Jump to ratings and reviews
Rate this book

O Assassinato e Outras Histórias

Rate this book
You can find an alternative cover for this ISBN here.

Traduzido, organizado e prefaciado pelo romancista Rubens Figueiredo, este livro traz seis contos longos escritos por Anton Tchekhov (1860-1904) na última fase de sua obra. Neles, o tema é o cotidiano da amesquinhada vida russa no final do século XIX. Tchekhov revela-se um profundo conhecedor da vida rural e urbana, dos costumes de mujiques, de comerciantes, de proprietários de terra e de jovens intelectuais. Suas narrativas captam um universo amplo, contraditório, tenso, em que o leitor não pode nunca permanecer impassível.

280 pages, Hardcover

First published July 18, 1900

8 people are currently reading
212 people want to read

About the author

Anton Chekhov

5,897 books9,770 followers
Antón Chéjov (Spanish)

Dramas, such as The Seagull (1896, revised 1898), and including "A Dreary Story" (1889) of Russian writer Anton Pavlovich Chekhov, also Chekov, concern the inability of humans to communicate.

Born ( Антон Павлович Чехов ) in the small southern seaport of Taganrog, the son of a grocer. His grandfather, a serf, bought his own freedom and that of his three sons in 1841. He also taught to read. A cloth merchant fathered Yevgenia Morozova, his mother.

"When I think back on my childhood," Chekhov recalled, "it all seems quite gloomy to me." Tyranny of his father, religious fanaticism, and long nights in the store, open from five in the morning till midnight, shadowed his early years. He attended a school for Greek boys in Taganrog from 1867 to 1868 and then Taganrog grammar school. Bankruptcy of his father compelled the family to move to Moscow. At the age of 16 years in 1876, independent Chekhov for some time alone in his native town supported through private tutoring.

In 1879, Chekhov left grammar school and entered the university medical school at Moscow. In the school, he began to publish hundreds of short comics to support his mother, sisters and brothers. Nicholas Leikin published him at this period and owned Oskolki (splinters), the journal of Saint Petersburg. His subjected silly social situations, marital problems, and farcical encounters among husbands, wives, mistresses, and lust; even after his marriage, Chekhov, the shy author, knew not much of whims of young women.

Nenunzhaya pobeda , first novel of Chekhov, set in 1882 in Hungary, parodied the novels of the popular Mór Jókai. People also mocked ideological optimism of Jókai as a politician.

Chekhov graduated in 1884 and practiced medicine. He worked from 1885 in Peterburskaia gazeta.

In 1886, Chekhov met H.S. Suvorin, who invited him, a regular contributor, to work for Novoe vremya, the daily paper of Saint Petersburg. He gained a wide fame before 1886. He authored The Shooting Party , his second full-length novel, later translated into English. Agatha Christie used its characters and atmosphere in later her mystery novel The Murder of Roger Ackroyd . First book of Chekhov in 1886 succeeded, and he gradually committed full time. The refusal of the author to join the ranks of social critics arose the wrath of liberal and radical intelligentsia, who criticized him for dealing with serious social and moral questions but avoiding giving answers. Such leaders as Leo Tolstoy and Nikolai Leskov, however, defended him. "I'm not a liberal, or a conservative, or a gradualist, or a monk, or an indifferentist. I should like to be a free artist and that's all..." Chekhov said in 1888.

The failure of The Wood Demon , play in 1889, and problems with novel made Chekhov to withdraw from literature for a period. In 1890, he traveled across Siberia to Sakhalin, remote prison island. He conducted a detailed census of ten thousand convicts and settlers, condemned to live on that harsh island. Chekhov expected to use the results of his research for his doctoral dissertation. Hard conditions on the island probably also weakened his own physical condition. From this journey came his famous travel book.

Chekhov practiced medicine until 1892. During these years, Chechov developed his concept of the dispassionate, non-judgmental author. He outlined his program in a letter to his brother Aleksandr: "1. Absence of lengthy verbiage of political-social-economic nature; 2. total objectivity; 3. truthful descriptions of persons and objects; 4. extreme brevity; 5. audacity and originality; flee the stereotype; 6. compassion." Because he objected that the paper conducted against [a:Alfred Dreyfu

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
125 (42%)
4 stars
106 (36%)
3 stars
46 (15%)
2 stars
12 (4%)
1 star
2 (<1%)
Displaying 1 - 28 of 28 reviews
Profile Image for Felipe.
Author 9 books64 followers
June 30, 2018
Ao invés de ficar repetindo a ladainha sobre a genialidade de Tchekhov me limito a dizer que, tendo conhecido seu trabalho primeiro pelo teatro e só depois chegando aos contos, aparentemente o formato mais potente de sua criação, sigo gostando bem mais de seus textos dramáticos. Compilado de histórias escritas no fim da vida, as tramas de O Assassinato aparentemente mostram o pessimismo com relação aos seres humanos que tomou conta do autor em seus últimos anos. São contos morais, geralmente focados numa vida campestre e provinciana, e em como é praticamente impossível ser honesto e empático na Rússia do século 19. Ainda bem que Tchekhov não viveu pra ver o estado do mundo hoje.

O Professor de Letras (★★★★★)
O Assassinato (★★★★)
Os Mujiques (★★★)
Iônitch (★★★★)
Em Serviço (★★★)
No Fundo do Barranco (★★★★)
Profile Image for Marta Vieira abrao.
24 reviews5 followers
May 7, 2016
Uma bela surpresa o réveillon: conversando com meu cunhado sobre a literatura russa e de como adorei os contos de Tchekov, ganhei emprestado "O assassinato e outras histórias". O primeiro conto, o professor de letras já arrasa. Pensar no que é felicidade e como nossas expectativas mudam durante a nossa vida, como entender o que é impulso e o que é necessidade e como, às vezes, ceder ao impulso pode nos levar a um caminho sem volta. Nossas ações geram expectativas e consequências. Adorei!
Profile Image for Fernando Neri.
17 reviews1 follower
July 11, 2018
Organizado e traduzido por Rubens Figueiredo, os 6 contos que compõem este livro pertencem à última fase do escritor (entre 1894 e 1900), são mais longos e o humor, característico em suas obras anteriores, cede espaço para relatos incisivos e cruéis da realidade da #Rússia no final do século XIX, tanto em ambientes rurais, quanto em pequenas cidades.
Expõe, em boa parte dos contos a realidade dos camponeses russos (os #mujiques), que apesar de adquirirem a “liberdade” pós Reforma Emancipadora de 1861, permaneceram na miséria.
Relata também a vida e os costumes, digamos, de uma vaga classe média, com uma certa apatia pela vida, que não se movimenta, manifestada pela conformismo dos personagens.
.
É, definitivamente um livro muito interessante para se conhecer um pouco da cultura da sociedade Russa naquela época.
.
Ah, uma forma também de conhecer o trabalho deste grandioso autor é através do #cinema, em uma rápida pesquisa no Google, encontrei quase 50 adaptações.
.
Sobre as edições, temos essa da foto da Coleção Abril e a Cosac Naify, ambas encontradas facilmente em Sebos.
Profile Image for Sabrina Simões.
110 reviews1 follower
February 16, 2023
Me intrigou...como é comentado no prefácio, principalmente o final dos contos nos pegam de surpresa. Alguns poderiam dizer que "acaba do nada", e de fato é assim, mas se fosse de outra forma talvez não fosse tão bom. Chega a dar vontade de ter uma conclusão, uma continuidade, mas como o próprio autor diz em uma de suas cartas, ele queria falar da vida "tal como ela é". É interessante que ele fala da miséria e injustiça social sem ao mesmo tempo, tentar estampar uma imagem de inocentes imaculados nas "vítimas" (mujiques), pois, se tratando da vida como ela é, tanto pobres quanto ricos tem bom e mau caráter, cometem seus pecados e tem suas dificuldades. É interessante também como ele mostra que na riqueza daqueles burgueses muitas vezes há "miséria". Sinceramente gostei muito, acho que vale a pena a qualquer um ler alguns contos do Tchekhov!
Profile Image for Isabelle Luz.
41 reviews3 followers
December 23, 2020
Padrão russo de literatura: se não está ruim, vai ficar. É tipo Lovecraft, só que da tragédia.
Profile Image for Marcelo Tempes.
136 reviews
February 8, 2018
Tenho uma grande preferência por contos, costumo gostar do formato. Tchekhov é realmente um mestre nesta arte. As histórias que constam neste livro - por sinal, as únicas que li do autor - são profundamente realistas e trágicas, em alguns momentos tão acentuadamente que acabam por cobrir-se de uma camada de humor. É um prazer ler e conhecer este mundo.

Os contos parecem convergir, em certos aspectos, para uma temática central: a impotência do homem. A total inércia diante dos resultados de seus atos que parecem escorrer por entre os dedos de todo o ser humano, e que, mesmo quando aquilo que foi anelado acontece, ao final, seu modo de sentir já não é o mesmo, invariavelmente frustrando-o; Encontrar a tristeza na felicidade imerecida- uma espécie de tédio, de vazio existencial; A inesperada alegria na completa miséria, a fragilidade das emoções humanas, sua inconstância; A insipidez da fortuna material e do sucesso mundano.
Talvez, o antídoto de Tchekhov para todos estes dramas esteja concentrado, assentado para a eternidade, na personagem Lipa, do conto "No fundo do barranco"; Ali, sua humildade em aceitar tudo aquilo que Deus lhe entrega, aceitando as graças com admiração e as adversidades com contentamento - uma espécie de sensatez - se revelam como a força mais poderosa da alma humana.

"O meu caríssimo Hipolit Hipolítitch, professor de história e geografia, que sempre falava aquilo que todo mundo já estava farto de saber, apertou com força minha mão e disse com emoção:
"- Até aqui, você ficou solteiro e viveu sozinho, mas agora está casado e vai viver a dois." "

"Um sentimento de mágoa inconsolável estava prestes a se apoderar delas. Mas lhes pareceu que alguém olhava do céu, no alto, do azul, lá onde estão as estrelas, e via tudo o que acontecia em Uklêievo, vigiava. E, por maior que fosse o mal, a noite estava serena e bonita, em todo este mundo de Deus a verdade existia e continuaria a existir, também ela serena e bonita, e todos na terra apenas esperavam fundir-se com a verdade, assim como a luz da lua fundia-se com a noite.
E as duas, aplacadas, abraçadas uma à outra, adormeceram."
Profile Image for Acontecimal.
72 reviews32 followers
June 6, 2021
Talvez o primeiro contista que me deu vontade de escrever uns contos e ter a sensação de que eu conseguiria fazer isso (com qualidade muito inferior, obviamente). A impressão que dá é que ele cria uma imagem inicial do que seria o cenário do conto - talvez uma influência do teatro -, com os personagens sendo mobílias desse cenário, e vai escrevendo em cima o caráter prosaico da vida desses cenários e personagens medíocres e unidimensionais, flat. As histórias não tem propriamente um desenvolvimento, um final, um arco, uma moral, uma mudança no estado das coisas ou epifanias na vida dos personagens; elas só acabam.
Destaque para o genial "O assassinato", que em certo sentido é uma exceção para algumas coisas que falei porque é o mais dramático e tem sim mudanças (dá o que pensar ele ser o melhor da coletânea e ser diferente dos outros nesses aspectos), e para "O professor de letras", que possui uma melancolia muito bela e me lembra Bergman.
Profile Image for Tauan Tinti.
199 reviews3 followers
December 26, 2019
E as cartas do apêndice são quase ainda melhores. P.ex. 1) "Diga-me com toda a sinceridade quem, da minha geração, ou seja, pessoas entre trinta e quarenta e cinco anos, deu ao mundo ao menos uma gota de álcool? Acaso Korolenko, Nadson e todos os dramaturgos contemporâneos não são limonada? Acaso os quadros de Repin ou Chichkin fazem sua cabeça girar? Agradáveis, talentosos. A gente se encanta e ao mesmo tempo não consegue de maneira alguma esquecer que está com vontade de fumar."

e 2) "Isso não é um modo de encarar a vida, e sim um bolo confeitado. (...) Quem acha sinceramente que fins elevados e remotos são tão desnecessários ao ser humano quanto são a uma vaca, e que nesses fins está 'toda a nossa desgraça', a essa pessoa só resta comer, beber, dormir ou, quando ela já estiver farta, tomar um impulso bem forte e bater com a testa contra a quina de um cofre."
Profile Image for Regis Hattori.
150 reviews12 followers
May 5, 2018
Me pareceu um bom material introdutório para a literatura russa por sua narrativa simples. Não sei se essa era a intenção do autor, mas "O professor de letras" e "Iônitch" me passaram ideias muito parecidas: de como nossa percepção sobre o mundo pode mudar por alguns detalhes e como essa nova percepção afeta nosso cotidiano. Os contos "O assassinato" e "No fundo do barranco" mostram duas personagens que agem impulsivamente, porém, com desfechos totalmente diferentes. Achei interessante por mostrar que o mundo não é determinístico (ao menos não no nív...
Profile Image for Livia Terra.
77 reviews24 followers
March 13, 2019
Enough has been said about Tchekov's brilliant writing and I can't disagree. I'll just add that the stories in this book portray the human experience in its essence, so universal and timeless that you could think the characters are based in your evil neighbors instead of Russian people in the 19th century. The soft writing contrasts with the harshness of the lives and the tragic reality they endure, which makes me feel cozy and anguished at once. The short stories are easy to read, which make this book a fine gateway to Tchekov's (and Russian) literature.
7 reviews
December 27, 2021
Gosto muito do formato contos e acho que dá para avaliar um bom escritor por eles . Tchekhov pra mim arrasou, assim como nas peças teatrais . Um belo panorama da Rússia na época pré revolução de 1917. Não que tenha mudado muito depois dela … mas muito bons. Eu tenho a edição da Cosac então … tudo de bom .
Profile Image for Henrique Fendrich.
1,029 reviews27 followers
January 12, 2024
Eu gosto do Tchékhov, mas prefiro os contos mais curtos. Com exceção do conto-título (que é o que de mais existencialista eu li do autor) e, talvez de Iônitch, os outros não foram muito do meu agrado e não me causaram o mesmo impacto que alguns dos seus contos mais curtos. O último conto do livro, "No fundo do barranco", eu li arrastado e cheguei a cogitar abandonar a leitura.
Profile Image for Elis.
9 reviews3 followers
September 30, 2022
É um livro com alguns dos melhores personagens de contos. Acho que nunca me esquecerei do homem que sempre falava o que todo mundo já sabia. No meio de uma conversa qualquer soltava um “O rio Volga deságua no mar Cáspio”. Conhecemos tanta gente igual, né?
Profile Image for Nando.
32 reviews8 followers
March 13, 2023
ia dar 4 estrelas pq 5 é um atestado de cadelinha mto grande e não se fiquei de 4 assim pra Tchekhov e seus mujiques, grande livro, claro, mas 5 estrelinhas? aí chegou o último conto "no fundo do barranco" e sim fiquei de 4 pra theckhov.
Profile Image for Eduardo.
33 reviews
September 14, 2020
O livro é interessante, pois trás um cenário da sociedade russa vista por dentro, apontando suas características formadoras
Profile Image for Larissa Arantes.
92 reviews2 followers
March 25, 2024
Gosto muito como Tchekhov escreve sobre os problemas sociais da Rússia de sua época sem nenhuma romantização. Muito do que é escrito se encontra nas entrelinhas; quem sabe ler que leia.
Profile Image for Tais Lira.
45 reviews1 follower
May 27, 2020
Conheci Tchékov pela coletânea A dama do cachorrinho e na mesma hora fiquei apaixonada pelo autor. O assassinato e outras histórias (que tinha muitas expectativas em ler) não funcionou pra mim, não consegui me conectar com as histórias e foi uma pequena decepção, lendo o prefácio descobri que os contos desse livro são da fase mais tardia do autor e que é bem diferente dos primeiros escritos, talvez seja isso ou a tradução, sei lá :(
Profile Image for Gustavo Barbosa Ferreira.
65 reviews9 followers
June 11, 2016
Tchekhov is arguably the best author of tales in the history of literature. In this collection, there are some of his finest tales, in which he shows all of her grasp of the human soul and his full ability to create inspiring stories within a few pages.
Profile Image for Kátia.
4 reviews
May 1, 2011
Uma síntese precisa da vida, da humanidade e da natureza, o conto "No fundo do barranco".
Profile Image for Marcileia.
101 reviews1 follower
August 3, 2013
Ótimos contos.
Uma bom início para conhecer a obra de Anton Chekhov.
O que mais gostei foi "Os Mujiques"
Profile Image for Naísia Xavier.
116 reviews4 followers
May 1, 2016
O último conto, "No Fundo do Barranco", é uma obra prima.
Menção honrosa para a encadernação em capa dura.
Profile Image for Jhones Rocha.
107 reviews10 followers
April 9, 2017
Decidi ler Tchekhov pelos seus contos mais "pesados", ou menos alegres se preferir. Não me arrependo. A forma como a narrativa é contada e os acontecimentos são desenvolvidos mostra a capacidade de criação deste autor. Três contos em especial me marcaram muito pela violência humana e psicológica: "O Assassinato", "Os Mujiques" e "No Fundo do Barranco". Considero-os os pontos fortes da coletânea. Além destes, "Iônitch" e "O Professor de Letras" mostram o quanto nossos desejos podem moldar a forma como nos relacionamos e percebemos os outros e nós mesmos. Consegui tirar muita coisa para mim destes contos. Por fim, "Em serviço" é o conto que menos aproveitei, talvez por não entender ou me relacionar com os acontecimentos, entretanto, o modo de desenvolvimento do pensamento sobre a vida dos moradores de um vilarejo me encheu de angústia sobre o que ocorre atualmente.
Displaying 1 - 28 of 28 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.