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Victoria

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A princesa Victoria de Dnaltocs tem planos mais importantes do que casar e a chegada do seu novo pretendente não a deixa entusiasmada.

Aleksey de Aissur está determinado a criar uma aliança perpétua com Dnaltocs, mas vê a princesa repelir os seus avanços, porque é Ahearn de Eyks, que chegou ao reino com a simples intenção de renovar o contrato de trocas comerciais, que despertou a atenção dela.

Quando o rei sugere que seja Victoria a fazer uma viagem de Estado com os seus convidados, surgem novos desenvolvimentos que não podem ser ignorados: alguém está a tentar derrubar a monarquia.

Entra nesta história mágica e acompanha a teia de traição e paixão urdida em torno da joia da coroa de Dnaltocs.

O primeiro livro da série Mundo Orbis, que vai arrebatar os melhores fãs de fantasia.

272 pages, Kindle Edition

Published February 2, 2023

4 people are currently reading
166 people want to read

About the author

Ana Teresa Barreiros

2 books91 followers
Ana Teresa Barreiros nasceu em 1995 e sempre viveu rodeada de livros.
Licenciou-se em Tradução na University of Westminster em 2017. Foi durante esse período estudantil que descobriu os seus géneros literários favoritos: o jovem adulto (YA) e a fantasia.

Youtuber e bookstagrammer, fundou em 2019 a Good Books, uma livraria totalmente online que apoia os autores nacionais e motiva a leitura dos novos géneros literários que cativam os leitores.

Victoria é o seu primeiro livro publicado, escrito durante o NaNoWriMo de 2019. Tem um gato, muitas estantes e um TBR infinito.

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7 (4%)
Displaying 1 - 30 of 51 reviews
Profile Image for R.J. Miranda.
630 reviews35 followers
December 28, 2023
1⭐️ Portanto, isto foi mau, para dizer o mínimo. Não foi nível-de-Aquorea mau, talvez por alguma inocência e brilho extra na escrita da autora, mas, ainda assim, mau.

Começando pelas personagens…tão rasas como pratos de sobremesa. 0 desenvolvimento, completos recortes de cartão de todos os clichês possíveis e imagináveis. A protagonista adora chá de Nodnol. Não acreditam? Tomem la 6 capítulos seguidos em que isso é referido. Não chega? Posso dizer Nodnol outra vez?

Por falar em Nodnol. Os nomes dos reinos/cidades (quando a autora se lembra o que é cada uma das coisas e não mistura os países e cidades que criou). Sim são só nomes de cidades/países reais em reverso, mas era mesmo necessário serem tão impronunciáveis? Digam la Ogrubmide 5x sem gaguejar…

Sobre o enredo….escrito num joelho e corrigido noutro, sendo otimista e querendo acreditar que alguém corrigiu esta baboseira (cheguei ao capítulo 10 e já duvidava disso). Nanowrimo à parte, houve mais do que tempo para pegar neste rascunho e criar alguma coisa melhorzita.

Sobre a fantasia…sim sei que isto é YA, que é mais romance do que fantasia…mas achei insultuoso tudo o que é elemento de fantasia ser só um pensamento fugaz de casa de banho. É um mundo medieval mas com alguma tecnologia (o essencial, eletricidade para aquecer a água do banho, uma televisão para ver rom-coms da Julia Roberts no castelo), com magia elementar (com um nome ridículo porque “world building”) e talvez com sereias e lobisomens…ah e a Úrsula (esperemos que esta também cante com as enguias). Mas pelo menos há rímel! Graças aos Deuses, que isso não falte!

Sobre o romance…nao funcionou para mim, mas ao menos não me fez perder a fé na humanidade, podia ser pior.

Sobre a política…ora bem vejam esta sequência de eventos: ameaça de morte ao monarca > há festa no palácio > temos de cancelar! > não podemos porque já dissemos que dávamos casa e vem muita gente de longe! > ah, assim sendo, então siga em frente com a party #yolo >>>> *evento previsivelmente dramático acontece* > oh sh*t
Portanto…tudo dito.

Sobre o psicólogo…isso existiu, serviu de alguma coisa?…#saudemental I guess, caiu tão bem como aqueles anúncios da Iglo nas novelas

E pronto, é isto. Divirtam-se, venha o próximo.
Profile Image for Lauh - Random Utopias.
441 reviews73 followers
May 2, 2023
1.5 estrelas *

Comecei a ler Victoria imediatamente após terminar Guardiões – escusado será dizer que, face à minha review deste último livro, Victoria pareceu uma lufada de ar fresco.

Com pouquíssimos erros gramaticais ou lapsos de escrita (que se nota serem, realmente, lapsos que fugiram ao olhar), comecei a leitura com a vontade de ser surpreendida e convencida de que, talvez, estivesse perante uma nova obra fantástica com a capacidade de prender novos leitores, à semelhança do que me aconteceu com os livros da Sandra Carvalho.

Mas com o avançar (rápido! Demasiado rápido!) de páginas, rapidamente dei por mim a pensar num famoso ditado português: nem tudo o que brilha é ouro.

Foi o que aconteceu com Victoria.

Ora, se estivéssemos a falar de um texto não-criativo (um artigo, uma dissertação, uma opinião, um e-mail…), não teria, de facto, muito a apontar, mas num livro de ficção a linguagem ficou muito aquém. De facto, não basta não ter erros – é preciso explorar a história, as personagens e o mundo que se apresenta de forma a envolver os leitores.

Isso não acontece em Victoria: as personagens são todas descritas de forma padrão (o cabelo, olhos, roupa, um bigode, etc.), mas não nos são descritas o suficiente para eu perceber, de facto, o seu aspecto. Mais, para além da descrição física, pouco mais nos é dado: certas características (mesmo as psicológicas) são-nos listadas, quebrando a regra de ouro show, don’t tell, deixando pouco espaço para a história e as personagens respirarem.

E seria perdoável se tal acontecesse apenas em algumas coisas – afinal, esta é a obra de estreia da autora –, mas toda a obra é assim: as descrições são parcas e pouco desenvolvidas, tão fugazes que quando acabamos de ler temos de as reler para conseguir criar mentalmente a imagem que a autora nos quer transmitir. Por outro lado, quando nos são dadas descrições surgem em catadupa, por vezes em duas ou três frases. Associado a um pacing ridiculamente rápido, é fácil o leitor não se aperceber de pequenos detalhes.

A título de exemplo, logo no primeiro capítulo (pág. 15):

Victoria levantou o olhar do bordado a fio de ouro da manga do seu vestido verde, que contrastava tão bem com o seu cabelo loiro dourado, preso numa trança naquele dia.


Nestas três linhas do livro sabemos que:
- A Victoria estava com o olhar baixo;
- Observava um bordado da manga do seu vestido;
- O bordado era de fio de ouro;
- O vestido era verde;
- A Victoria é loira dourada (neste caso soa redundante, bastaria só dizer que os cabelos eram dourados);
- O cabelo é comprido;
- Mas naquele dia está numa trança;
- Victoria levantou o olhar.

Isto depois de sabermos que ela preferia estar a ler um livro em vez de estar na Sala do Trono e que odiava burocracia, mas a cumpria porque é uma princesa. Logo a seguir conhecemos o Princípe Ahearn:

O homem que entrou na Sala do Trono era um perfeito guerreiro da ilha que subsistia principalmente da parca agricultura de batatas, cebolas e cenouras. Ombros largos, numa armadura sólida e repleta de pormenores debaixo do manto com as cores de Eyks, verde-escuro e um bordado em tons de terracota, que parecia conter todas as flores da ilha. Desde o cabelo despenteado, cuja cor poderia passar facilmente por loiro-escuro, aos olhos azuis cristalinos como as lagoas da ilha, não havia melhor retrato de um representante da Ilha de Eyks.


Para além de o parágrafo, numa primeira leitura, parecer estar a dizer que o Ahearn é um guerreiro que subsiste com a agricultura de batatas, cebolas e cenouras, obrigando a uma nova leitura, ficamos a saber que:

- Ahearn é príncipe, mas tem corpo de guerreiro;
- Sendo descrito como “guerreiro da ilha” dá a entender que são um povo envolvido em guerras constantes;
- O comércio na ilha existe à base de batatas, cebolas e cenouras;
- A agricultura é difícil na ilha;
- Pela descrição do guerreiro e da parca agricultura, podemos concluir que a vida na ilha não é fácil;
- Ahearn tem ombros largos, cabelo despenteado loiro-escuro, olhos azuis cristalinos;
- Vem vestido com as cores de Eyks;
- As cores de Eyks são verde-escuro e terracota;
- Ahearn tem vestida uma armadura;
- Por cima tem um manto;
- O manto é verde-escuro e tem (muitos) bordados em terracota;
- Os bordados são em formato de flor;
- A ilha tem muitas flores;
- A ilha tem lagoas azuis cristalinas;
- A descrição física de Ahearn é tradicional do povo de Eyks.

Considerando que tipicamente o olho é mais rápido do que a mente e, portanto, lê mais depressa do que o cérebro consegue processar, estes dois parágrafos precisam de uma leitura lenta e propositadamente consciente, sob pena de se vir a perder informação. O facto de os capítulos não terem mais do que quatro páginas também não ajuda.

Infelizmente, isto é uma constante ao longo de toda a obra. Não só para as pessoas, como para os espaços, sejam interiores ou exteriores. Mas não significa que fiquemos a conhecer bem o que a autora nos mostra – pelo contrário. A informação está tão condensada e é de tal forma apresentada (quase como uma lista), que nunca tem a consistência necessária para dar “sumo” a todo o mundo.

Eu consigo perceber, pelo pouco que me é dito, que Victoria vive num local que tem arvoredo e chuva algo constante. A Ilha Eyks (ou será Ilha de Eyks? Já não me recordo), tem lagoas, logo talvez tenha também arvoredo, mas geograficamente existe alguma dificuldade na agricultura, portanto o clima ou a “terra” não são propícios para tal. Aissur é frio, um país “nórdico”. Sitnalta fica na costa, logo será um clima húmido e, talvez, com praias. Mas tudo isto eu obtenho através de parcas descrições e muito “esforço mental”, em momentos em que eu tentei preencher “buracos” da minha compreensão.

Este foi o primeiro aspecto que notei, em termos de worldbuilding, que era problemático – eu não percebo a geografia desta história. Não percebo até que ponto temos continente ou ilhas, o que rodeia o quê, se Eyks está pertinho de Dnaltocs e Aissur está longe…

Mas existem outros problemas com o worldbuilding de Victoria.

A Ana Teresa diz num dos seus vídeos que estamos perante uma fantasia urbana não-contemporânea. Excluindo o facto de, pessoalmente, sempre ter visto a fantasia urbana como algo necessariamente contemporâneo (e, para o que valha, a Wikipedia** também, mas confesso que possa ser um sub-género mais abrangente – e porque não?), o elemento mais marcante da fantasia urbana é, bem… a cidade. A Wikipedia resume bem o meu pensamento sobre isto nesta citação (realce meu):

The period in which the action occurs may be the fairly recent past or the near future, but will typically require merely only casual historical or other special knowledge from the reader. The city-setting is a tool; used to establish a tone, to help move the plot, and may even be acknowledged as a character itself.


O “urbano” não faz parte desta história, seja ela contemporânea ou não. Aliás, eu nem percebo bem a geografia dos reinos/países, a arquitectura, o aspecto das ruas, as belezas naturais, nada. Tudo isso é basicamente deixado ao meu critério.

Pensemos em exemplos famosos de fantasia urbana: Supernatural; Buffy: The Vampire Slayer; Charmed. Em livros, atrevo-me a dizer que o mais conhecido da minha geração é City of Bones, da Cassandra Clare. É tudo passado na cidade. A magia, fantasia, o que quiserem, é introduzida na cidade. A cidade que existe como algo normal, já conhecido, como um dado adquirido que é de conhecimento tão comum que não é necessária uma descrição extensa de todo o seu mundo estético – porque já a conhecemos do mundo real.

Não é por acaso que a Wikipedia continua por dizer que “Urban fantasy is most often a sub-genre of low fantasy (where magical events intrude on an otherwise-normal world) and/or hard fantasy (treating magic as something understandable and explainable) (…)”. Porque fantasia urbana baseia-se, acima de tudo, em adicionar elementos fantásticos a algo que já existe no mundo real. “Low fantasy” porque a cidade em si não precisa de worldbuilding: as regras da fantasia é que precisam de ser adicionadas àquilo que o público já conhece.

Não me parece, de todo, que estejamos perante uma fantasia urbana, mas sim uma amálgama de coisas que a autora gosta: romance, fantasia, realeza, algum steampunk, uma inspiração em fantasia urbana.

Mas como o worldbuilding não é bem concretizado, não se torna em nenhuma dessas coisas e fica “all over the place”.

A Victoria tem guardas que são anjos. Mas porquê anjos? Existem em todos os reinos? Só ali? E como funciona? Os anjos fazem parte da sociedade normal ou servem apenas os humanos? E porque são guardas quanto podem, tecnicamente, ser superiores aos humanos (afinal, podem voar, têm asas)? Existe um fantasma na história, mas pelos vistos só aquele. Se existe um, porque não existem vários fantasmas espalhados pelos quatro cantos do mundo? Algures na costa certas pessoas têm escamas em vez de pele. São descendentes de sereias? Porque me dizem isto agora, vai ser importante para a frente no livro? No epílogo descubro, em uma frase, que existem lobisomens. Então, existem vampiros também? E fazem parte da sociedade normal ou vivem à parte dela? São aceites ou não?

Ai, Laura, mas isso são detalhes, credo!

Então, mas a mãe da Victoria era “uma das últimas Filhas da Terra”. O Aleksey é um Príncipe Elementum. Existe uma afinidade chamada calidum ignem. Ahearn sente o seu affinitas na ponta dos dedos, pois também tem um elementum. Diz-se que a irmã de Ahearn era “uma feiticeira de ignis”. James e Victoria, pelo que se sabe, não têm afinidades, porque o sangue de Dnaltocs está muito diluído – o que é estranho porque, supostamente, todas as famílias reais têm alguma afinidade. A irmã de Aleksey tem afinidade com a água. O ignis é altamente volátil. A Abbie usa o aer para fazer algo (fechar uma porta? Não encontro o momento exacto). A Victoria sabe que é Filha da Terra e leu coisas sobre isso, mas não quer tocar no assunto porque “filhas” implicam “magia e guerra” e quer estar longe disso. Para os lados de Sitnalta existe a Úrsula. Pelo que dizem parece ser má. Em Dnaltocs está-se quase numa época medieval, mas em Acirema existe imensa tecnologia e carros eléctricos. Em Nodnol as mulheres estão a usar calças, é a moda, mas em Dnaltocs ainda se usam corpetes.

Se este mundo tem “regras” eu desconheço-as. Se existe um fio condutor entre civilizações, sociedades, culturas, não as percebo. Se estão perto ou distantes umas das outras, não sei.

Não percebo como funcionam estas sociedades que me apresentam porque o worldbuilding é atroz. Deram-me uma amálgama de ideias, criaturas, culturas, locais, mas não me explicam como é que tudo se conecta – porque, na verdade, não aparentam estar conectados de todo.

Ninguém, em momento algum, me explicou o que é um príncipe elementum ou o que é uma affinitas ou, sequer, o que significa calidum ignem. Cheguei lá por exclusão de partes e porque, honestamente, latim e português têm sons semelhantes. Mas se me introduzem estas coisas, têm de mas explicar a mim, leitora, no decorrer do livro. A personagem sabe-as, mas eu não. Alguém tem de mas dizer. Se não o fizerem, são apenas palavras, conceitos, personagens ou eventos atirados ao ar de forma aparentemente aleatória e sem significado. Não percebo o que é uma Filha da Terra e porque está Victoria a evitar sê-lo. Não compreendo porque é que o ignis é mau e volátil, mas a água não. Aparentemente, as pessoas por vezes utilizam as suas afinidades para tarefas banais, como fechar portas. Poder-se-á dizer que algumas pessoas neste mundo Orbis têm ligações aos elementos conhecidos (terra, água, ar e fogo), mas não mo explicam ou apresentam de forma clara. Tive de ler muitas páginas até perceber ou ter a confirmação que, de facto, o Ahearn tem uma ligação ao elemento fogo. Mas que não a usa porque, sendo volátil, é perigoso.

Mas qual é a relevância disto para a história? Neste volume, aparentemente, nenhuma.

Ninguém quer ler um manual técnico do planeta X, mas é ao autor que cabe explicar-me como funciona o planeta X para eu me poder posicionar na história. Infelizmente, a Ana Teresa Barreiros não faz isso.

Volto a dizer, eu não percebo como é que todas estas civilizações estão conectadas, porque é que umas são mais avançadas que outras, qual a relevância de tantas criaturas sobrenaturais ou, sequer, de que forma é que o elemento fantástico move a história.

Porque quando analisamos bem a fantasia desta obra, vemos que ela é muito realista – a tal low fantasy e/ou hard fantasy. Até aqui tudo bem, existem diversos sub-géneros deste tipo em que a ficção científica, a fantasia, o sobrenatural, etc., são tão subtis que quase não se destacam. Mas tanto no Goodreads como no website da Cultura Editora o livro é publicitado como fantasia. O termo abrangente. O termo “clássico”. O termo que, provavelmente, iria apelar a mais leitores. O problema é que, na verdade, temos aqui um romance encapotado de fantasia.

A história quase na sua totalidade existe à volta do triângulo amoroso entre a Victoria, o Ahearn (insta-love) e o Aleksey (insta-hate). Pelo meio é-nos dado um plano para mandar a monarquia abaixo (porquê?) e a Victoria, que nunca confiou a cem porcento em nenhum dos pretendentes, continua a desconfiar deles.

Isto porque o conflito interno da Victoria (apesar de pouco claro) parece ser, apenas e tão-só, a necessidade de casar enquanto princesa, mas querer ser livre. Porque a Victoria é uma princesa quase exemplar, mas que tem namoricos e é rebelde e odeia burocracias, então sente-se presa no papel que tem, e não sei deixa convencer por um badameco qualquer que quer alapar o rabo no trono (pontos máximos para a Victoria nesse aspecto). Mas usa corpetes e vê televisão às escondidas com o irmão uma vez por ano porque tem de se manter o status quo. E o único problema com o qual ela tem de lidar é o facto de estar a chegar a altura de casar e os pretendentes continuarem a aparecer e ela eventualmente ter de escolher um. Mas também ninguém a obrigou até agora. Se ela não gostar deles, faz-lhes a folha, mete-os a fugir.

Se acharam este parágrafo muito confuso, eu também. Mas não sei como mais descrever este ponto – o conflito interno dela é escolher entre um de dois homens ou a sua liberdade, que não parece estar muito restringida in the first place, porque até se sabe (assim “por portas e travessas”) que ela se livra dos pretendentes e tem namoricos se quiser. Ou seja, o conflito interno é fraquinho.

E mais de metade do livro foca-se apenas no triangulo amoroso. No conflito dela em perceber qual dos dois gosta mais, isto porque o Ahearn não é a melhor opção face aos problemas políticos que Dnaltocs e Eyks tiveram no passado, mas o Aleksey não faz o seu coração bater, apesar de poder vir aprender a amá-lo.

E conclui-se, portanto, que a fantasia é totalmente instrumental ao romance.

Só no último terço do livro é que o plot avança para o plano maquiavélico de mandar a monarquia abaixo (porquê?) e o irmão de Victoria é assassinado – o que, pessoalmente, não achei surpreendente considerando que:
1) A capa diz claramente “ela é a joia da coroa” e a contracapa “o dever chamava-a”;
2) O livro reforça o tempo todo que o James é que é herdeiro da coroa e que Victoria nem sequer chegou a ser treinada para ser rainha, criando claramente o palco para um plot twist.

Considerando que isto é uma série... era óbvio que algo iria acontecer. E a fantasia continua a ser um mero instrumento usado para o assassinato – porque o assassino tem veneno nos dedos/unhas devido aos seus antepassados de “Atlantis” (Sitnalta), mas é irrelevante para além deste propósito.

Infelizmente, para além de problemas de worldbuilding, também não temos propriamente uma grande evolução de personagens - acabam praticamente como começam e tive muita dificuldade em aproximar-me a qualquer uma delas.

Custa-me a aceitar que a Cultura Editora tenha decidido arriscar a publicação tradicional de uma autora estreante portuguesa no género da fantasia com uma série (!!) que terá sido alvo de nove meses de edição e, mesmo assim, tenha este resultado final. Sendo certo que, tipicamente, as séries vão diminuindo em vendas (quem não gosta do livro 1 não lê o 2; muita gente se esquece de continuar a ler; há quem não tenha a possibilidade financeira de investir numa série, etc., etc.), tenho receio que se repita um padrão de há muitos anos atrás em que algumas editoras apostaram em fantasia e cujos autores parecem ter desaparecido do mapa quase inteiramente – deixando séries inacabadas ou esquecidas pelo público.

Esperava muito mais da Cultura Editora e, confesso, da autora também – que tenho seguido no Instagram e Youtube, ainda que de forma pouco fiel e da qual, pessoalmente, tenho uma boa imagem.

Mas este livro, infelizmente, ficou muito aquém do prometido.


* Quero deixar registado (mais para memória pessoal do que de terceiros) que se não tivesse lido Guardiões imediatamente antes desta obra, provavelmente, este livro teria 1 estrela certa.
** Sei bem que a “Wikipedia não é uma fonte” devido a ser de edição livre, mas por uma questão de eficiência é a ela que recorro.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Mariana.
564 reviews119 followers
February 7, 2023
Victoria é uma leitura rápida e fácil. Eu que o diga, já que li o livro num dia.
Ana Teresa Barreiros, com a sua escrita cativante e bonita, criou um livro com um excelente ritmo.
Confesso que, a primeira metade do livro, pareceu uma cozy fantasy, género em ascensão que me tem cativado muito! Se tivesse que categorizar Victoria, diria que é um romance com fantasia uma vez que o romance tem um papel de destaque no livro e a fantasia fica para segundo plano.

Achei o mundo muito curioso, sendo que, uma vez que não existiram muitas explicações neste livro sobre o mundo, aguardo saber mais sobre ele nos próximos volumes!

Esta obra aborda ligeiramente saúde mental. Gostava que este tema tivesse sido mais explorado pois foi falado muito superficialmente.
Outro ponto positivo foi a representação Queer.

Porém, existiram algumas coisas que não adorei. A verdade é que existiram algumas atitudes da protagonista que me fizeram rolar os olhos. Para além disso, a paixão à primeira vista não me conquistou. Não sou muito fã deste trope o que estragou um pouco a minha leitura.

Depois de ler o último capítulo, estou muito entusiasmada para os próximos livros!
Profile Image for Joana Alves | Juca Mindscape.
475 reviews275 followers
February 1, 2023
Este livro é de leitura compulsiva!
Mal começamos o livro ficamos imediatamente agarrados à história, e a ação evolui de uma forma tão consistente e rápida (TÃO rápida) que se torna praticamente impossível parar ou desviar os olhos.

Para algumas pessoas, o pacing extremamente rápido da ação pode ser algo negativo, mas para mim fez-me vibrar!
Claro que se a ação fosse mais demorada, e se os plot twist acontecessem de forma mais contida podíamos ter mais impacto ainda e um conhecimento mais aprofundado da história, mas acho que a Ana construiu este mundo de forma tão boa que mesmo isso não me deixou de pé atrás.

Mas bem, digo-vos que adorei, adorei do início ao fim, adorei a forma como este amor à primeira vista nos é apresentado, adorei as personagens fortes, que mesmo com pouca exploração nos cativam e nos passam uma empatia tão grande, adorei os temas atuais e pertinentes que a autora quis passar nas entrelinhas, adorei os plots constantes e adorei que tivéssemos acesso à informação sobre o mundo do livro somente quando era preciso, pois torna-o o uma ótima aposta para iniciantes no género.

E o final?! Que final foi aquele?! Preciso do próximo já, para ontem mesmo...
Profile Image for raq ୨୧.
129 reviews15 followers
February 11, 2023
Terminei este livro mesmo antes de começar a apresentação da Ana na Fnac. Foi um leitura super viciante! Os capítulos curtos tornaram a leitura bastante fluida, e acho isso bastante importante em livros de fantasia para não se tornar muito exaustivo. Só queria dizer que sim, também quero mapa no próximo livro, vou agora provar o famoso chá e por fim quero uma petição para o Aleksey tirar o bigode. Estou ansiosa pela continuação!
Profile Image for Cris Vieira.
47 reviews9 followers
April 4, 2023
Motivo para dar 2 estrelas e não 3: se eu não tivesse um bookstagram onde publicar uma review completa, eu não teria continuado a ler.

Alguns pontos:
- sucessão de eventos demasiado rápida
- não me conectei com os personagens
- a formalidade monárquica não está bem conciliada com a informalidade da irreverente Victoria
- vários personagens são introduzidos porque recebem nome (como os guardas) mas existem *literalmente* para servir, sem carácter próprio (Sirs e Lords incluídos).

Não desencorajo a leitura simplesmente porque: são desagrados com a escrita que podem ser resolvidos no próximo livro.
Profile Image for Jéssica Serra.
255 reviews60 followers
February 1, 2023
Victoria é o livro de estreia da autora Ana Teresa Barreiros e é, também, o primeiro livro da série Mundo Orbis.

Começo por dizer que ler Victoria foi um enorme desafio para mim. Pouco a pouco tenho começado a aventurar-me no mundo da fantasia, mas nunca tinha ido por este registo. Quis experimentar sair da minha zona de conforto e abrir ainda mais os meus horizontes. Ainda bem que o fiz porque, contra todas as ideias que tinha preconcebidas, gostei imenso do livro. Superou mesmo muito as minhas expectativas.

A verdade é que a escrita da Ana conseguiu cativar-me desde o primeiro momento, achei-a coesa, fluída e objetiva. Para além disso, os capítulos breves - que, pessoalmente, adoro - aceleraram muito o meu ritmo de leitura. Não foi por acaso que a curiosidade de ler a primeira página se transformou numa noite de leitura compulsiva. Como se não fossem já ingredientes suficientes, achei curioso o facto de a autora ter conseguido mostrar o ponto de vista de tantas personagens diferentes de forma tão natural. A mim esse fator facilitou uma aproximação às várias personagens e a compreender melhor os seus pontos de vista.

Falando agora sobre Victoria, não enquanto livro no seu todo mas enquanto personagem principal. Gostei de Victoria, a jóia da coroa de Dnaltocs, desde que a conheci, em especial pela sua bravura, perspicácia e bondade. Sem adiantar muito, também gostei de James, irmão de Victoria, e de mais umas quantas personagens secundárias. Todas, sem exceção, foram bem construídas e tiveram um propósito na história.

No que toca ao amor as coisas são bem mais complicadas…
Algo com o qual não estou muito familiarizada e que neste livro me deu bastante volta aos pensamentos foi o triângulo amoroso. Por quem torcer? Em quem confiar? Senti-me constantemente de pé atrás e reticente sobre as verdadeiras intenções de Aleksey e Ahearn, mas, simultaneamente, gostei de ambos. Fará isto algum sentido? Mesmo depois de terminar o livro estas dúvidas mantêm-se, mas acredito que também se deve ao facto de ainda haver muito por descobrir nos próximos volumes.

E por falar em próximos volumes… eu tinha ficado tranquila com o final deste livro, um fim bonito, coerente e marcante, que deixava uma porta aberta para o próximo livro com uma imensidão de possibilidades. Mas o epílogo veio deitar tudo por terra! O que foi isto?! Preciso de respostas. Espero que o próximo volume seja editado em breve porque o meu coração de leitora não aguenta este suspense muito tempo!

Não posso terminar esta reflexão sem fazer referência à cor verde. Desde a capa - que é linda de morrer - às imensas referências a verde (especialmente na roupagem das personagens), esta constante faz-me crer que haverá algum simbolismo nesta cor. Terá algum significado especial ou terá sido uma coincidência?

Em suma, Victoria é um romance que envolve a monarquia onde vemos exploradas temáticas como o amor, a amizade, a lealdade e o luto. Recomendo a quem goste de fantasia ou que, como eu, queira arriscar e experimentar algo novo. Não se vão arrepender.

Agradeço imenso à Cultura Editora pelo interesse em ceder-me um exemplar de avanço para leitura e partilha da minha opinião honesta.
Profile Image for Writer Gabby.
Author 5 books76 followers
February 5, 2024
Apesar de ter gostado da escrita da autora e do livro ter sido fácil de ler - notar que a Cultura faz um bom trabalho de revisão e edição do texto e a autora domina a língua portuguesa - a falta de detalhes na construção da política e do mundo, desiludiram-me bastante.

Neste universo, existe um pouco de tudo, sem nunca nos ser bem explicado. Temos anjos, menção de lobisomens, pessoas ligadas aos elementos, mas nada disto é explorado, simplesmente, existe. Desenvolvimento do universo mágico, para mim essencial como amante de fantasia, não existiu. O pouco que nos foi dito, são coisas que já existem sem nenhum aspeto diferenciado ou criativo.

Muitas coisas que acontecem, são para o bem do enredo da história, mesmo sem fazer sentido com que já nos foi dito ao longo da história. A Victória é suposto ter muitas regras, numa sociedade muito machista, mas foram raras as vezes que ela não fez o que quis.

Não gostei do romance, porque se desenvolveu em 37 páginas. Eles mal tem momentos juntos, e já se apaixonam loucamente. Para mim, pessoalmente, não dá. Uma atração podia compreender, mas o amor desmedido que sentem, com pouquíssimos momentos os dois, não entendo.

O final, deixou em aberto algumas questões. Talvez dê uma oportunidade ao próximo, porque gostei da escrita da autora e talvez algumas destas questões, especialmente em relação ao mundo, possam ser trabalhadas num próximo volume.
Profile Image for Sara Silva.
517 reviews14 followers
January 30, 2023
3,5

"𝒜𝓈 𝓋𝑒𝓏𝑒𝓈, 𝑒 𝒹𝒾𝒻𝒾𝒸𝒾𝓁 𝓈𝑒𝓇𝓂𝑜𝓈 𝓁𝒾𝓋𝓇𝑒𝓈 𝓅𝒶𝓇𝒶 𝒶𝓂𝒶𝓇 𝓆𝓊𝑒𝓂 𝓃𝑜𝓈 𝒷𝑒𝓂 𝑒𝓃𝓉𝑒𝓃𝒹𝑒𝓂𝑜𝓈."

𝑽𝒊𝒄𝒕𝒐𝒓𝒊𝒂 - 𝑨𝒏𝒂 𝑻𝒆𝒓𝒆𝒔𝒂 𝑩𝒂𝒓𝒓𝒆𝒊𝒓𝒐𝒔

É uma fantasia diferente do que estou habituada, mas isso não a torna menos boa. Gostei bastante do livro e da história que a Ana nos apresenta. Como disse, é diferente do que estou habituada no sentido em que seguimos mais as personagens do que um plot ou um objetivo, mas acabei por gostar desta perspetiva.

A escrita é muito boa com detalhes pormenorizados para aquilo que era necessário. O mundo não é muito complexo, pelo menos para já, e a Ana faz uma introdução muito subtil daquilo que pode ser um pouco mais ‘estranho’. Gostei muito disso. É um livro de leitura rápida o que é um ponto positivo, mas que acabou por se tornar a minha única crítica ao livro.

Pessoalmente, achei que aconteceu tudo muito rápido. Sinto que se a história tivesse sido alongada um bocadinho mais íamos conseguir notar mais desenvolvimentos na personalidade da Victoria, os plot twists iam ter mais impacto , o aparecimento de algumas personagens não ia parecer tão brusco e o romance ia ser mais notável, senti que foi demasiado instantâneo para o meu gosto.

Ainda assim, foi uma história que me agarrou logo nas primeiras páginas e estou super curiosa para saber o que se segue para a Victoria. Ficaram muitas portas abertas para os próximos livros e o final deixou-me com um gostinho de ‘quero mais’. Mal posso esperar pelo próximo!
Profile Image for Jéssica.
229 reviews9 followers
July 19, 2023
Este é o primeiro livro da série Mundo Orbis, um mundo com magia, príncipes e princesas, assassinos e lutas pela coroa.

A princesa Victoria de Dnaltocs é uma mulher destemida e que não entrega o seu coração a qualquer um, o casamento é uma decisão dela (adorei esta parte).
Até que chegam dos príncipes à sua corte e ela vê se dividida: Ahearn o príncipe de Eyks que mexe com o coração dela ou Aleksey, o príncipe de Aissur que é a opção segura.

Durante este livro, vamos conhecendo estes príncipes e ficando também um pouco indecisos em qual escolher (confesso que escolhi um logo de início, mas depois vacilei ali um pouco 🤭).
Mas não é tudo romance, a história sofre uma grande reviravolta com o seu irmão e príncipe herdeiro James…

Os capítulos são pequenos é muito fluídos, apesar de todos os acontecimentos é muito fácil acompanhar a história!
Confesso que quero perceber um pouco mais sobre a magia deste reino, que não foi muito explorada/ explicada, mas… aguardemos pelo próximo. Pressinto que vem aí nova reviravolta… 😂😍
Profile Image for Daniela Cristóvão.
1,191 reviews58 followers
March 28, 2023
3 Estrelas!

Opinião
Antes de mais começo já por dizer que adoro que começaram a dar valor aos autores portugueses que escrevem fantasia. Infelizmente não é um género onde os autores portugueses sejam reconhecidos e fico muito feliz por termos cada vez mais livros deste género. E melhor ainda quando temos uma edição tão bonita que só deixa com mais vontade de pegar.

"Victoria" é o romance de estreia da Ana Teresa Barreiros e nota-se que é o início de algo que tem potencial para ser incrível. A autora apresenta-nos um mundo que é bastante interessante, mas foi apenas uma introdução e acredito que nos próximos vamos ter muito mais. A escrita da Ana foi surpreendente e fiquei bastante admirada por a cada novo capítulo eu não queria parar de tão envolvente que era, mas ao mesmo tempo simples e rápida. Outro aspeto positivo é que a trama acontece muito rápido, está sempre algo a acontecer o que faz com que seja ainda mais envolvente e queiramos saber o que vai acontecer a seguir.

Este é aquele livro ideal para quem quer iniciar-se na fantasia, um mundo complexo, mas fácil de compreender, personagens interessantes e uma escrita envolvente. Mas também tivemos uns pontos que desiludiram-me um pouco. Gostaria de ter visto um maior desenvolvimento dos personagens, na maioria das vezes eu confundia os dois personagens masculinos e não conseguia entender muito bem quem era quem. O "triângulo amoroso" também não foi algo que achei interessante, mas neste caso o problema sou eu que não sou fã desta trope.

Concluindo, é um livro com foco num mundo novo, não esperem muito romance pois não é o principal, mas tem uma personagem feminina muito interessante e acredito que seja ideal para quem leu pouca fantasia!
Profile Image for Jaqueline Miguel.
446 reviews46 followers
May 24, 2023
Este livro é uma fantasia leve. O plot e o romance são bastante previsíveis. É fácil gostar das personagens. Fiquei curiosa com os toques de fantasia aqui e ali. Quero saber mais sobre os poderes que cada um tem e como o futuro se irá desenrolar. Achei um pouco repetitivo a ideia de que a protagonista é a Joia da Coroa, mas no geral gostei da experiência de leitura e quero imenso ler o que se seguirá.
Profile Image for Kez.
6 reviews
January 31, 2024
Aviso de spoiler em algumas partes e resenha comprida!

Victoria é um romance com contexto de fantasia, uma pena que eu tinha mais expectativas para a parte da fantasia que não passa de cenário, pelo menos neste primeiro livro (sem continuação data a minha resenha).
Eu não sou muito fã de triângulo amoroso clássico hétero. Este livro talvez não seja bom para mim já que eu queria ter lido uma fantasia. É mesmo o tipo de livro que normalmente não leria ou teria tanto interesse se não fosse de uma autora portuguesa e publicado por uma das minhas editoras preferidas.

A escrita do livro é boa e simples, ideal para o público mais jovem. Só faço anotações nas cenas de ação que são confusas, nomeadamente nas tentativas de assassinato, e também nos diálogos que não acho muito naturais e um pouco constrangedores por vezes. Considerei também que os acontecimentos foram demasiado rápidos, é a mesma velocidade rápida o livro inteiro, não há dinamismo ou ritmo.

A minha reação inicial foi não gostar muito do livro ou não o achar muito interessante pois o foco é justamente o romance e os personagens, como eu não me apeguei ou me identifiquei muito aos personagens, além de não ser do tipo de coisa que gosto muito de ler (romance hétero), mas isso sou eu. Alguém com gostos diferentes provavelmente vai apreciar muito mais o livro do que eu, já que é uma coisa pessoal e nem todos gostam do mesmo. Porém tenho que anotar que romance e personagens também não são assim tão bem aproveitados. Eu já livros de fantasia héteros que adorei ler, pois o romance e os personagens eram tão bons de maneira que me interessaram, alguém que não costuma gostar disso.

Sobre o romance:
O foco da história (infelizmente para mim) é o romance entre a protagonista e dois príncipes, cujos nomes são parecidos o suficiente para confundirem constantemente a mente do leitor no início do livro: Ahrem e Aleksey. São nomes bonitos e diferentes mas começam ambos por A e isso é suficiente para o meu cérebro confundir.
Ahrem é por quem a princesa se apaixona imediatamente após o conhecer por nem um mês, algo que não consigo engolir. Além da pouca personalidade dele na minha opinião (algo padrão para todos os personagens), o que acho que foi por ele ter estado ausente por uma boa parte do livro e não ter sido assim tão explorado como poderia ser (ou irá ser no futuro), já que obviamente o personagem tem elementos interessantes como o seu reino, família e magia.
Aleksey é já um personagem mais desenvolvido e mais gostável. A relação entre ele e a Victoria é natural, não considero que seja muito romântica, mas eles possuem uma boa amizade e parceria inegável, que sim pode se desenvolver para um romance cheio de química. Não liguei muito ao romance, mas o Aleksey é com quem gostava que a princesa ficasse no final se tivesse de escolher.

Sobre a fantasia:
Não há muito a dizer, assim não há muita explicação para o mundo. O setting meio medieval meio tecnológico é confuso, há monarquias e coisas assim, mas há eletricidade, TV e etc... Não vejo bem a razão para essa tecnologia existir, o que isso acrescenta à história? Mesma pergunta que pode ser feita sobre o sistema de magia, para que existe se mal é usado? Nem sequer é explicado. Victoria é uma filha da terra, seja lá o que isso significa. Há anjos que têm asas e é isso eu suponho. Há lobisomens também e pessoas meio animal. É demasiado vago, eu não quero ler algo que não entendo porque simplesmente não é explicado, ou que o vai ser em próximos livros (que ainda não lançaram).

Sobre a protagonista:
Victoria, a nossa princesa rebelde... que nada tem de rebelde. Ela tem fama de ser uma quebra-corações, no entanto não acredito nisso só pelas ações dela. Se ela realmente é rebelde e quebra-corações porque não fazê-la ter escapadelas do castelo e amantes? Ela pode sempre continuar a ser virgem, uma pessoa pode namorar várias vezes e ter experiências além do sexo em si. Ou então desobedecer o rei, seu pai, além de se limitar a pregar partidas utilizando a amiga fantasma dela, as quais ela não está diretamente envolvida. Os "escandalos" da princesa limitam-se a coisas como ela comer um bolo a mais ou usar o mesmo vestido duas vezes. Além de ela ser uma enorme hipócrita, ela não quer ter filhos ou marido porque é "uma mulher feminista forte e independente", mas no entanto quer com a desculpa que é o dever dela? Pode haver vontades contraditórias, o que dá mais camadas ao personagem, mas com lógica ou então um conflito real que não seja só pensamentos da personagem.



Em conclusão:
Foi uma leitura que me fez ficar irritada várias vezes, uma protagonista vazia que não faz nada além de reagir ao mundo à sua volta em vez de ter vontade própria para fazer alguma coisa que não partidas com fantasmas ou ignorar príncipes. Não sei se lerei futuras continuações, mas tenho esperança que sejam melhores e que a autora tenha sucesso, para que assim a fantasia portuguesa também tenha sucesso.
Profile Image for Beatriz Testa.
112 reviews120 followers
February 2, 2023
#oferta , obrigada @culturaeditora e @anateresabarreiros

Custou-me escrever sobre “Victoria”, foi das poucas vezes em que tive dificuldade em organizar os pensamentos sobre uma leitura.

Embora a escrita da Ana Teresa seja muito fluída e viciante, a princípio senti alguma dificuldade a entrar na história, senti mesmo que os primeiros capítulos foram uma espécie de aquecimento, com muitas cenas descritivas, que embora sejam necessárias, me pareceram muito listadas, pouco naturais, até traços de personalidade foram descritos e acho sempre mais fortuito quando conhecemos os intervenientes através das suas ações e do enredo. O “instalove” também não foi para mim.

Por outro lado, faço notar que a partir da página 60 a coisa foi melhorando progressivamente e de uma forma que eu considerei algo drástica. Mergulhei melhor na história e comecei a criar uma relação diferente com as personagens que repentinamente ganham a vida e a dimensão que merecem!

Ao longo do enredo são plantadas várias questões, algumas respondidas mais rapidamente do que outras, mas todas ajudam a construir um clima intrigante e instigam a que se prossiga com a leitura. Na verdade há sempre algo a acontecer, os momentos de maior tenção são muito bem equilibrados com as cenas de romance ou mais divertidas criando uma atmosfera cozzy, mas ainda assim cheia de adrenalina!

Gostava que esta história tivesse mais páginas, achei que a velocidade a que os acontecimentos se desenrolam diminuiu o impacto de algumas cenas que seriam melhores plot twists se tivéssemos tido tempo para assimilar o que vinha de trás, mas reconheço que esse ritmo contribui para a fluidez da coisa.

Mesmo durante as partes que menos me agradaram, senti-me instigada a continuar e de uma forma geral o livro é super viciante, o que é bom.

Não deixo de aconselhar esta leitura, a autora deixou muitas portas abertas neste primeiro volume e por isso acho que enquanto série “Victoria” tem potencial para melhorar muito e para se tornar naquele tipo de livros a que chamamos carinhosamente de “comfort books”.
Profile Image for Carla.
319 reviews2 followers
July 22, 2023
Fazia muito tempo que não lia uma fantasia.
Gosto do Mundo Orbis criado pela escritora, as personagens estão bem estruturadas, as temáticas abordadas são atuais (gostei muito do cuidado que a Ana teve em informar previamente que os temas abordados poderiam ferir algunas suscetibilidades aos leitores mais sensíveis, foi muito cuidadoso da parte da escritora). A Victoria é uma personagem que vai crescendo ao longo do livro por força das circunstâncias, o que me deixou muito agradada. Estou muito curiosa para o próximo volume, pois o final deste deixou-me com a pulga atrás da orelha, aquele epílogo deixou-me com vontade de pegar já no segundo volume...mas tenho que esperar e espero que a Ana não demore muito ;)
Profile Image for Elisabete.
44 reviews1 follower
February 14, 2023
O início de uma nova série de fantasia portuguesa. Entramos no mundo Orbis onde conhecemos a princesa Victoria, corajosa e destemida que se rege muito pelas suas vontades e não pelas regras que lhe são impostas, apesar das suas fragilidades é uma durona e adora ler.
Gostei muito deste primeiro livro da autora, apenas senti falta de uma primeira apresentação do mundo em si e dos reinos que o compõem bem como da magia. Vamos conhecendo este mundo à medida que a ação decorre, e ação não falta!! Este primeiro livro acaba de uma forma que só queremos começar o próximo mas... ainda vamos ter de espera um pouco.
Profile Image for Joana Crespo.
57 reviews3 followers
May 15, 2023
Amei tudo! Quero JÁ o próximo!
Super fácil e rápido de ler. Não quis pousar este livro nunca! Não descreve o mundo à risca, mas a autora dá o essencial e o mais importante, acrescentando certas informações sobre o mundo ao longo da história. Não é maçador, capítulos curtos mas intensos e que pedem mais quando acabam.
Preciso de um mapa para o próximo livro da série!
Recomendo muito!
Profile Image for Ana.
596 reviews68 followers
March 13, 2024
Será mais um 3,5*, achei que alguns acontecimentos foram muito pouco desenvolvidos e por isso porque coesos.
No entanto é uma autora que continuar a ler, acho que o tempo e mais experiencia lhe trará mais maturidade na escrita.
Profile Image for Margarida Brito.
51 reviews21 followers
February 9, 2023
“Victória” foi um dos livros que me acompanhou durante o mês de janeiro e que me prendeu desde muito cedo. E foi uma boa surpresa porque não tinha quaisquer expectativas. Os capítulos são mega curtinhos o que facilita a rapidez e a fluidez da leitura. Juro que a partir das 50 páginas é impossível largar!

Foi um livro que me cativou e com um plot principal interessante. As personagens são tudo nesta história: adorei o Luis e a cozinheira! Mas terminei esta leitura com a sensação de precisar de mais!

Senti que a ação foi muitas vezes apressada, talvez devido à necessidade de criar capítulos pequenos. A informação era muita e nem sempre foi bem explorada. Muitos dos plot twists não tiveram o impacto que provavelmente deveriam ter porque rapidamente a nossa atenção era captada para outra informação.

Por essa razão, gostava de ver nos próximos volumes uma ação mais lenta e mais desenvolvida. Às vezes faz falta perdermos um pouquinho de mais tempo nas pequenas coisas e, nem sempre uma ação mais lenta implica aborrecimento!

Fora este pequeno detalhe, acho que todo este mundo pode ter muito potencial para vir a deixar muita gente viciada! Ainda vamos ouvir falar muito da Ana Teresa 😎

Este livro acabou por se tornar numa lufada de ar fresco bastante agradável para passar o tempo. E tenho muitas questões para ver respondidas para breve (espero!) 😋
Profile Image for Ana Paz.
1 review
April 6, 2023
Livro empolgante, impossível parar de ler. Estou ansiosa pela continuação.
Profile Image for Mar Rodrigues.
25 reviews4 followers
March 15, 2023
Preparem os vossos corações para receber o primeiro livro do Mundo Orbis!

Victoria é, sem dúvida, a jóia da coroa. Uma personagem cheia de garra, rebelde e completamente apaixonada pela sua família, em especial o seu irmão, o Príncipe Herdeiro James.

A narrativa desenrola-se de uma forma fluida e rápida, confesso que, por vezes, rápida demais. As descrições ainda que não muito detalhadas permitem-nos imaginar de forma bastante clara, o reino de Dnaltocs e até sentir os cheiros e os sabores das iguarias deste mundo como é o caso do chá de Nodnol (eu que não gosto de chá fiquei com vontade de o experimentar!)

E o que seria um livro sem uma pitada de romance, não é? Aqui temos uma Victoria que começa a descobrir os caminhos do amor...ou da paixão? Haverá diferença? E eis que, entra Aleskey de Aissur, um príncipe com um objetivo! Qual? Vão ter de ler para descobrir! E depois temos Ahearn, o Príncipe de Eyks que chega a Dnaltocs para renovar um contrato mas que, talvez acabe por despertar a atenção da princesa Victoria. Será que temos triângulo amoroso? Eu acho que sim! E a dada altura não sabemos por quem torcer! Tal não é o encanto destas personagens!

Gostei muito do facto de haver representação queer. Só senti que podia ser mais explorado tal como a abordagem da saúde mental. Acho que estes dois aspectos ficaram um bocadinho aquém.

A escrita da Ana Teresa é viciante! E...malta, não se deixem ir pela doçura da Ana porque acreditem que, ela sabe como nos deixar sem fôlego! Eu não estava preparada para aquele final! Adorei o plot twist e quando achei que já nada podia acontecer (até porque faltavam 3 páginas para o fim) eis que, a Ana nos dá a volta e nos deixa completamente sem chão!

Os meus sinceros parabéns! São 4 estrelas merecidas ⭐⭐⭐⭐ e...um pedido desesperado pelo próximo! Queremos mais da Victoria, queremos mais do Mundo Orbis!

Venham mais livros de Fantasia! Porque talento cá em Portugal não falta!
Profile Image for Rita.
169 reviews15 followers
February 5, 2023
Eu normalmente não faço “meias estrelas” porém este livro é um 3.5⭐️

O enredo deixou me muito curiosa! Tem muito potencial! Até me caiu um lágrima a ler certas partes.

Porém, tem algumas coisas que não gostei. Inclusive o triângulo amoroso. Vou admitir que não é dos meus “tropes” favoritos mas lê se bem. O único problema é que parece tudo muito apressado. Como se passa tudo a correr não conseguimos criar um laço emocional com as personagens, especialmente com os interesses amorosos. Senti como se “saltássemos” etapas na relação deles. Num capítulo ela não gosta dele mas, no a seguir já começa a gostar mais sem nada relevante ter acontecido. Parece que houve convivências entre as personagens que não nos foi mostrado. E o facto do triângulo amoroso estar resolvido já no primeiro livro, sendo que vai haver uma coleção, não me parece das melhores opções para livros de fantasia. Na minha opinião o triângulo amoroso tem bastante potencial e podia ter sido mais explorado.

Outra coisa que não gostei muito foi o facto do “mau da fita” ser uma personagem com quem não convivemos muito. Não causa muita emoção. A personagem é nos apresentada num capítulo e para aí 3 capítulos depois ficamos a saber que ele é o mau da fita. Sinto que não tivemos tempo para o conhecer o suficiente para a revelação ser impactante.

Apesar de tudo, estou bastante ansiosa para saber como o enredo vai evoluir.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Geek The World.
536 reviews6 followers
March 6, 2023
Este livro conta a história de Vitória, uma princesa do reino de Dnaltocs, que não sabe muito bem como se dar com a sociedade em que vive, e isso revela que ela consegue ser muito mais do que querem dela.

‌É claro que tem os seus deveres, no entanto faz mais do que querem dela, ajuda o seu povo, faz de tudo para que estejam felizes e ainda mais, luta para que o reino prospere de uma forma melhor.

‌O destino no entanto, não é bem assim, faz com que ela se revele e compreenda mais sobre ela própria, sobre as suas origens e o que a levou a ser assim.

‌Tal como qualquer membro da nobreza, tem os seus afazeres, estar com o povo, compreender o seu modo de viver e em que os pode ajudar. Tudo começa a mudar quando numa dessas visitas acontece algo inesperado, que a leva a procurar respostas, sejam elas com pessoas ou através de outros meios.

‌O amor e a felicidade também são temas abordados, e que levam a princesa a escolher e sofrer certas consequências.

‌A partir de um certo evento, tudo de alteraria, o reino de Dnaltocs irá mudar para sempre, as regras continuariam mas a forma de governar seria diferente.

‌Vitória é encarada com uma decisão importante e que tem que ser realmente rápida.
Profile Image for Susana.
252 reviews16 followers
March 10, 2023
3.5⭐️
Confesso que atribuir uma pontuação a este livro é difícil. Se de início tinha certeza de ser 3⭐️, a autora fez-me mudar de opinião ao longo do livro. Ainda assim, como acredito que tem ainda "muitas arestas para limar", fico-me pelo meio termo entre 3 e 4.

O começo do livro foi vagaroso durante as primeiras 50 páginas (+/-). Algumas descrições no livro podiam ter sido mais exploradas, pois acabou por tornar o livro demasiado rápido. Mas, no geral, a narrativa é bastante cativante e promissora para próximo(s) livro(s).

Nota-se que a autora se inspirou na História inglesa, assim como no território escocês. Contudo, a criatividade dos nomes dos reinos ficou aquém. São, nada mais nada menos, do que os reais mas lidos de forma inversa (Dnaltocs é Scotland, Eyks é Skye, Aissur é Rússia, e assim sucessivamente).

Alguns dos plot twists foram previsíveis mas, no geral, a narrativa fez-me devorar o livro em menos de nada. Os capítulos curtos e a escrita da autora ajudaram a uma leitura fluida. O epílogo deixou-me a "salivar" por mais! Não faço ideia do que está para vir, mas acho que vou gostar imenso!

Numa corte onde predominam os jogos de poder e a manipulação, inevitavelmente caem aqueles de coração bom. O peso da coroa depende de quem a exibe. Resta saber que os seus herdeiros têm a resiliência para a alcançar.
Profile Image for Barbara.
57 reviews1 follower
July 31, 2024
The story begins with the queen's death, an explosive way to start.

Follow the story of two siblings, Victoria and James. They must protect the kingdom, they must follow the traditional rules even if it means sacrificing their happiness.

James is the future king, so he must find a queen to continue the monarchy, however, his heart has chosen a pirate captain.
Victoria must marry so the kingdom gains an ally, but who should she marry? One of the suitors is lying but which one?
Victoria is a daughter of the earth, but what does it mean to her? Does she have elementary magic like the others?

The writing was really easy and the chapters were short (around 3 pages), so it was a super quick read.
I really loved the siblings' relationship, while it lasted because one of them... (no spoilers)
One favorite character was Abby, Victoria's handmaid and best friend. She is always there for the princess and loves the prince, even being a one-sided love.
I enjoy seeing Victoria's growth, and how she passed from the party princess to the strong woman who can be the queen her people need.
So, what I mean is I Need The Second Book ASAP
Profile Image for Filipa Tadeu.
Author 2 books26 followers
August 26, 2023
3.5 ✨


Gostei de toda a história criada pela autora e achei muito engraçado o facto dos nomes dos lugares serem o nome de países e cidades existentes, mas ao contrário. É um livro de leitura rápida e por vezes viciante, ainda que, sendo honesta, tivessem existido pontos negativos para mim, como leitora. O facto de existir quase que um amor à primeira vista entre a personagem principal e um dos príncipes deixou-me logo de pé atrás (não é de todo algo que aprecie). Ainda por cima o facto de numa página Victoria beijar um príncipe e na seguinte se atirar de braços para outro deixou-me irritada (sem falar que não nutria sentimentos românticos pelo primeiro). Depois outra coisa que me deixou triste foi o facto da fantasia ser quase inexistente, esperava mais nesse aspeto. Ainda assim, gostei muito. As ligações e descrições foram muito bem feitas e gostei de muitas personagens, algo que não costuma acontecer em muitos livros. Recomendo! Apoiem os nossos autores. Parabéns à autora. Para primeiro livro já é de louvar.
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