Jump to ratings and reviews
Rate this book

Off-side

Rate this book
Libro usado en buenas condiciones, por su antiguedad podria contener señales normales de uso

601 pages, Paperback

First published January 1, 1968

1 person is currently reading
75 people want to read

About the author

Gonzalo Torrente Ballester

113 books85 followers
Although primarily a novelist, he also published journalism, essays, and plays. His career as a writer began in Oviedo, but developed largely in Madrid.

After moving around frequently in the later 1920s and early 1930s, including a period in Paris, he returned to Spain and linked himself to Franco's Falange party in order to save his own life and that of his family. His first novel, Javier Mariño, appeared in 1943, and he continued to publish novels almost until his death, receiving major prizes for some of them.

Despite his affiliation to the Falangists, Torrente Ballester always promoted relatively leftist ideas, and from 1939, when he returned to Santiago to take up a university post, he increasingly distanced himself from the party. He joined in protests in favour of striking Asturian miners in 1962, and was expelled from his teaching post at the university as a result. In the mid-1960s he had a number of problems with government censors.

He left Spain for a post at the State University of New York at Albany in 1966, and remained there until 1970. After his return to Spain, he was increasingly celebrated: In 1975 he was elected member of the Real Academia Española, and was awarded the premier Spanish literary prize, the Cervantes Prize, in 1985.

Immediately after his death a foundation was set up to protect, study and disseminate his work. The name of this foundation is Fundación Gonzalo Torrente Ballester and counts among its supporters the Royal House of Spain.

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
30 (41%)
4 stars
33 (45%)
3 stars
9 (12%)
2 stars
1 (1%)
1 star
0 (0%)
Displaying 1 - 9 of 9 reviews
Profile Image for Ana.
748 reviews113 followers
November 4, 2023
Há muito tempo que não lia um livro de Ballester, e que bom que foi reencontrar a sua escrita irónica, enredos bem construídos e uma história que nos suga para o seu interior e nos mantém agarrados até ao final.

A única crítica que lhe faço é que poderia ter sido escrito em menos páginas, mas nem é bem uma crítica, porque se fosse mais curto, não seria Ballester. A Caminho é que podia ter optado por um tamanho de letra um pouco maior, ou pelo menos maior espaçamento entre linhas, para tornar o texto menos denso, um defeito que tenho encontrado em todos os livros desta coleção (« Uma Terra Sem Amos »).

A história passa-se na Madrid dos anos sessenta, os personagens vivem ainda os efeitos não cicatrizados da guerra civil, a Igreja mantém o seu poder sobre as consciências e a liberdade é ainda algo muito relativo. O mundo das artes, a prostituição, a política e o poder cruzam-se numa teia bem urdida, que não fica atrás de muitas histórias que temos lido nos jornais ao longo das últimas décadas.

Muito recomendável.
Profile Image for Ricardo Lourenço.
Author 5 books34 followers
August 13, 2010
Descrito pelo próprio autor como “(...) una série de problemas individuales sobre um fondo histórico determinado, en un momento concreto de la vida española”, Off-side é muitas vezes encarado como um passo na direcção da sua mais aclamada obra, La saga/fuga de J.B., algo que acabou por condenar este romance a uma relativa (e imerecida) falta de atenção ao nível da crítica literária.

Com base na sua experiência de vida em Madrid, especialmente nos anos 50, Ballester procura conjugar o realismo, a objectividade e o espírito crítico, pintando um cenário dramático e pessimista da sociedade madrilena.

“A mim parece-me um esforço para alcançar uma visão da realidade diferente da habitual, e para recriar literariamente com meios expressivos excepcionais.”

O primeiro aspecto a salientar na escrita de G.T.B. é, sem dúvida, a mestria com que cria as personagens, pertencentes a diferentes esferas sociais, com as suas ideologias próprias e apresentando diversas orientações sexuais, cada uma é minuciosamente analisada, processo que permite dotá-las de uma verosimilhança incrível. Assim, poder-se-ia dizer, que a alma deste romance se encontra nas suas personagens, sendo de salientar esta pluralidade, dada a ausência de um protagonista principal.

“(...) conseguiu apresentar ao mesmo tempo a multidão e os indivíduos que a constituem.”

Apesar do nível de detalhe acima referido, é interessante verificar como, independentemente da quantidade de personagens e de cenários em que estas se movem, o autor consegue conjugar harmoniosamente aspectos específicos, com pormenores gerais, dedicando a usa atenção não só à acção principal, mas também preocupando-se com o ambiente que a envolve.

“(...) passa com toda a naturalidade do realismo à mais desenfreada fantasia, volta à realidade, brinca com ela...”

Muito embora o realismo predomine ao longo de todo o livro, Ballester integra em Off-side elementos fantásticos, predominantemente surrealistas, que alguns críticos consideram como uma forma de caricaturar a sociedade madrilena, e que se veio a reflectir na sua obra posterior. Um exemplo dessa integração, é o contraste entre aspectos que pretendem meramente espelhar a realidade com outros puramente imaginários, como um cosmos electrónico presente na biblioteca de Fernando Anglada, algo que se veio também a repercutir na sua obra: a inclusão de um objecto imaginário e inútil nos seus romances.

“Acontece que o cosmos electrónico da biblioteca, além de tema de meditação abissal - «Perante tal imensidão não somos nada» -, é um candeeiro que difunde em redor e em forma aproximadamente esferoidal, gradualmente esbatida, uma luz opalescente suficientemente ténue para que Anglada, imerso nela, pareça um fantasma móvel, e Landrove uma sombra inquieta, vulto informe aninhado e trémulo na poltrona de couro. Aproximando-nos da esfera, parece dotada de luz própria, uma luz imanente (ou talvez emanante) em que flutuam e se movem, vertiginosos, milhares de mundos, nuvens de estrelas. A ordem pressentida dos astros está realizada, ali, a uma escala micrométrica. Mas o bonito é que nenhum é que nenhum daqueles corpos celestes tem suporte algum, seja arame ou titã, pois flutuam na luz e movem-se segundo a mecânica do Universo, embora em ponto pequeno, e nota-se com toda a clareza a sua fuga unânime para um lugar ignoto do nada. Anglada tem delimitado, para os seus passeios, o espaço compreendido entre o prolongamento ideal do eixo Norte-Sul do instrumento e as janelas. Landrove apenas se concede o que os seus braços e pernas, ao moverem-se, podem abarcar.”

Apesar de ser considerado inferior ao já referido La saga/fuga de J.B., é curioso constatar que, é em Off-side que podemos encontrar a personagem que, porventura, melhor representa os ideais do próprio autor. Trata-se do escritor Leopoldo Allones (cujo nome é, possivelmente, baseado no escritor argentino Leopoldo Lugones, que se suicidou em 1938), autor de um livro denominado Três, que é bastante elogiado e descrito, por diversas vezes, como uma obra-prima, sendo as citações que tenho vindo a apresentar ao longo desta crítica exemplos disso mesmo, incluídas aqui pela adequação dos comentários nelas contidos (maioritariamente efectuados pelo intelectual Leonardo Landrove) ao próprio Off-side.

Como síntese da vida espanhola dos anos 50, Off-side acaba por ficar aquém das expectativas, em parte devido à representação de aspectos demasiado díspares, carecendo o livro de algo que proporcione uma necessária coesão ao conjunto. É possível que o período em que foi escrito (numa altura em que Ballester esteve prestes a abandonar a literatura) tenha influenciado o resultado final, mas não deixa de ser um admirável retrato social, com uma qualidade que deveria garantir a sua saída da sombra de obras posteriores. E sendo as personagens que dão vida a Off-side, que melhor forma de terminar, do que com as palavras de uma dessas personagens, que transpostas para o contexto desta crítica, definem na perfeição o que podem encontrar neste romance:

“(...) é capaz de descobrir a contradição interna da linha recta e de a expressar numa frase que é a um tempo chiste, música, criação verbal e reprodução exacta da realidade. Quando aplica o seu método ao comportamento humano, os seus personagens mais vulgares convertem-se em entidades surpreendentes, mas lógicas. (...) conseguiu expressar como ninguém o paralelismo entre o pensamento e a conduta, as suas coincidências, as suas divergências, as suas contradições. O que há de específico em cada homem surge perfeitamente homogeneizado com o individual, e, no entanto, o leitor percebe quando é a espécie que actua, e quando a pessoa.”
Profile Image for Juande R.
150 reviews2 followers
August 12, 2025
En mi reseña de aquel entonces me atrevía a llamarle Gonzalito, con frases como "Gonzalito, tan Gonzalo como es él". Caía rendido ante su maestría , demostrada de nuevo en esos diálogos tan suyos, y en las escenas sublimes ambientadas en una suerte de novela negra.
Profile Image for Rafael.
289 reviews
November 24, 2015
-[...] Es una pena, querida, pero al nacer nosotros, las mejores cosas empezaban ya a gastarse.

***

[...] Sí. Lograr pintar, eso es lo que quiero. Pero lo que quiero no lo alcanzaría jamás por caminos normales. Mi genialidad me impide ser normal, y tiene la anormalidad por condición.

***

[...] sin el menor prejuicio moral sería usted perfecta, estética y sociológicamente.

***

[...] Si el padre de Mozart no lo hubiera sometido a la tortura de la disciplina, Mozart no hubiera sido nunca un gran músico. Al arte se llega por el camino áspero del sufrimiento. Hay que aprender y aprender, y seguir aprendiendo. Un pintor nunca sabrá lo suficiente.

***

[...] Un cuadro es como un problema matemático. Dados ciertos factores, hay que llegar al resultado, pero sólo a uno. En arte no hay problemas de varias soluciones.

***

[...] ¡Si yo fuera Miguel! ¿Cómo puedes imaginar lo que harías si fueras Miguel? Lo que hay en su cabeza y en su corazón no puede caber en los tuyos.

***

[...] Estoy pensando que debo pensar algo, pero, de momento, no se me ocurre nada.

***

[...] Hoy todo el mundo ha leído, y pede complicar sus vicios y sus pasiones con lo que lee.

***

[...] Muera el cuento.

***

[...] Una señora de clase media modesta, con velo y abrigo raído, incrementa los cirios de san Expedito. Delante de la Trinidad reza en silencio un sujeto con cara de intelectual. Un reloj da una hora.

***

-Si yo hubiera nacido treinta años antes; si no hubiera solo una Waldowsky, si no me hubiera violado el gauleiter Schroeder, si no hubiera tenido que huir de mi patria, si...

Las proposiciones de condición hipotética agotan pronto su referencia a la condesa Waldowsky, a su clan, a sus amigos, a sus circunstancias; se encadenan, abarcan a todos los vivientes, a los inmediatamente muertos, a los muertos remotos; columnas interminables de cadáveres -pulvis eris- con raíces en la Prehistoria, se sienten condicionados en su existencia. "Si no hubiese evolucionado el mono al antropoide, si la amiba no se hubiera organizado, si el primer átomo no hubiera originado el Universo, si no existiese Dios..." Y Dios, y el Cosmos, y todo bicho viviente, se sienten abrazados, zarandeados, anqiuilados, por las proposiciones condicionales de la condesa Waldowsky. En mitad de la Nada baila el último "si..." Después se desintegra. La condesa suspira, como aliviada.

***

[...] Tu desconocimiento de la realidad es ejemplar, pero no olvides que en el cielo y en la tierra hay más cosas de las que sueña tu filosofía.

***

[...] El ritmo de los autos que transitan por la calle de Serrano no coincide con el de las estrellas.

***

[...] Paco lo ignora todo del ritmo del Universo, y no ha pensado jamás en que la extraña coincidencia de que empiece a faltarle el dinero, hacia el veinticinco de cada mes pueda estar relacionada con la misteriosa fuerza que hace brotar las flores, llover en mayo y crecer los pechos de las muchachas.

***

[...] Un hombre es como un árbol. Le nacen muchas ramas, cada una apunta a un lugar del cielo, a una estrella, si usted quiere. Tantas estrellas como ramas, y esa es la vida, esperar alcanzarlas todas. Pero cuando la meta es una sola, todas las otras ramas sobran, y hay que cortarlas.

***

[...] Pero yo sé que en una provincia también se puede ser feliz. Claro que depende de la imaginación, y de lo que uno sepa crear a su alrededor...
32 reviews
September 10, 2020
Un libro que da gusto leer solo por el perfecto uso del castellano del autor. Te mete en un mundo sórdido y oscuro, pero creo que es una imagen verídica de la España franquista
93 reviews
October 15, 2023
El mestre i un clàssic imprescindible. Una ambientació sublim i uns personatges perfilats amb un bisturí tant complerts com tota la novel·la.
Profile Image for Matilde Carvalho.
1 review
January 21, 2024
“O Allones passa com toda a naturalidade do realismo à mais desenfreada fantasia, volta à realidade, brinca com ela…”.
“Limita-se a apresentar uma realidade inventada por um cérebro como o do Allones: clarividente, e ao mesmo tempo, brincalhão (…) Quando aplica o seu método ao comportamento humano os seus personagens mais vulgares convertem-se em entidades surpreendentes, mas lógicas. (…) E o surpreendente é que um livro assim, em que não fica nada por revelar, deixa intacto o mistério e é tão fantástico como um conto de fadas.”
Gonzalo Torrente Ballester escrevendo a própria review do seu livro, no seu livro.
Displaying 1 - 9 of 9 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.