Esta é uma banda desenhada inicialmente desenhada e publicada (penso que em tiras), nos anos 70, e apenas posteriormente compilada em livro. É um produto da sua época, não apenas pelo traço e cores típicas desse período, mas também pelos temas mais meta-físicos.
Tendo como mote uma Lisboa futurista, e a necessidade de melhorar o ser humano num futuro talvez assim não tão longínquo, fazemos uma viagem no tempo e no espaço, acompanhamos o nosso Eternus à procura do nosso lugar no Cosmos.
A arte neste livro é o que impressiona: os layouts são complicados e criativos, o design das naves e da outra parafernália é extremamente barroco e absurdo e cada página parece um caleidoscópio de cores. Assim, vendo cada página à distância (isto é sem tentar ler), Eternus 9 tem imensa piada, fazendo lembrar as BDs de Druillet.
O problema aparece quando se tenta ler a história, o caos dos layouts torna-os dificilmente legíveis, e a história em si não ajuda nada pois está saturada com pseudo-ciência e pseudo-misticismo cósmico que nunca faz realmente sentido.
Não deixo de gostar de olhar para as páginas de vez em quando por isso, mas lê-lo é outro assunto.