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Longe do Meu Coração

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Joaquim não queria acreditar no que os seus olhos viam. Tinha saído a salto de Portugal, viajado apertado em camionetas de gado, andado quilómetros e quilómetros a pé, à chuva e à neve, quase tinha perdido a vida nos Pirenéus e agora estava ali. Na capital portuguesa em França. O sítio onde, todos lhe garantiam, podia enriquecer e concretizar os seus sonhos. Mas o que via era um bairro de lata. Sentia os pés enterrarem-se na lama. Olhava para as barracas miseráveis e para os fardos de palha que faziam as vezes de uma cama. Mas, Joaquim não estava disposto a baixar os braços. Em Longe do meu Coração retrata com mestria e realismo, o quotidiano dos portugueses que partiram em busca de uma vida melhor, sonhando um dia regressar ricos à terra que os viu partir pobres. Para Joaquim, Portugal estava longe. Era ali, em França, na terra que lhe dava de comer, que queria vingar, que prometia, à força do seu trabalho, derrubar fronteiras e preconceitos. O plano estava traçado. Iria abrir uma empresa de construção, com o seu amigo Albano, enriquecer e, depois de ter casa montada com carro com emblema no capô, estacionado à porta, iria pedir a mão da sua Françoise, a professora de Francês que lhe abriu o mundo das letras e do amor. Mas, cedo Joaquim vai descobrir que há barreiras difíceis de ultrapassar.

220 pages, Paperback

First published October 11, 2010

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About the author

Júlio Magalhães

16 books34 followers
Júlio Magalhães é o director de informação da TVI.

Nascido no Porto a 7 de Fevereiro de 1963, foi para Angola com sete meses, tendo vivido um ano em Luanda e doze em Sá da Bandeira (Lubango). Em 1975 regressou para Portugal, mais precisamente, para a cidade do Porto.


Aos dezasseis anos, iniciou a sua carreira como colaborador de O Comércio do Porto na área do desporto. Dois anos mais tarde integrava os quadros do mesmo jornal. Trabalhou ainda no jornal Europeu, no semanário O Liberal, na Rádio Nova e, em 1990, estreou-se na RTP onde, para além de jornalista e repórter, apresentou o programa da manhã e o Jornal da Tarde.

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Displaying 1 - 13 of 13 reviews
Profile Image for Maria Carmo.
2,064 reviews51 followers
January 19, 2016
This book touched me especially. The Author speaks with such authenticity and knowledge, I can easily not only imagine, but FEEL, what he describes of the odyssey that was for these people to emigrate to France during the late fifties and early sixties. Portugal was under a dictatorial government, and to get to France people could not depart freely, they had to leave clandestinely, thorough the terrestrial borders with Spain, then go through Spain and most of France also clandestinely, until they arrived at the slums where they at first worked... Tough lives, some crowned with success from hard work.
Very moving and interesting.

Maria Carmo,

Lisbon 19 January 2016.
Profile Image for Estefânia Botelho.
119 reviews13 followers
December 28, 2012
Razões da escolha do livro: Desafio do mês de Outubro e foi um livro comprado na feira do livro de 2012.
Proveniência: A minha biblioteca.
A minha Opinião:
Júlio Magalhães, juntamente com José Rodrigues dos Santos, são dois escritores portugueses que aprecio ler particularmente.
Em “Longe do meu Coração”, Júlio Magalhães traça o retrato da emigração portuguesa para França, nas décadas de 50 e 60.
As causas que levaram milhares de portugueses a emigrar nessa época foram variadas. Contudo, as que motivaram Joaquim, a personagem principal deste romance, foram a procura por uma vida melhor (que Portugal não tinha condições de oferecer) e fugir à Guerra Colonial.
Juntamente com o seu grande amigo Albano, Joaquim tenta dar “o salto”, como se dizia na altura, ou seja, empreender numa viagem complexa e clandestina (para que a PIDE não os apanhasse), desde Portugal até França, pontuada por muitos percalços e até muito sofrimento.
Joaquim, com poucos estudos (afinal a grande maioria da população não tinha mais do que a quarta classe, contrariamente ao que se assiste actualmente em que a emigração é constituída sobretudo por pessoas qualificadas), chega finalmente a França e vai viver com o tio. Todavia, os sonhos que tinha e o que idealizava é afinal bem diferente daquilo que na realidade encontra nos arredores de Paris “Joaquim não queria acreditar no que os seus olhos viam. Tinha saído a salto de Portugal, viajado apertado em camionetas de gado, andado quilómetros a pé(…) e agora estava ali, na capital portuguesa em França. O sítio onde (…) podia enriquecer e concretizar os seus sonhos. Mas o que via era um bairro de lata (…)Mas Joaquim não estava disposto a baixar os braços” .
De facto, Joaquim luta para vencer na vida, apesar das muitas adversidades que lhe vão surgindo.
Mas nem tudo é mau porque encontra Françoise, por quem se apaixona, apesar do desprezo da sua família.
Esta é uma história marcante, real, comovedora de factos que caracterizaram uma época e que afectaram muitas pessoas e famílias.
As descrições de Paris são também formidáveis e enriquecedoras e ao lê-las apeteceu-me lá voltar!
Para além de tudo, este livro também permite-nod reflectir e comparar as duas emigrações, a da década de 60 e a actual: ambas forçadas pela força das circunstâncias, pela procura por uma vida melhor, mais e melhores oportunidades. Há, todavia, duas grandes diferenças: enquanto a primeira era constituída por pessoas pouco ou nada qualificadas, actualmente quem emigra são jovens licenciados; e enquanto na década de 60 havia um destino muito bem definido (França), actualmente aos emigrantes coloca-se a questão: para onde ir?
Um livro que recomendo e que não deixa ninguém indiferente!
O melhor: As descrições de Paris, a história de amor e a perseverança. Foca a importância da amizade. Faz-nos reflectir e comparar as situações vividas na década de 60 com a actualidade.
O pior: A frieza de algumas descrições.
O Autor:
Nascido no Porto a 7 de Fevereiro de 1963, foi para Angola com sete meses, tendo vivido um ano em Luanda e doze em Sá da Bandeira (Lubango). Em 1975 regressou para Portugal, mais precisamente, para a cidade do Porto.
Aos dezasseis anos, iniciou a sua carreira como colaborador de O Comércio do Porto na área do desporto. Dois anos mais tarde integrava os quadros do mesmo jornal. Trabalhou ainda no jornal Europeu, no semanário O Liberal, na Rádio Nova e, em 1990, estreou-se na RTP onde, para além de jornalista e repórter, apresentou o programa da manhã e o Jornal da Tarde.
A minha classificação: 6 – Muito Bom.
Período de Leitura: De 15 a 18 de Outubro de 2012.
Profile Image for Carla Oliveira.
74 reviews5 followers
April 30, 2012

Para terem uma ideia li metade do livro em 2 horas.
Achei um livro de muito fácil leitura, le-se bem é fluído e muito superficial, nunca aprofundado nada de nada. fala de tudo a um ritmo alucinate mas muito vago.
Um livro pequeno, que não vai serivir para aprender nada simplesmente vai nos distrair durante 2 ou 3 dias.
Conta-nos a história de um homem de nome Joaquim Narciso, que ao viver em Portugal na décade de 60 se sentia asfixiado e não possuindo nada, apenas uma forte vontade de vencer e de ser alguem na vida.
Ruma a França dando e salto, e vai nos contando a sua vida lá em França a nível profissional como sentimental.
Foi agradável
Profile Image for Paula Magalhães.
172 reviews6 followers
March 10, 2025
Adorei esta história que se baseou em histórias reais sobre os emigrantes na época entre os 60 e 70. Acabei a minha leitura com lágrimas nos olhos e mais conhecimento acerca do que foi realmente viver em Portugal, em aldeias do interior, em que se passava fome, frio e a vida era de uma pobreza sem fim. Acrescenta-se a impossibilidade de falar, falta de liberdade e proibição de saída do país para procurar uma vida melhor ...ou antes, para sobreviver !
Vendo esta história, conseguimos ter empatia por quem chega ao nosso país , atualmente, e tenta também sobreviver longe da miséria do seu próprio país.
Vou querer ler os outros livros do autor !
Profile Image for Ângela.
46 reviews4 followers
June 21, 2025
o meu avô também emigrou para frança na década de 60 e também se chama joaquim. já tive várias conversas com ele sobre a sua experiência, os perigos, as aventuras, a labuta, o salto, a miséria. ao ler este livro parecia estar a ler a sua história e por essa razão, foi uma leitura muito especial!

acho que historicamente está muito bem conseguido e achei o romance simples e bonito.

gostei particularmente dos últimos capítulos, deste conceito de “fazer as pazes com portugal”. acho que foi um ótimo final!
Profile Image for Iceman.
357 reviews26 followers
December 30, 2012
Portugal é um país de emigrantes. Por diversas razões, são milhões aqueles que tentaram a sorte no estrangeiro e, pese embora tenha havido uma diminuição da emigração durante os anos 80 e 90 do séc. XX, o certo é que se continua a verificar, todos os anos, a saída de portugueses para tentar a sorte noutras paragens.

Os anos 50 e 60 assistem a um surto emigratório que abala a sociedade portuguesa. No espaço de 10 anos, mais de um milhão de portugueses emigram só para França, porém a debandada atinge países como o Luxemburgo, Suíça, Alemanha, Bélgica, Holanda e um pouco pelo resto do planeta, EUA, Brasil, Argentina, Venezuela, Canadá, Austrália, sem falar que para o continente africano muitos continuavam a tentar a sorte.

Mas de facto França foi o destino de eleição, o el-dorado, talvez também por ser o mais atingível.

Avançando no meio da escuridão, as pessoas passavam a fronteira de Vilar Formoso altamente vigiada pela polícia portuguesa e espanhola. E mesmo aqueles que tinham a sorte de chegar a França, esperava-os a travessia, a pé, dos Pirinéus onde muitos soçobravam.

Em Portugal, Salazar governava com mão de ferro e a PIDE castigava exemplarmente aqueles que eram apanhados a tentar sair do país. Um país que matava à fome o seu povo e que não o deixava ir à procura de outras oportunidades. A esses, aqueles que tentavam, designava-os de traidores.

É essa temática que aborda Júlio Magalhães em “Longe do Meu Coração”

O protagonista principal é Joaquim Narciso. Novembro de 1963, Aldeia de Memória, concelho de Leiria.

Com 19 anos, Joaquim vive fascinado pelas histórias que ouve contar de França e pelas cartas que a família recebe do irmão do seu pai, emigrado em França há alguns anos, e que fala em oportunidades, trabalho com fartura e onde se ganha muito bem, logo, totalmente o oposto do que se passava em Portugal. E é neste contexto que acompanhado do seu amigo de infância Albano Silva, decidem dar o “salto”.

E é terrível o que eles passam para chegar a França.

Fome, sede e frio, tratados como animais e obriga a andar fugidos, lá conseguem chegar a Paris e à localidade onde vivem os tios e quase todos os portugueses emigrados, uma zona chamada Bidonville e autodenominada “Capital portuguesa em França”.

A desilusão é enorme por constatarem que o que se ouvia em Portugal não correspondia à realidade. Porém Joaquim é um homem de carácter, honesto, sério e trabalhador e é na força do trabalho que irá vencer na vida.

Não posso dizer que adorei o livro e que me preencheu as medidas.

A escrita é muito simples, não exigindo qualquer esforço adicional para compreendermos o livro, no entanto em várias fases achei os diálogos e até alguns acontecimentos ingénuos a roçar até a leviandade. Algo que também não gostei foram algumas gralhas com que me foi deparando ao longo do romance. Num livro tão pequeno não se compreende tais gralhas, desconhecendo se as mesmas se devem ao autor ou a quem fez a revisão, mas que lá estão, estão.

Não gostei também da forma apressada como o autor construiu o livro.

Bem sei que isso é uma opção do escritor e que, e é um facto, a história é secundária face à realidade da emigração nesses anos, no entanto se assim é acaba por cair numa incoerência, pois parece-me que como tema havia muita matéria para desenvolver e que as suas pouco mais de 200 páginas acabam por dar uma imagem muito pálida de todas as dificuldades por que passavam as pessoas. Em relação à história, o autor centra-se demasiado na figura de Joaquim, existindo personagens ao longo do romance que são abandonadas ou que se fazem breves referências aqui e ali, como e por exemplo, o caso mais gritante é o do tio de Joaquim. Pessoa importante no salto de Joaquim e que depois pouco se vai sabendo. Honestamente penso que tanto a temática como a história mereciam maior desenvolvimento.

No entanto em tudo o resto o livro é muito bom e é realmente uma homenagem a todos os portugueses que tiveram a coragem de emigrar naquelas condições.

Uns venceram, outros, a maioria, não

No entanto tentaram. Não ficaram de braço caídos, reagiram a um país e um regime que nada lhes dava e tudo lhes exigia, e só por isso, são dignos de louvor e este livro fá-lo merecidamente.

Nota final para a carta que termina o livro.

Altamente emocional, descreve todo o livro e o sentimento de milhões de pessoas que tiveram e têm de sair do seu país que não lhes dá as melhores condições para viver.
Profile Image for Sofía Navarro.
1 review
February 8, 2025
Li este livro em 4 dias. Apeguei-me de tal maneira que cada tempo livre servia para ler um pouco mais. Sinto-me triste de o ter acabado! Que livro tão bonito, com uma escrita tão simples mas que nos transporta para a história. Conseguia sentir a alegria e regozijo depois de uma conquista tão esforçadamente conseguida, mas também a angústia e a dor da perda de um irmão, da saudade do que ficou pra trás, da incerteza do que o futuro reserva. Um livro que a primeira parece simples mas nas entrelinhas percebe-se tamanha profundidade.
Só posso dizer que amei o livro e o voltaria a ler.
Profile Image for Cátia.
89 reviews8 followers
March 30, 2013
Foi a minha estreia com este escritor português, e que estreia!! É claro que a minha paixão por história também teve a sua influência, e para quem gosta, na minha opinião, este livro é de fazer chorar as pedras todas da calçada, eu própria entre capitulos não consegui engolir a emoção.
É um livro absolutamente tocante e extrordinário, que retrata a fuga de portugueses para França na década de 60, antes da tão aclamada revolução, o chamado dar “o salto”, como se dizia na altura daqueles que clandestinamente tentavam passar as fronteiras portuguesas sem serem apanhados pela guarda ou perseguidos pela pide. E quem o conseguia sofria horrores, não só pela dolorosa e demorada viagem, pois viajavam à fome em camiões de gado, sem qualquer condição, ainda tinham que atravessar a pé os Pirinéus, onde muitos perdiam a vida, os que conseguiam resistir assim que chegavam a França eram largados e cada um ia à sua sorte.. e é este retrato que encontramos neste livro, contado pela personagem Joaquim, que partiu em busca de sonhos e quando lá chegou se deparou com maior miséria do que a que tinha em Portugal (o bidonville, como era apelidado, um dos maiores bairros de lata da Europa da altura, que era onde viviam os emigrantes nas condições mais deploráveis que se pode imaginar), no entanto apesar das condições de vida serem atrozes e inimagináveis para nós dos dias de hoje, França oferecia aquilo que Portugal não tinha: trabalho, mesmo sendo em situações de exploração, muitos portugueses conseguiram vingar na vida com a sua emigração, enquanto que outros só queriam voltar para a sua amada terra. E Joaquim foi um caso de sucesso, é claro com muito suor e trabalho, acabou por se apaixonar por um francesa, e ai travou nova luta, a de ser aceite pelos franceses como um igual, pois naquela altura, os emigrantes eram encarados como verdadeiros animais. E só no final, após 23 anos de costas voltadas ao seu pais e desiludido com o que teve que sofrer, Joaquim regressa a Portugal de visita e reata a sua relação patriótica com o pais. Aconselho MESMO, a quem gosta de romance histórico, é um livro lindo, uma execelente leitura, fluida e acompanhada de imagens da época.
Profile Image for Joana Martins.
21 reviews
August 11, 2022
This is a book written in a very simple and humble manner, which fits the topic being handled.
Even though it mainly focuses on a love story, if you are intrigued about the portuguese immigration do France in the 60s-70s this is the book for you. It portraits how it was to live in countryside Portugal during the dictatorship - very poor conditions, how it was to flee illegally to France having to go through Francoist Spain, and what a disappointment it was to get there only to live in even worse conditions then Portugal. But also how it was much easier to earn and accumulate money and therefore create a more promising life than Portugal.
It is a dear book to me because a large part of my family went through that and I could relate it to a lot of stories I heard growing and it just made me admire my family even more.
Profile Image for Anabela Da conceição.
79 reviews2 followers
June 16, 2014
Nunca tinha lido nada de Júlio Magalhães, mas fiquei agradavelmente surpreendida com este livro.
Com uma escrita simples, descreve-nos a vida dos primeiros portugueses a emigrar para França.
Desde a viagem de risco às miseráveis condições em que viviam, não esquecendo o preconceito de que foram vitimas, é um livro que nos transporta para uma realidade vivida por milhares de portugueses. Recomendo
Profile Image for Kelle.
86 reviews
April 29, 2013
"Longe do meu Coração", de Júlio Magalhães, traça-nos o retrato da emigração dos portugueses para França na década de 50 e 60, antes da Revolução. Naquela época foram milhaes os portugueses que deram o "salto" para fugir a uma vida de pobreza, a uma falta de oportunidades na ditadura Salazarista, para fugir à obrigatoriedade de ir para a Guerra Colonial.
Joaquim, a personagem principal, e o seu grande amigo Albano, ambos oriundos de Memória, uma pequena aldeia perto de Leiria, decidiram arriscar a vida numa viagem complexa e clandestina, desde Portugal até França, tentando não serem capturados nas malhas da PIDE, uma viagem que se revelou cheia de peripécias e muito sofrimento, que teve dois momentos marcantes: a passagem da fronteira de Vilar Formoso e a travessia dos Pirinéus. Conseguem chegar a França e são acolhidos pelo tio de Joaquim que estava em França já há alguns anos e que lhe contava maravilhas daquele país que oferecia trabalho com fartura aos portugueses com pouca formação. No entanto, a realidade que encontram não era bem aquela que esperavam e a chegada a França é marcada pela desilusão.
É uma história real, marcante com muita emoção que nos mostra que os tempos idos dos anos 60 eram realmente difíceis, não só pelo preconceito com que os portugueses eram vistos lá fora mas pela falta de condições de sobrevivência e falta de direitos destes emigrantes vistos, afinal, como bons trabalhadores.
É impossível ficar indiferente a esta história simples sobre gente simples, sobre portugueses que se fizeram à vida e deixaram o país onde nasceram para vingarem lá fora. A história não é sobre Joaquim, é sobre milhares de portugueses, milhares de pessoas anónimas que sairam para vencer num país que as olhava de lado.
Profile Image for Sandrine Sousa.
Author 3 books6 followers
July 17, 2013
"Longe do meu coração" foi o segundo livro que li do jornalista Júlio Magalhães.
Relativamente à escrita, achei que era de fácil leitura, com vocabulário muito acessível a camadas da sociedade que não estejam habituadas a ler. E, por isso mesmo, penso que este livro pode também ser lido pelos milhares de emigrantes que saíram de Portugal apenas com a 4ª classe, alguns nem isso. Pode também servir de leitura aos emigrantes que continuam por terras de França e que contactam pouco com a língua portuguesa escrita, principalmente. Ora, este ponto é uma característica do livro que é muito positiva sob este ponto de vista.
Tal como pude constatar no livro "Por ti resistirei", a realidade representada em "Longe do meu coração" é fiel ao que foram os "bidonvilles" e à vida dos portugueses naquela altura.
O escritor decidiu centrar-se numa personagem e mostrar que os portugueses emigrantes podem, também eles, ter sucesso no mundo profissional num país que não o deles. Muitos pensavam que as mulheres portuguesas serviam todas para mulheres de limpeza e os homens para pedreiros. Neste livro, podemos assistir a jovens que estudam e que acabam por se tornar alguém na vida. Mais que um romance, este livro é um testemunho indirecto da vida dos emigrantes e das dificuldades por que passaram. Um livro que recomendo a todas as pessoas que estão, de uma forma ou de outra, ligadas à emigração.
Profile Image for Pedro.
22 reviews1 follower
August 12, 2013
Não é nada de especial, mas lê-se bem e num dia. É interessante para perceber melhor a emigração em Portugal nos anos 60.
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