A reflexão do autor sobre a teologia trinitária é interessante, abre novos caminhos de indagação e entrecruza-se com outras tradições religiosas, procurando descobrir uma "intuição trinitária" que está na base de toda a experiência religiosa humana. Contudo, as soluções de que o autor se aproxima parecem apontar para uma despersonalização de Deus e para um desprendimento face à Pessoa de Cristo. Embora o negue com recorrência, Panikkar parece mover-se num terreno próximo do panteísmo e do sincretismo religioso. A sua escrita é rezada, é profunda, não adere a soluções fáceis e politicamente correctas, mas, nos confusos meandros da sua solução "cosmoteândrica", pode cair nos precisos erros face aos quais afirma estar bem precavido.