a maldade natural ou artificial, com base na devoção cristã; as Flores, que tal como o seio túmido da mulher, jorra leite que mantém a fé no Espírito Santo e garante as forças para fazer frente às várias estações experimentadas num mesmo dia; o Faial um jardim de memórias e tradições edificado por poetas a partir do sonho de um homem ridículo; o Pico ou a terra do basalto que, contra o luto perene, apresenta videiras de perder a conta por vezes sufocadas pela urzela, qual lepra que corrói os cultivos e lhe garante automaticamente a mortalha para o funeral prometido; São Miguel e o seu lago verde e azul, em simultâneo, no fundo do qual habita uma princesa de contos de fadas; e a Madeira, a flor do Atlântico que, tomando os raios do Sol, irá dar um furto de arco-íris não sem antes libertar um perfume exótico.
Mas como a bravura da luz se opõe ao negrume da dor, também esta visão idílica dura apenas os momentos de tirar as fotografias cristalizadas, sendo posteriormente substituída pela dura realidade. Esta balança, que mantém o equilíbrio da vida, permite que a calmaria habitual - advinda do isolamento que garantia uma ausência de crimes - seja apimentada pelas lutas da população unida pela força bruta contra a Natureza Mãe, durante as práticas de baleação que, qual pega de cernelha, culmina numa vaporização de um cheiro nauseabundo por todas as proximidades. Mesmo sem a procura de problemas maiores, eles surgem na forma de ciclones uivantes ou tremores assoladores porque “o que nos outros sítios leva séculos a desenvolver faz-se aqui em alguns anos mas o que noutros sítios dura séculos, acaba aqui em segundos”. Esta é pois a pena a cumprir para usufruir do outro prato da balança, aquele que garante ensinamentos simples e honestos para a vida como o segredo da longevidade ser “não comer salgado nem azedo, casar mais tarde e não ser profiadeiro”.
Com um tratamento sublime e milimetricamente aprimorado da língua portuguesa, são oferecidos ao leitor um conjunto de postais (de valor inestimável e sem necessidade da tridimensionalidade para impactar) que dão a conhecer estas ilhas… a sofrer a erosão do turismo.
Profile Image for Tiago.
240 reviews19 followers
June 14, 2024
Este é mais um grande livro de viagem de Raul Brandão. Desta vez ele passa o verão de 1924 nos arquipélagos dos Açores e Madeira e esta obra funciona com o seu diário de viagem. Brandão dedica a maior parte do livro (cerca de 85%) ao Açores. Esta decisão é facilmente compreendida dado o maior número de ilhas e a incrível diversidade em termos de população, costumes e paisagem natural do arquipélago açoriano.

Raul Brandão, mais uma vez, nos brinda com a sua prosa poética na descrição das paisagens naturais. Sua linguagem lembra um pintor descrevendo uma tela, com recursos a pinceladas leves/fortes e muitas, mas muitas cores. Quem lê tem a impressão de que Brandão esteve diante de cenários paradisíacos. Eu mesmo, em várias das descrições do mar e de montanhas, lagoas, caldeiras e flores, consultei a internet para saber se havia alguma hipérbole naquilo tudo. Posso dizer, sem sombra de dúvidas, que não. Apesar de terem passado quase 100 anos da viagem de Brandão aos arquipélago, a paisagem natural dos Açores se mantém, parafraseando o próprio Brandão, "quase igual no dia em que o navegador chegou pela primeira vez às ilhas". No caso da Madeira não foi possível confirmar grande parte da informação porque Brandão se dizia encantando com o cheiro a fruta da ilha.

Outro aspecto a se destacar no livro é o humano. Temos duas dimensões que foram exploradas por Raul Brandão: o próprio autor e a população das ilhas com a qual ele conviveu durante os dois meses. Brandão conseguiu mostrar todo o seu lado viajante de forma bem genuína. Ele surpreende-se, emociona-se e, como qualquer turista, tem seus momentos cômicos. Cito um em particular quando ele, pouco depois de desembarcar na pequena e isolada ilha do Corvo, se pergunta o que foi fazer naquele fim de mundo. Já com relação aos habitantes das ilhas, Brandão faz um trabalho absolutamente exemplar mostrando ao leitor os costumes e, principalmente no caso dos açorianos, a relação daquela população com o imenso oceano que a cerca. Os capítulos sobre a pesca da baleia e sobre os ciclones e outros perigos oceânicos são muito bons. No caso da pesca da baleia temos descrições especialmente violentas que chegam a impressionar.

Uma outra coisa que aprendi no livro foi a respeito da relação entre os açorianos e os EUA. Muitos homens saiam das ilhas para ganhar a vida como pescadores contratados por americanos. Muitas famílias americanas chegaram a ter grandes propriedades nos Açores - principalmente no Faial. Já Ilha da Madeira, segundo Brandão, é muito mais ligada aos ingleses.

Esta foi mais uma leitura que valeu a pena e que recomendo a quem queira conhecer um pouco mais a respeito da parte insular de Portugal.
Profile Image for diario_de_um_leitor_pjv .
786 reviews145 followers
April 12, 2022
" Tudo se harmoniza. É meio-dia. O azul quer ser azul, mas não o consegue, a terra deseja a luz, e a luz apenas se entreabre e desaparece; as águas fluídas, o horizonte vago arrepiam-se, vão transformar-se nos nossa olhos e quedam-se logo num receio... Silêncio. Uma cor que não chega a ser cor que é resignação e saudade e que me obriga a falar mais baixinho... "(pp.24)
Profile Image for Manuela.
173 reviews
September 19, 2024
Devemos a RB o pantone das ilhas, admirar a ilha em frente e descobrir que tipo de nuvem cada ilha tem.
Um livro que é uma exaltação da paisagem açoreana, da madeira e das suas gentes. É de apontamentos de viagem sôfregos de cores e notas de beleza que se abre a saudade. Para dizer que por mais bonita que seja a paisagem em algum momento o lugar de onde somos exige um regresso.
Profile Image for Artur Coelho.
2,603 reviews74 followers
May 21, 2023
Relato de viagem, com recortes naturalistas e impressionistas. Raúl Brandão passa ao papel as suas impressões sobre uma viagem aos Açores, nos anos 20. Um mergulho nas gentes e paisagens naturais, num mundo isolado e longínquo cuja imutabilidade se começava a esboroar com o contacto com a modernidade e a emigração. Brandão ficou claramete apaixonado pelas gentes, e pelas paisagens. Das gentes, recolhe histórias e conversas, relatos de vida e observação das labutas e modos de viver. Pelas paisagens, divaga e contempla, deslumbrado pela beleza natural das ilhas.

A prosa densa e impressionista de Brandão, cheia de metáforas e voos de pensamento, é neste livro muito mais suportável do que em Húmus, livro considerado a sua obra prima mas que eu, pessoalmente, não apreciei precisamente devido à sua prosa. Aqui, o recorte é naturalista, e os devaneios e voos de pensamento rendem-se à descrição da sensação de viagem.
Profile Image for Samuel Viana.
Author 3 books6 followers
August 14, 2019
Raul Brandão, na senda da sua obra "Os Pescadores" relatando e colectando as vidas dos pescadores na Costa continental portuguesa, desloca-se aos Açores e continua com o seu estilo lírico a prosar sob a vida dos portugueses insulares. Esta é uma obra fundamental para conhecer os Açores. Apesar de escrito há quase cem anos com o conhecimento científico da época - Brandão mostra estar a par do debate de ideias do seu tempo e chega a evocar uma teoria que se assemelha à deriva dos Continentes que está na origem destes dois arquipélagos. Mas este é apenas um detalhe numa obra repleta de pormenores e sobretudo de cores. Brandão é um escritor pintor. Em todas as suas obras a sua prosa está repleta de pinceladas onde evoca a cor compondo a pintura de forma única a atmosfera das suas histórias e personagens.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Margarida Gonçalves.
14 reviews
April 6, 2021
Li este livro como forma de preparação para a minha próxima viagem aos Açores. Obviamente, este livro foi escrito no início do século XX e, em tantos anos, muito mudou! No entanto, acredito que a pureza e muitas das tradições descritas por Brandão ainda hoje estão presentes nas gentes açoreanas.
Não é de todo o tipo de escrita que eu gosto, muito descritiva e repetitiva, até diria um pouco arcaica. Onde a cor, a atmosfera, as tempestades e os peixes são descritos ao milímetro, e o próprio sentimento que todas essas coisas despertam no próprio autor. No entanto, no geral o escritor consegue pôr em palavras muitos dos sentimentos que eu nutro pelos Açores e dá a conhecer de tal forma histórias e costumes locais que só me faz querer explorar mais todas as ilhas e perceber o contraste entre a altura em que foi escrito o livro e o presente.
3 reviews1 follower
June 23, 2023
Muito interessante a descrição sobre o estilo de vida na Ilha do Corvo, foi uma viagem no tempo com alguma reflexão filosófica.

Também achei interessante a descrição do Funchal, fiquei sobretudo surpreendido com o facto de que em 1927 a ilha já era bastante parecida com os dias de hoje, com imensos turistas ingleses e já famosa pelas passagens de ano.

O resto achei demasiado descritivo, muito tempo a descrever as paisagens. O que torna aborrecido. No entanto percebo que era um estilo de escrita muito comum na época e sendo para além disso um livro de viagens (e não havendo Google para ver fotos a cores num ecrã), para a época era necessário perder tempo a descrever para que os leitores contemporâneos pudessem imaginar as paisagens.
This entire review has been hidden because of spoilers.
181 reviews2 followers
November 11, 2019
Belíssimo livro. Algumas páginas mais lentas, descrições muito cromáticas (Brandão vê roxo e violeta por todo o lado), são largamente compensadas pela vividez das páginas que descrevem a pesca ou a caça à baleia. Um livro para se ler de forma pausada, no meu caso com várias interrupções por não o levar na bagagem. Só os madeirenses se poderão sentir algo menosprezados, a Madeira vale 20 de 199 páginas quase inteiramente dedicadas aos Açores. A capa é belíssima, mas infelizmente a Quetzal padece de uma alergia geral nas editoras portuguesas às notas de rodapé, muitos arcaísmos e regionalismos teriam merecido essa honra e a leitura sairia facilitada. 4,5*
Profile Image for Gonçalo Ferreira.
285 reviews11 followers
November 5, 2020
"O livro que disse a um povo que ele era um povo" - Joel Neto
"Diferentes vultos da cultura e até da ciência se tinham, antes de As Ilhas Desconhecidas, debruçado sobre os Açores (e/ou a Madeira, como este também faz, embora talvez menos memoravelmente). Desde logo, os ditos epigrafistas de Nemésio. Mark Twain, que na verdade não lhes achou graça nenhuma. Darwin, que mais ou menos. Nenhum deles nos deu tão cabalmente o conceito da ilha em frente, e foi o conceito da ilha em frente - a tomada de consciência dele, os esforços para a sua integração numa linguagem comum aos açorianos das diferentes ilhas - que mudou tudo."
Diário de Notícias - 11 Março 2017

Profile Image for AFG.
66 reviews1 follower
October 4, 2025
Um relato impressionista de uma experiência única que Raul Brandão partilha através dos seus escritos de viagem no início do século XX. As descrições das nove ilhas dos Açores, que tanto fascinaram o escritor, a par da passagem pela Madeira, são muito ricas e invocam personagens de outros tempos, com os seus usos e costumes. Numa época em que as ilhas estavam isoladas no Atlântico, demasiado distantes do Continente, deve ter sido muito especial para açorianos e madeirenses ler estas páginas sobre as suas terras e gentes, bem como trouxeram conhecimento a quem nunca as visitou.

Recomendo a leitura a quem sente fascínio pelas ilhas e gosta de viajar nas páginas dos livros com descrições que impressionam e envolvem. Há um capítulo mais intenso, que descreve a caça à baleia que pode ser difícil de ler. Filho de pescadores, criado na Foz do Douro, é notório o fascínio que a luta e o desafio do mar causa em Brandão.
147 reviews
April 12, 2020
As cores, o temporal, a paisagem são adjetivados ao extremo. Ao início estranha-se, depois lá se vai entranhando. Existem alguns capítulos menos descritivos que por sinal foram os que acabei por gostar mais, com um pouco de maior enfoque na vida, na história das ilhas e das pessoas que as habitam. Sem dúvida que dá vontade de voltar às que já conheço e de ir pela primeira vez àquelas que nunca fui. Sempre considerei as ilhas dos Açores mais genuínas, gostei de ler as considerações de um escritor que lá foi há quase 100 anos e perceber que já existiam diferenças na altura.
Profile Image for Ana Marinho.
604 reviews30 followers
February 7, 2021
Que bom foi ler este livro. Adoro as ilhas que o nosso país oferece. No entanto, ainda que tenha gostado da Madeira, nada supera o meu amor pelos Açores. Voltaria todos os anos a cada uma das suas 9 ilhas e sei que me apaixonaria cada vez mais. A escrita detalhada e bela conquistou-me desde o primeiro momento. Um excelente relato de viagem e testemunho de um amor crescente pelas paisagens portuguesas do oceano Atlântico.
65 reviews
August 16, 2023
I was mostly bored to death reading this book. I had hoped it was an engaging description of Brandão's trip to the islands but all that exaggerated enthusiasm for colors got me lost me pretty quickly (my eyes were just advancing through the letters and not absorving a single word). The only good parts for me were the ones where he talked about traditions and stories of the islanders. Other than that, it was boredom in the shape of a book.
Profile Image for Ricardo Moreira.
89 reviews1 follower
November 9, 2023
Demasiado descritivo para o meu gosto, tornando-se, por isso, de leitura penosa em muitas partes.
No entanto, apetece-me dar as cinco estrelas para a conclusão do ultimo capítulo, pelas considerações que Raul Brandão faz sobre o turismo e naquilo em que um país não se deve transformar por causa desse mesmo turismo.
Profile Image for João Costa.
49 reviews
November 17, 2017
"As recordações de Raul Brandão transportam-nos para um tempo, para uma sensibilidade e para um modo de escrita irrepetíveis."

De uma sensibilidade, um amor ao belo, à Natureza, ao Homem e ao Tempo indescritíveis, é o melhor livro de viagens que já li.
Profile Image for Mariana Mira.
2 reviews
April 20, 2021
Açores rodeado em poesia. Lírica em prosa.
Uns Açores longe do resto, feito de gente dura e desgastada pelo mar e pela solidão, mas com honra.

Como escrevia Raul "Na verdade, eu não podia viver como estes homens, mas na hora da morte queria ser um destes homens"
Profile Image for Vicente.
11 reviews1 follower
July 13, 2021
Livro espetacular de Raul Brandão, com a mais completa descrição que alguma vez li sobre os arquipélagos Atlânticos. O capítulo que mais me impressionou foi a descrição da ilha do corvo e dos corvinos. Um livro belíssimo.
Profile Image for João Pedro Costa.
1 review1 follower
August 7, 2018
Descrição fantástica e cuidada dos Açores. Vão surgindo ilustres figuras contemporâneas do autor ao longo do livro. Recomendo vivamente!
Displaying 1 - 30 of 42 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.