C'est à Périclès que nous devons cette expérience politique originale : la démocratie. Parvenu au pouvoir, au lendemain des guerres médiques, dans une Athènes victorieuse des Perses, Périclès sut instaurer un climat de paix sociale qui contribua à la prospérité d'une économie basée avant tout sur les échanges commerciaux et imposer sur la mer Égée la domination athénienne. Et ce, au prix d'une interminable guerre d'un quart de siècle contre son alliée de jadis, la puissante cité de Sparte. N'hésitant pas à revenir sur ses précédentes conclusions, Claude Mossé, avec son honnêteté intellectuelle habituelle, fait ainsi définitivement table rase du passé, dans un coup de balai salutaire. Un livre essentiel, d'une limpidité accessible à tous et d'un esprit de synthèse dont seuls sont capables les plus grands historiens.
Mossé was born the daughter of a wine merchant in Paris. She is the sister of Eliane Mossé , researcher in macroeconomics, and Arlette Mosse , clinical nutritionist. In the winter of 1941, during World War II and aged 16, she first read a text on liberty and democracy by Demosthenes; since then, she has dedicated her life to Greek history, never having married or having any children.
Her favourite historical subject is 4th century BCE Athens. Mossé belongs to the same school of historical thought with Jean-Pierre Vernant and Pierre Vidal-Naquet. She is professor emeritus at the University of Paris VIII. Her works have been translated into many languages including English, German, Spanish, Italian and modern Greek.
Good essay. Iy assumes you already have a certain knowledge of Greek History. I was expecting more aneddoctes, but I was wrong. Not easy to find sources, so a good history work.
O livro não é uma biografia, mas uma análise da cidade de Atenas no século V AEC. Não é abordado apenas a parte política, mas também a sociedade, economia, a construção dos monumentos, os mitos de criação da cidade, os pensamentos filosóficos, as festas religiosas, o teatro grego (inclusive comentando as obras de Ésquilo, Eurípedes e Sófocles), o nascimento da “História” e o surgimento da Democracia.
A autora escreve uma obra acadêmica, focada em debater tópicos, analisar bibliografia e fontes históricas, não sendo uma leitura de “entretenimento”. O início do livro é um pouco denso, com muitos nomes e referências, mas depois a leitura fica mais leve.
A parte mais biográfica do livro tenta jogar uma luz sobre a personalidade e pretensões de Péricles e seu papel na “invenção” da democracia. As guerras contra a Pérsia são descritas para contar o crescimento da hegemonia de Atenas, e quanto à Guerra do Peloponeso, são analisadas apenas sua causa.
Há um pouco de repetição de algumas análises, a autora está constantemente informando que irá revisitar assuntos posteriormente. Outro ponto que me incomodou foi o alto número de vezes que aparece “o autor da Constituição de Atenas”, assim referido por sua autoria ser debatida, mas que é comumente atribuída a Aristóteles.
O último capítulo do livro antes da conclusão, “A imagem de Péricles na posteridade”, é uma comparação maçante de bibliografia que testa a paciência do leitor que não tem pretensões acadêmicas.
Edição bem-feita da Editora Estação Liberdade, capa cartão brilhante, folhas brancas (papel offset) de boa gramatura (90g/m² – não sendo transparentes), mapas em preto e branco ao longo do texto e um mapa colorido que aprece tanto na segunda como na terceira capa, além de 9 fotografias coloridas.
Leitura rica em conteúdo, mas indicada apenas para aqueles realmente interessados no assunto e que não tenham problema com um texto mais acadêmico.
Non una biografia vera e propria, bensì un libro su Atene e lo stato della democrazia in Grecia durante il V secolo A.C. Secondo me il fatto che manchi la storia della vita di Pericle vera e propria lascia un po' da desiderare, specialmente dato che, verso la fine, Mossé critica altri biografi come Plutarco e de Paux. Il tutto un po' troppo denso per me.
Il genere biografie non mi entusiasma molto da sempre, questa però è noiosa all'inverosimile. In più a mio parere ha volutamente usato un linguaggio ostico e ostile per rendere il testo meno comprensibile. Quando l'argomento è già di per se complicato (e in questo caso la nascita della democrazia lo è), la forma narrativa non può essere così tortuosa e arzigogolata. ...