As vidas de Teresa e Guilherme cruzam-se no início dos anos oitenta despoletando uma ardente paixão entre dois seres que partilham o mesmo sentimento. Mas ao longo do tempo os laços que os unem dão lugar a dúvidas e inquietações, sobretudo na perspectiva de Guilherme que assume a responsabilidade de estar a destruir a relação. Cego pelo sucesso entra por um caminho de autodestruição para o qual tenta arrastar Teresa. Mas ela amadurecera para a vida, criara objectivos próprios e estava cansada de tentar que Guilherme acordasse. Só o amor a prendia a ele. Um dia, porém, Teresa conhece um médico, que perdera tragicamente a sua mulher, e que a faz sentir-se viva e indispensável… Um apaixonante romance de um autor que já conquistou o público leitor, especialmente o feminino.
Tiago Rebelo é um dos romancistas mais brilhantes das letras portuguesas. Na última década manteve uma produção literária constante e os seus livros tornaram-se há muito presença habitual nos lugares cimeiros das principais tabelas de vendas nacionais. Com títulos disponíveis em diversos países, desde o Brasil a Angola e Moçambique, foi igualmente editado em Itália e na Argentina. Depois dos enormes sucessos aplaudidos pelo público e pela crítica, O Tempo dos Amores Perfeitos e O Último Ano em Luanda, o seu útlimo romance, O Homem Que Sonhava Ser Hitler, editado em 2010 pela ASA, é um magistral e absorvente relato de uma face desconhecida da sociedade actual. A par da actividade literária, Tiago Rebelo tem já uma longa carreira de jornalista, sendo actualmente editor executivo na TVI.
Este livro foi a minha estreia na escrita deste autor. Um livro pequeno, rápido de se ler, que não me deixa grandes recordações nem entusiasmos. Uma escrita morna mas que li sem enfado. Dar-lhe-ia 3,5 estrelas se o GR mo deixasse fazer
Este foi o primeiro livro que li do Tiago Rebelo. O título chamou-me a atenção e trouxe-o após ter lido unicamente a primeira linha da sinopse. Não tinha qualquer tipo de expectativa e fiquei surpreendida com o facto de uma história tão pequenina ser tão envolvente.
"Uma Questão de Confiança" intercala o passado e o presente de Teresa e Guilherme. Ora juntos, ora separados, ambos seguem o seu caminho confrontando os obstáculos do destino.
As personagens não são exploradas profundamente e a história é muito simples, mas a narrativa flui com facilidade e é um livro agradável de ler. O facto de ter algumas coisas mais previsíveis do que outras não é de deitar as mãos à cabeça e confesso que foi o momento ideal para mim para ler esta obra mais tranquila. No futuro, espero ler outros livros do autor.
Tendo em conta o tamanho reduzido do livro (apenas 180 páginas), sabia que não poderia esperar uma história muito desenvolvida. Nesta história conhecemos Teresa, uma mulher divorciada, com uma filha, e que entretanto se tornou escritora. O seu ex-marido, Guilherme, tem um passado marcado pela droga e está a tentar "recuperar" a sua vida e trabalho. Tem um enredo previsível e cheio de clichés. Teresa é a típica menina-rica, que pretende construir a sua vida sem se levar pelas influências dos pais e que após um casamento fracassado decide dedicar-se à escrita. Enquanto escritora e apesar de os seus livros serem um sucesso de vendas, é sempre "arrasada" pela crítica e pelos jornalistas. E neste momento, comecei a associar a Teresa à MRP. Após o lançamento do seu último livro, acaba por se envolver com Luís Miguel, um viúvo cuja mulher morreu de cancro. A partir deste ponto, achei a história ainda mais previsível. *Atenção, alguns spoilers* A doença de Teresa e a sua rápida recuperação graças à influência de Luís Miguel. O aproximar de Guilherme enquanto Teresa recupera. O Facto de Leonardo ser o dono-fantasma, A revelação final sobre Mafalda, a mulher de Luís Miguel. *Fim de Spoilers*
Senti falta de mais desenvolvimento na história e mesmo os possíveis dramas, foram mal explorados. E havia tanto por explorar: as drogas, a recuperação das drogas, o cancro da mama. Enfim... Achei tudo tão banal. A história. As personagens. Esperava um pouco mais!
Podem dizer o que quiserem do autor, ou mesmo deste tipo de literatura. O facto é que me sabe imensamente bem, entre uns belos romances mais pesados, ler uma coisa assim. Leve, com personagens portuguesas, com locais portugueses, com rotinas portugueses e com enredos que nos são familiares e histórias que são, no fundo, até banais! Neste romance de Tiago Rebelo somos apresentados a Teresa, que se encontra num dilema: será melhor um amor do passado remodelado para melhor ou um novo amor com todas as dúvidas, as incertezas do futuro? Ao longo destas páginas vamos, com ela, reflectindo, pensado em questões que num ou outro momento da vida já nos passaram pela mente! Não vou dizer que não é um livro cheio de clichés porque é e não vou dizer que não é um livro com uma escrita simples porque é, mas isso torna a leitura fluida, leve, descontraída que nos devolve o prazer da leitura.
Este foi o primeiro livro de Tiago Rebelo que li, e até gostei. É uma escrita de leitura fácil, que se lê rapidamente. Este é o tipo de literatura, assim como Margarida Rebelo Pinto e Francisco Salgueiro, que me sabe bem ler para descontrair de livros mais maçudos e mais sérios. Este livro tem personagens com histórias banais como outras tantas do nosso quotidiano, que se passam em sítios que conhecemos do nosso Portugal, em rotinas que nos são familiares e fáceis de situar no nosso imaginário. Digam o que disserem destes autores e desta literatura, como tanta vez já ouvi criticarem a escrita de Margarida Rebelo Pinto, eu gosto deles e acho que um livro para ser bom não tem que ter uma escrita super formal ou contemporânea, ter mais de 200 páginas, e ter uma tiragem de um milhão de exemplares, basta deixar-me feliz por o ler e ter, neste caso, descoberto mais um autor português.
É um livro relativamente pequeno e embora eu não seja fã de livros pequenos, este revelou-se uma agradável surpresa cativando-me logo de início.
O seu tamanho, a sua linguagem simples e clara permitiu-me lê-lo “enquanto diabo esfrega um olho”.
A sinopse dá-nos um bom vislumbre do enredo e portanto não me vou alagar nesse sentido, refiro apenas, que embora o considere mini-livro achei-o bastante envolvente, conseguimos ter uma perfeita percepção das personagens e da sua estória, no entanto, houve alturas em que tive alguma dificuldade a compreender separação feita entre o passado e o presente.
Simultaneamente uma surpresa agradável e uma decepção. Talvez porque, através da fluidez da narração, de parte da capacidade imaginativa, tenha conseguido antever algum potencial ao escritor português. Depois, consciente desta sua potencialidade, foi ver-me esmorecer conforme a história caía no previsível e no cliché, e a narração tombava de um realismo frio para um dramatismo desnecessário. Enfim, conto dar-lhe uma nova oportunidade para se redimir.
Gostei, não foge muito ao tipo de escrita do livro "Uma noite em Nova Iorque". A história passa-se em Portugal, com personagens portugueses e com problemas as quais já estamos habituados. Não é uma história que crie muito suspense porque é um pouco previsível, mas é uma boa leitura.
Faltou qualquer coisa a este livro. Tinha todos os ingredientes para ser um romance perfeito: um grande amor, grega, divórcio, filhos, cancro, talento... O fim agradou-me muito porque sou uma romântica. Também gosto do autor fazer capítulos pequenos e andar para a frente e para trás na história mas sem nos perdermos.
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