"Assim como o andarilho que só obtém uma visão geral e reconhece o caminho percorrido, com todas as suas sinuosidades e desníveis, ao chegar a um ponto mais elevado, nós também só reconhecemos a verdadeira interligação de nossos atos, realizações e obras, a sua exata consequência e o seu encadeamento, inclusive o seu valor, ao chegarmos ao final de uma etapa de nossa vida ou até da vida inteira." (Da obra)
Arthur Schopenhauer was born in the city of Danzig (then part of the Polish–Lithuanian Commonwealth; present day Gdańsk, Poland) and was a German philosopher best known for his work The World as Will and Representation. Schopenhauer attempted to make his career as an academic by correcting and expanding Immanuel Kant's philosophy concerning the way in which we experience the world.
É um ensaio simples e fácil de ler sobre a vida de forma geral. Fala muito sobre a importância da solidão (apesar de que eu acho que o Schopenhauer exagera aqui ao deixar implícita uma relação de causalidade estrita sempre que alguém é solitário com ter uma mente/caráter "excelente"/acima do normal), da autocoerção (visando preparar-se para coerções externas) e da importância do descanso tanto para atividades físicas quanto mentais. Em particular, gostei muito da passagem sobre o temor da noite - bizarro como os problemas que a gente vive sempre são só mais do mesmo de quem já vivia centenas de anos atrás. Uma boa leitura e bem rápida (dá pra ler em 1 hora se ficar focado nisso).
Livro curto, de fácil leitura, com excelentes lições para a vida. Entre outras coisas, o autor critica a sociedade, as pessoas rasas, a busca forçada por companhia, glorificando a solidão e valorizando o estar bem, sozinho, no lugar de estar mal (acompanhado). Pode ser o livro que muitos estão à procura mas ainda não sabem que existe.
Schopenhauer, filósofo alemão mais conhecido por sua visão pessimista sobre a vida, aborda em 'Sobre como lidar consigo mesmo' boas práticas para quem é adepto à solidão.
É válido ressaltar que solidão é diferente de ser solitário. A solidão é a condição das pessoas que muitas vezes não se encaixam no status quo social, tendo em vista que, para manter-se em atividades relacionais, é necessário aguentar pacientemente pessoas de moralidade duvidosa e de intelecto obtuso.
Para quem aprecia o desenvolvimento intelectual, de certa forma, enxerga a solidão como uma verdadeira benesse, uma vez que pode se aprofundar cada vez mais em suas preferências e não precisa interagir com o outro.
Bastar-se no estado de solidão não é assim tão simples, pois, como diria Elis Regina, "há perigo na esquina". Precisamos estar atentos à nossa saúde física, evitar sofrer por antecipação ou pelos males dos dias. É necessário também encontrar a sua atividade de desenvolvimento intelectual, seja ela leitura, música, artes plásticas, artesanato, dentre outros.
Nesse ponto, lembrei da dica apresentada no livro 'Minimalismo Digital', de Cal Newport, uma vez que vivemos num contexto completamente diferente de Schopenhauer. Hoje, um dos principais perigos para os adeptos da solidão é a passividade das redes sociais: a incitação constante para desejar coisas, para acompanhar a vida fantasiosa das outras pessoas e até mesmo a impossibilidade do desenvolvimento intelectual, tendo em vista que perde-se um tempo precioso em coisas vazias.
Ao final das contas, para lidar consigo mesmo, é necessário cuidar de si, conhecer o que engrandece sua alma e investir seu tempo livre nisso. Fuja do tédio e da ansiedade. Resumindo assim, até parece Sêneca ou Epicteto falando — quem diria que o pessimista iria ao encontro dos estoicistas.
Escrito com clareza e precisão, o ensaio reflete a sagacidade do autor ao observar a natureza humana e o comportamento social. Schopenhauer sugere que a chave para lidar consigo mesmo está na moderação e no desapego, enfatizando que a felicidade genuína não vem de bens materiais ou conquistas externas, mas de uma vida vivida em harmonia com os próprios valores e limites. É uma leitura atemporal, ideal para aqueles que buscam compreender melhor a si mesmos e as complexidades da existência humana.
Sob uma perspectiva cristocêntrica, o livro "Sobre Como Lidar Consigo Mesmo", de Arthur Schopenhauer, pode ser reinterpretado à luz dos ensinamentos de Cristo, destacando a necessidade de autoconhecimento e humildade diante de Deus. Embora Schopenhauer tenha uma abordagem filosófica mais marcada pelo pessimismo, um cristão pode ler suas reflexões como um chamado à dependência divina, reconhecendo que nossas limitações humanas nos conduzem à graça redentora de Cristo. A ideia de evitar excessos, por exemplo, pode ser vista como um reflexo dos princípios bíblicos de domínio próprio e contentamento em Deus.
Ao mesmo tempo, a busca pela serenidade e pelo desapego proposta por Schopenhauer pode ser alinhada com o chamado de Cristo para que entreguemos nossas ansiedades a Deus. No entanto, a verdadeira paz e equilíbrio que Schopenhauer sugere como metas humanas só podem ser plenamente alcançados, segundo a fé cristã, por meio de um relacionamento com Cristo, que oferece descanso para nossas almas. Assim, a leitura cristocêntrica do livro transforma o foco do eu para Deus, reconhecendo que é somente Nele que encontramos a verdadeira solução para nossos conflitos internos.
We can read the book in one sitting, but it will take our entire life to kept the most deeper teaching.
Using a easy and compreensive language, Schopenhauer writes about loniless as a way to emphasize the problems of society. Despite Schopenhauer lives in XVIII, with precision the author argues about modern subjects, such as sociablity, hapiness, loniless, envy and comparison with other people.
We are living in a world that is evolving faster than we can keep up morally and intellectually. So the author says that we need to limit the way we live:"the less the stimulus to the will, the less the suffering". The only certainty that we have is the present. The past and future are not. Because of that, we can only be trully happy understanding it. So limit your action and interactions with society to understanding yourself and avoid pain. In nowadays with social media we are living the complete opposite of this.
As mentioned, loniless is the main character here, but he argues in a positive way. We're used to use this word in a negative way of thinking. We're always avoiding loniless by distracting ourselfs with social media, with cheap dopamine, and also socializing if other people. The author says that by this way we are just in the idle together. The idle is import, because we need to be happy we ourselfs, the only person that we are trully honest.
That is a book that you need to read activily, scribbling, underlining and thinking to capture the real essence, despite it has a easy and compreensive language.
Eu estava em busca de algo no prime reading que eu não conhecia antes e, portanto, não teria tido acesso de outra forma, e (mais importante) que me ajudasse a lidar com uma dengue e uma depressão de abandono bastante aguda. Fui atrás do mais perto de auto-ajuda que consegui: um filósofo pessimista. E, bem, foi bom pensar que de fato é melhor não colocar sua felicidade nas mãos de ninguém, que a mente precisa alimentar-se bem de bons pensamentos tanto quanto o corpo precisa de alimentos saudáveis e exercícios constantes, nenhuma grande novidade, é verdade. Mas é bom ver validade em atos de proteger-se em si mesmo de intoxicações dos outros, principalmente daqueles que só querem apontar os dedos e de nada realmente se importam com a vida alheia, senão com a deles própria. A malidicência não está presente no livro como um dos grandes inimigos da plenitude, mas é imprescindível pensar em como muitas das relações podem se estabelecer numa superficialidade tóxica, a maior parte delas inclusive. É raro encontrar quem sabe ir além e ainda manter-se autêntico, acho que esse seria o maior e mais importante exercício de felicidade nos dias de hoje, em que é quase inevitável deixar-se intoxicar pelos outros, pelos desejos de uma sociedade vendida e consumista. Haja discernimento em identificar o que é seu - e o que se quer pra si - e o que é só propaganda de um tipo de vida.
Não dá pra ser dito que é uma leitura fluida e simples, é importante estar focado pra captar a mensagem do livro. O tema solidão é o alvo central e como é bom para a mente, por vezes o autor parece ser meio pedante, quando se expressa que pessoas solitárias são mais inteligentes, cultas e etc. Não acredito muito nessa visão mas entendo e gosto dos meus momentos de solidão para refletir sobre o processo da minha jornada. Passando por cuidar da saúde física, mental, boa noite de sono e o que já sabemos que são importantes para nossa vida.
Gostei bastante do livro, pois ele aborda o que é importante saber se manter e estar sozinho. Saber conviver consigo mesmo, é saber se retirar da sociedade, até porque, segundo ele, as relações sociais nos prendem a questões menos intelectuais e até mesmo a coisas irrelevantes.
"Cícero diz: Nemo potest non beatissimus esse, qui est totus aptus ex sese, quique in se uno ponit omnia (Paradox. II) [Quem depende apenas de si e em si mesmo coloca tudo tem todas as condições de ser feliz]."
Me trouxe boas reflexões sobre a solidão e como eu me relaciono com ela e apesar de ir a extremos que eu particularmente não concordo, foi uma leitura importante pro momento pessoal que tô vivendo agora.
O filósofo apresenta questões práticas a serem vivenciadas consigo mesmo, destacando as vantagens da solidão e os aspectos negativos da vida em sociedade
"A felicidade é dos que bastam a si mesmos", como muito se prega nesse livro. Reflexões valiosas para quem busca auto conhecimento e auto suficiência. Recomendo.
"Todo dia é uma pequena vida. Cada despertar e levantar é um pequeno nascimento, cada nova manhã é uma pequena juventude. E cada ir para a cama e adormecer é uma pequena morte." (P. 36)