Partindo de uma leitura rigorosamente filológica do legado benjaminiano, a autora, docente de filosofia na Unicamp, responde não só a interrogações radicais acerca da ligação entre morte e linguagem, entre morte e história, como analisa o fim das formas tradicionais de transmissão histórica e cultural, o fim da narração e descortina, imbricada neste temário, a imperiosa necessidade de uma nova escritura da história.
Jeanne Marie Gagnebin nasceu em Lausanne, na Suíça, em 1949. Após estudar filosofia, literatura alemã e grego antigo na Universidade de Genebra, concluiu o doutorado em filosofia na Universidade de Heidelberg, na Alemanha, em 1977. Vive e leciona no Brasil desde 1978, tendo realizado estágios de pós-doutorado em Constança, Berlim e Paris. É professora titular de filosofia na PUC-SP e livre-docente em teoria literária na Unicamp. Atualmente é responsável pela organização dos volumes e coordenação da tradução dos escritos de Walter Benjamin na Editora 34. É autora de Zur Geschichtsphilosophie Walter Benjamins (1978), Walter Benjamin: os cacos da História (1982), Histoire et narration chez Walter Benjamin (1994), Sete aulas sobre linguagem, memória e história (1997), Lembrar escrever esquecer (2006) e Limiar, aura e rememoração (2014).
Esse livro curto e cativante escrito por Jeanne Marie Gagnebin tomou pra mim o primeiro lugar na lista de comentários introdutórios à filosofia da Walter Benjamin, de modo que se apresenta como uma leitura importantíssima para aqueles que desejam compreender, ainda que de modo panorâmico, o pensamento desse pensador.
Iniciando com apontamentos biográficos que, ainda que por vezes hilários, são costurados muito bem com as aproximações teóricas, Jeanne Marie oferece uma imagem que liga vida, teoria e recepção para compreender esse autor multifacetado que é Walter Benjamin. A parte teórica, compreendida pelas duas últimas seções salta entre temas distintos pertencentes a diferentes épocas do pensamento benjaminiano de maneira sutil e muito bem planejada, amarrando teologia, marxismo e romantismo de uma maneira que faz brilhar a complexidade crítica característica do pensamento benjaminiano. A linguagem simples do texto esconde um domínio absurdo do pensamento de Benjamin por parte da autora, justificando seu status como uma das comentadoras mais importantes da obra benjaminiana no Brasil.
Gostei do livro, foi uma leitura rápida, mas tive um pouco de dificuldade em entender um pouco da teoria de Benjamin, pois foi o primeiro contato com sua teoria. O que me ajudou foi pensar na teoria de Identidade de Antônio Ciampa, onde essa teoria de Benjamin ajudou na teoria de Ciampa. Recomendo para as pessoas que estão querendo conhecer a teoria de Identidade na Psicologia Sócio-Histórica.
Um apanhado de conceitos trabalhados por Walter Benjamin. Um reflexo do pensamento pós-moderno carregado de desilusão. A autora constrói uma série de pensamentos relativos à forma de compreender o mundo e explicá-lo.