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Malagueta, Perus e Bacanaço

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Livro de estreia em que João Antonio, aos 26 anos, viu-se imediatamente apontado pela crítica como sucessor da tradição fundada por Mário de Andrade e Antônio de Alcântara Machado, na qual a literatura e a capital paulistana são indissociáveis. Os contos de abertura equilibram com maestria a emotividade de histórias simples e uma notável ausência de sentimentalismo. Os últimos instauram aquele que seria um dos temas primordiais da obra do o mundo da sinuca e da malandragem, com seus tipos, sua ética, sua estética, por meio de uma estilização brilhante da linguagem oral. Acompanha a edição um encarte, com fotos inéditas e um pequeno relato sobre as circunstâncias em que o escritor compôs a antologia que até hoje é considerada sua obra-prima. O encarte traz, ainda, a narrativa que constituiu a gênese do conto-título do volume, "Malagueta, Perus e Bacanaço".

159 pages, Paperback

First published January 1, 1963

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About the author

João Antônio

42 books12 followers
João Antônio Ferreira Filho was a Brazilian journalist and short story writer, who became known for portraying the lives of marginalized people inhabiting the outskirts of large cities, such as bandits, workers, vagrants and malandros.

Born into a family of small shopkeepers in a suburb of São Paulo, João Antônio worked in low paid jobs before releasing his first collection of short stories, Malagueta, Perus e Bacanaço, in 1963, for which he won several awards: two Jabuti Prizes (best new author and best book of short stories), the Prêmio Fabio Prado and the Prêmio Municipal da Cidade de São Paulo. The double Jabuti award was an unprecedented feat for a rookie writer. Malagueta was originally written in 1960 but the manuscript was destroyed in a fire. Antonio then spent the following two years rewriting it.

This literary success led him into a career in journalism, his first job being with the Jornal do Brasil. He was a member of the founding team of Realidade magazine (1966), which published the first short story of Brazilian journalism, Um Dia No Cais (1968). He subsequently worked for Manchete magazine, the newspaper O Pasquim and various alternative press outlets, opposing the military regime in Brazil. During this period, João Antonio alternated residence between Rio de Janeiro and São Paulo.

In 1967, he married Marilia Mendonça Andrade; his only son, Daniel Pedro, was born in the same year. In the late 1960s he decided to radically change his life. He quit his job, sold his car, left his wife and began to devote himself entirely to literature.

Antônio wrote fifteen books in total, but he always refused to participate in ceremonies and to join groups and literary academies, only accepting invitations to speak at schools and universities. He traveled throughout Brazil in 1978 and Europe in 1985. In 1987 he was awarded a scholarship and settled in Germany, where he remained until 1989. During this period, he also visited the Netherlands and Poland, holding numerous conferences.

Antônio died alone in 1996, in Rio de Janeiro, his body only being discovered fifteen days after his death.

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Displaying 1 - 13 of 13 reviews
Profile Image for Rafael Parreira.
36 reviews3 followers
October 15, 2012
Os contos narram as histórias de personagens pouco conhecidos da São Paulo de hoje: o povo da periferia, da vida mansa e, às vezes, malandra. Acho que gostei muito das histórias porque mostram um outro lado da cidade além do trânsito, empresas, correria, "progresso"... A linguagem utilizada é bem característica das ruas, língua falada, ainda mais nos dois últimos contos, sendo o que dá título ao livro o melhor.
Profile Image for Odair De Luccas Junior.
53 reviews4 followers
December 24, 2020
Burro demais pra avaliar o livro, definitivamente é um livro que eu li. E de malandro não tenho nada. Nota específica entre 7,6 e 7,9. Feliz natal
Profile Image for Dario Andrade.
741 reviews25 followers
October 14, 2022
João Antonio é daqueles escritores meio míticos, mais falado do que lido. Em parte, isso se deve à sua própria biografia, marcada por uma vida muito pouco tradicional. De certa forma, ele próprio é um personagem de si mesmo.
Este é o seu primeiro livro, publicado quando ele tinha apenas 26 anos. Os contos retratam, por meio de um estilo meio impressionista, vislumbres das vidas de pessoas das periferias, que, muitas vezes estão à margem da sociedade ou que trafegam pela criminalidade. São aqueles ambientes noturnos, soturnos, esfumaçados. São personagens solitários, abandonados, com laços familiares frouxos, com amores provisórios, com momentos de felicidade que rapidamente se vão.
Os contos estão divididos em três parte. Na primeira – contos gerais – são estórias de, digamos assim, amor. Nada de convencional, mas de amores tortos, fracassados, problemáticos.
Na segunda parte – Caserna – os protagonistas estão do lado da Lei e Ordem. Porém, são os soldados, o pessoal lá de baixo, aquele que é pisado pelo sargento ou pelo sub-alguma coisa.
Na última parte – Sinuca – estão os personagens mais característicos desse mundo marginal da grande cidade. São contos em que a malandragem está mais presente.
É um livro desigual – talvez a sina dos livros de contos. Gostei mais das estórias das duas primeiras partes. Menos da última. Não me seduziu o maior conto do livro, aquele que dá título ao livro, apesar de ser o mais conhecido e o mais bem reputado de todos.
Gostei mais das estórias em que aparecem os indivíduos solitários, perdidos na cidade grande.
Enfim, um autor marcante de um certo momento da literatura brasileira, marcado pela vida desorientada da grande cidade.
Profile Image for Lais.
124 reviews4 followers
August 1, 2022
Nota: 2,5.

O livro gira em torno de sinuca, gente andando pela cidade e tendo vibe de "malandro". Nada que chame minha atenção, mas tá aí.
Profile Image for Marcus Gasques.
Author 9 books15 followers
April 7, 2019
Alguém pode afirmar que conhece de fato a cidade onde vive? Saiu de seus caminhos e destinos habituais para conhecer os bairros de má reputação, a pobreza, a miséria conhecida apenas pelo noticiário da TV, as pessoas com as quais não se quer cruzar na calçada, aquelas que em grupos num shopping viram notícia?

Pois é uma São Paulo assim que João Antônio revela em "Malagueta, Perus e Bacanaço". Em nove contos, o livro acompanha a vida dos desfavorecidos, vagabundos e malandros da cidade no fim dos anos 1950 e início da década de 60. O autor usa a linguagem da periferia e a gíria da malandragem com propriedade, pois ele mesmo esteve muito próximo de seus personagens. Frequentou salões de sinuca onde se misturavam os "otários" que perdiam dinheiro para os jogadores de sinuca cheios de picardia, desocupados, prostitutas, alcoólatras e policiais corruptos.

João Antônio descreve uma São Paulo romântica, iluminada por lâmpadas de luz amarelada, onde "carros de preço" nem fazem parte da ambição dos operários de baixo salário e desocupados. A alternativa é andar, caminhar muito. Ou, quando as coisas estão melhores, pegar um "carro de praça". E o leitor é levado junto, por bairros conhecidos e ruas suspeitas de uma cidade onde as drogas da época eram a cachaça e a maconha, que deixava as pessoas "loucas".
Profile Image for Carlos Freitas.
83 reviews5 followers
May 13, 2018
Destaque para o conto titular, e como a relação entre os três malandros vai se formando e se transformando ao longo da história.
Profile Image for giulia costa.
13 reviews
March 29, 2025
numa primeira parte, expõe as contradições do amor, do quartel, da política. numa segunda parte, iluminada pela luz da noite, a boêmia. a
cadência das palavras se relacionando com essa atmosfera de madrugada, fugaz. histórias de personagens perdidos na cidade grande, acompanhados pela solidão e sentimentos que são colocados no bolso por uma convicção qualquer.
destaque para o conto Afinação da arte de chutar tampinhas, feito de personificações e laços com os sambas de Noel Rosa
Profile Image for Georges.
210 reviews3 followers
February 23, 2025
Um clássico da crônica do submundo Paulista. Mistura pessoas reais que viviam nesse mundo da madrugada e dos pequenos golpes com seus personagens muito bem construídos. Muito bem escrito, João Antônio com apenas 26 anos já mostra aqui muita sensibilidade de autor tarimbado, além de um domínio da língua como poucos.
Profile Image for José Pereira.
388 reviews22 followers
December 23, 2025
A voz é singular, mas mal ritmada. A perspectiva encalhada entre o interior de um vadio existencialista e acerbo e o dia-a-dia público dos desamparados é morna, repetitiva, e maçante. Não há tenção nas tramas, são pequenos retratos em que os alvos raramente sobressaem.
Profile Image for Camila Lacerda.
22 reviews
December 14, 2021
Contos paulistanos e diretos, mas que não deixam de ser sensíveis e muito bonitos. Que nos fazem passear pela cidade e contam histórias de pessoas que nem sempre são vistas, reparadas. Um achado.
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