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O quarto livro da Biblioteca Madrinha Lua é da poeta paulista Lubi Prates, dona de uma das vozes líricas mais potentes da cena literária nacional. Nas palavras da prefaciadora, a professora Heleine Fernandes, "O percurso de escrita da poeta Lubi Prates constrói a possibilidade de unir amor e negritude em um mesmo verso".

A Biblioteca Madrinha Lua pretende reunir poetas que nos aparecem pelas frestas do mercado editorial, pelas fendas do debate literário amplo, pelas escotilhas oxidadas enquanto mergulhamos na literatura contemporânea. Já no final da vida, Henriqueta Lisboa, nossa poeta madrinha, se fazia uma pergunta dura, sem resposta previsível, em especial para as mulheres que escrevem: "Terá valido a pena a persistência?". Vamos juntas dando belas respostas.

85 pages, Kindle Edition

First published October 20, 2021

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About the author

Lubi Prates

16 books
Nascida em 1986, em São Paulo, Lubi Prates é poeta, tradutora, editora e curadora de literatura. Tem diversas publicações em plaquetes, antologias e revistas nacionais e internacionais. Organizou os festivais literários para visibilidade de poetas, [eu sou poeta] (São Paulo, 2016) e Otro modo de ser (Barcelona, 2018) e também participou de festivais literários no Brasil e em países da América Latina.

Editora e sócia-fundadora da nosotros, editorial, é responsável também pela revista literária Parênteses. No campo social, dedica-se a ações que combatem a invisibilidade de mulheres e negros. Atualmente, é doutoranda em Psicologia do Desenvolvimento Humano, na Universidade de São Paulo.

Sua primeira publicação em livro data de 2012 – coração na boca –, obra carregada de sentimento transformado em poesia profunda e intensa. Em 2016, vem a lume triz, que revela o inegável crescimento da experiência autoral no processo de construção poética. Em 2018, lança sua terceira obra: um corpo negro, sequência densa e impactante centrada na inscrição poética da assunção da identidade negra – da condição e do devir negro – em versos de rara contundência. um corpo negro foi finalista do 61º Prêmio Jabuti e do 4º Prêmio Rio de Literatura. Contemplado pelo PROAC com bolsa de criação e edição de poesia, está em processo de publicação, para 2020, na Argentina, Colômbia, Estados Unidos, Espanha e França.

Em 2019, Lubi Prates organizou a antologia Nossos poemas conjuram e gritam, reunindo textos de Conceição Evaristo, Esmeralda Ribeiro, Jarid Arraes, Lívia Natália, Natasha Felix, Neide Almeida e Nina Rizzi, num projeto que pretende ser contínuo, em formato de série e periodicidade anual.

Como tradutora, Lubi Prates é responsável pela edição brasileira da Poesia completa de Maya Angelou.

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