Na primeira, o negrinho, afilhado da Virgem Maria, é morto num formigueiro e ressuscita. Na segunda, uma cobra gigante se alimenta apenas de carniças e acaba iluminada e transparente, transformando-se numa espécie de fera e fantasmagoria.
João Simões Lopes Neto foi um escritor e empresário brasileiro. Segundo estudiosos e críticos de literatura, ele foi o maior autor regionalista do Rio Grande do Sul, pois procurou em sua produção literária valorizar a história do gaúcho e suas tradições. Simões Lopes Neto só alcançou a glória literária postumamente, em especial após o lançamento da edição crítica de Contos Gauchescos e Lendas do Sul, em 1949, organizada para a Editora Globo, por Augusto Meyer e com o decisivo apoio do editor Henrique Bertaso e de Érico Veríssimo. Em certa fase da vida, empobrecido, sobreviveu como jornalista em Pelotas, sua cidade natal. Morreu na mesma cidade, aos cinquenta e um anos, de uma úlcera perfurada.