Mais uma aventura no mundo da leitura dinâmica do Guilherme. Fui no restaurante vegano. Enquanto esperava meu prato, peguei este livro do acervo deles disponível para os clientes. Li até a página 64 enquanto esperava o almoço e acabei de ler quando acabei o almoço. É um livro bastante interessante, numa prosa enxuta, que pode ser tanto prosa, como poesia, como um roteiro de teatro ou audiovisual (e até de quadrinhos). O que eu mais gostei é como os cigarros se tornam personagens da história e como os personagens comparam as imagens nas carteiras de cigarro (como um bebê natimorto) com os arcanos maiores de tarô. O personagem principal acredita que é possível ler o futuro, como nas cartas de tarô, nas fotos das carteiras de cigarro. Todos os personagens do livro fumam. Todos eles t~em vida, mas não tem. Todos são natimortos apoiados no vício do cigarro no qual descontam suas frustrações, anseios, inseguranças e até desejos sexuais. O protagonista aposta na leitura dos "arcanos" nas carteiras, quando eles só querem dizer a mesma coisa para ele e para todos os personagens de O Natimorto: pare de fumar e vá viver a vida!