Filipa de Portugal morreu de peste negra, tal como a sua mãe, a 15 de Julho de 1415. Com 55 anos. No dia 25 partiam de Lisboa 240 embarcações e um exército de 20 mil homens, entre os quais D. Duarte, o Infante D. Henrique e D. Pedro. A Praça de Ceuta caía cerca de um mês depois. D. Filipa não esperaria outra coisa dos seus filhos…Mulher de uma fé inabalável, conhecida pela sua generosidade, empreendedora e determinada a mudar os usos e costumes de uma corte tão diferente da sua, Filipa de Lencastre deu à luz, aos 29 anos, o primeiro dos seus oito filhos. A chamada Ínclita Geração, que um dia, como ela, partiria em busca de novos mundos e mudaria para sempre os destinos da nação.Frei John, o tutor já tinha previsto o seu destino nas estrelas. Nasceu Phillipa of Lancaster, filha primogénita de John of Gaunt, mas aos 29 anos deixou para trás a sua querida Inglaterra para se casar com D. João I de Portugal. A 11 de Fevereiro de 1387 o povo invadiu as ruas da cidade do Porto para aclamar carinhosamente D. Filipa de Lencastre, Rainha de Portugal. Num romance baseado numa investigação histórica cuidada, Isabel Stilwell conta-nos a vida de uma das mais importantes rainhas de Portugal. Desde a sua infância em Inglaterra, onde conhecemos a corte do século XIV, à sua chegada de barco a Portugal onde somos levados numa vertigem de sentimentos e afectos, aventuras e intrigas.
Isabel Stilwell é jornalista e escritora. Directora do jornal Destak, foi directora, igualmente, da revista Notícias Magazine, tem um longo percurso na imprensa escrita e sempre se confessou apaixonada por romances históricos.
Um livro interessante, no entanto, considero que a autora deveria ter tido um maior cuidado na elaboração dos diálogos entre as personagens, que são demasiado coloquiais e completamente desadequados para o período que o romance retrata. Este aspecto enfraquece a reconstituição histórica e retira-lhe credibilidade.
The book follows closely historical facts, but it seems too free in the interpretation of feelings or the way the characters might have felt. The end of the book was moving, but a few details through the story disturbed me. One of those: the princess does not want to continue studying and is only interested in learning embroidery and how to play the PIANO... in 1410! Three centuries before the invention of the piano!
A couple of serious misspellings are not justified in a decently-presented 26th edition which is not precisely cheap according to Portuguese standards. Examples: *pretenção for "pretensão", or "tensão" when it should have been its heterograph "tenção".
“Filipa de Lencastre” é uma biografia romanceada da primeira rainha da Dinastia de Avis e a mãe da mais admirável geração de aventureiros portugueses. Acompanhamos a vida de Filipa desde os seus tempos de princesa em Inglaterra até à morte em 1415, pouco tempo antes dos filhos conquistarem Ceuta.
Confesso que gostei muito do livro, da pesquisa cuidada (quer em Inglaterra, quer em Portugal) e da forma de escrever de Isabel Stilwell. Mantendo-se fiel à História, ela atualiza a linguagem e as ações das personagens, transformando-as em seres mais próximos da atualidade e não figuras bafientas e formais da Idade Média.
Por incrível que pareça, gostei do livro sem gostar da personagem principal. Filipa de Lencastre não me atraiu – achei-a muito beata, rígida e pronta para julgar os outros como se fosse dona da verdade. O que “salva” a narrativa é um leque de personagens secundárias muito apelativo – o pai John of Gaunt, impulsivo e sempre a guerrear para se tornar rei de Espanha; a sua amante Katherine, que sacrifica o bom nome em prol do amor; a irmã Elisabeth, uma “feminista” medieval, que quer gozar a vida à sua maneira; e D. João I, desejoso de ser um bom rei, mas que não leva a vida demasiado a sério. Estas personagens deram um colorido especial à história e tornaram a leitura num prazer… que não consegui extrair da Filipa.
O livro divide-se em duas partes: a primeira centra-se na infância e juventude de Philippa enquanto solteira e princesa de Inglaterra, com especial atenção aos acontecimentos revolvendo o pai da jovem. A segunda narra a vida de Filipa em Portugal, o casamento, o reinado e os filhos, a quem mais tarde se chamou “a Ínclita Geração”. A vida e o contexto desta rainha são sem dúvida interessantes, capazes de fascinar o leitor e despertar a sua curiosidade. E apesar de haver sempre um pézinho atrás ante aquilo que nos chega sobre figuras históricas – afinal, registos não só não chegam todos, como expressam sempre o ponto de vista de alguém –, as probabilidades e o imaginário indicam Filipa como tendo sido uma mulher de admirar, e sem dúvida com um grande potencial enquanto protagonista de um romance histórico. No entanto, não fiquei completamente agradada com esta leitura, essencialmente por três motivos: a construção das personagens, a forma de narrar o encadeamento dos acontecimentos, e a própria maneira de escrever.
Não me lembro da última vez que chorei assim com um livro... primeira vez que leio um romance histórico, numa de experimentar novos estilos, e rendida estou.
Isabel Stillwell tem o dom de transformar as personagens enfadonhas dos livros de história (sim, estudar história era um martírio) em pessoas com quem nos conseguimos identificar (ainda que socialmente muito diferentes :p) e rir e chorar com elas, humanizá-las. Decerto nem todas, ou melhor, poucas foram as histórias que, apesar de tudo, foram belas e com amor presente entre as quatro paredes frias dos castelos.
Não é o tipo de livro que costumo ler e muito menos a época histórica que melhor conheço e que mais me interessa, por isso estava cética, mas acabei por apreciar esta leitura acessível e cativante. Acho que a história se torna muito mais interessante sobretudo quando a princesa parte de Inglaterra. Baseado em factos reais - e sendo um romance, com alguma ficção pelo meio - este é um bom livro para complementar conhecimentos e tentar perceber quem eram e como pensavam os protagonistas deste momento tão decisivo na História de Portugal.
Adorei conhecer esta rainha convicta dos seus princípios, doce e lutadora por aquilo que achava justo para um país que não era, originalmente, o seu. Forte, determinada e frágil ao mesmo tempo. Um verdadeiro gosto! Que livro tão bem escrito! Que carrossel de emoções! Este e o D. Teresa são os meus favoritos da Isabel Stilwell! Recomendo imenso e a narrativa flui tão bem que não consigamos parar de ler - e não queremos que o livro acabe.
Divido em duas partes distintas, Filipa de Lencastre de Isabel Stilwell retrata a vida de uma das rainhas mais interessantes da nossa história. Inglesa, veio para Portugal aos 26 anos para casar com D. João I e, segundo o livro, apesar de não ser uma mulher muito bonita, era extremamente inteligente.
A primeira parte do livro retrata a vida de Philippa enquanto princesa inglesa. Filha de John of Gaunt (filho do rei Edward III de Inglaterra) e de Blanche of Lancaster. Primogénita, Philippa era uma princesa calma, um pouco insegura com a sua beleza, mas muito curiosa em relação a todos os conhecimentos que se iam passando em Inglaterra, cedo mostrou que seria uma mulher muito inteligente.
A família seria muito importante para a Philippa que mesmo adoptando Portugal nunca esqueceria e trocaria cartas com a sua irmã Elizabeth e com a sua madrasta Katherine. Mesmo na corte viveu sempre rodeada de pessoas da sua confiança, inglesas, a quem fazia confidências, embora tivesse contacto com algumas portuguesas de quem gostava muito. A segunda parte do livro surge com a vinda de Filipa, agora em nome português, para o nosso país e com o casamento desta com D. João I, no sentido de estreitar relações com os dois países.
I loved this book. The personality of Phillipa (D. Filipa of Portugal) becomes stronger at each new chapter and the story is incredibly interesting from a historic, but also from a HUMAN point of view. My only doubt is: Can anyone, even doing a rigorous research (I am sure Isabel Stilwell did exactly that) understand and portray feelings of someone dead centuries ago? Of course, one can always imagine... Well, anyway, it is a great book, the reader will understand much better the history and culture of Phillipa's time and I for one am thankful to Isabel Stilwell for having written this book about one of our most important and illustrious Queens and the Mother of the most famous generation of royal infants, the "Ínclita Geração", as they are called in Portuguese!
I was teaching a class and a student had this book on their table as their reading choice of the moment. During the class, I took a moment to look through the book and I immediately thought it was truly interesting. Little did I know, a few weeks later the student would lent me the book and now here I am.
After reading it, I still think it is very good for children to learn a bit more about the history of Portugal. I highly enjoyed how the writer was able to adapt her writing for the younger audience, as it grabs their attention from the first page until the last.
Also, Filipa de Lencastre was a very powerful queen, mother and woman. I have always loved seeing how different women throughout history have embraced or defined the role of 'woman.' Filipa was an incredible woman—she was a mother of eight, yet she was also very intelligent, passionate about knowledge, and responsible for governing the kingdom during the years the King and their sons were away.
I would 100% recommend this book (and the others from this collection) to a child who is interested in history or who wants to learn a bit more about the country’s history, especially our powerful queens.
Como amante da nossa história não posso deixar de AMAR este livro!Esta monarca é de uma inteligência nunca antes vista, sendo revolucionária quer na arquitetura quer nos costumes da corte. D. Filipa, a mãe da Ínclita Geração, a mãe que deu um a educação rígida aos seus filhos para que estes mudassem para sempre a história do nosso país, dando mais mundos ao mundo!
«Não consentiu a morte tantos anos Que de Herói tão ditoso se lograsse Portugal, mas os coros soberanos Do Céu supremo quis que povoasse. Mas, pera defensão dos Lusitanos, Deixou Quem o levou, quem governasse E aumentasse a terra mais que dantes: Ínclita geração, altos Infantes.»
A primeira parte do livro acontece em Inglaterra, e MEU DEUS! Ainda não tinha lido um romance histórico que desenvolvesse as intrigas nas cortes inglesa, confesso que fiquei com uma pulga atrás da orelha e por conta deste livro quero ler alguns livros sobre esta época histórica em Inglaterra.
A segunda parte ocorre nas nossas terras, onde foi bastante agradável ver a influência da monarca no nosso país. D. Filipa tinha uma paixão pela arquitetura, influenciando muito os paços de Sintra (imagem da capa), de Leiria , Santarém entre outros. Gostei da forma como a relação dela com D.João I foi desenvolvida, embora saibamos que pode ser só fruto da imaginação da autora também temos que ter em conta que a monarca chegou a ser mãe depois dos 40 e que existe muita influencia da sua mão no desenvolvimento da corte.
Embora o centro da história deste livro recaia sobre os ombros de D.Filipa, temos que admitir que o livro é bastante rico em personagens secundárias bastante fortes tais como Elisabeth (irmã), John Gaunt (pai), Katherine (amante de Gaunt e posteriormente madrasta), D. João I (esposo), D. Nuno Alvares Pereira... Emtre outros, que tornam a hist��ria bastante rica e maravilhosa.
Recomendo este livro a todos os amantes de história, e para quem não sabe por onde começar no género!
D. Filipa de Lencastre é uma das rainhas mais emblemáticas da nossa história. Nascida e criada em Inglaterra, no seio da família real, Phillippa of Lancaster (o seu verdadeiro nome) viaja para Portugal aos 28 anos para casar com o primeiro Rei da Segunda Dinastia, D. João I, com o objectivo de reforçar a união entre os dois países. Do seu casamento, nasceram 8 filhos, a chamada Ínclita Geração, que deu início à era dos Descobrimentos Portugueses.
Como já tive oportunidade de referir aqui, tenho um imenso gosto pela história, e tudo o que se refira à do nosso país tem mais interesse ainda. Este livro, que acompanha toda a vida de Filipa de Lencastre, está dividido em duas partes distintas: a primeira relata o que sucedeu na vida de Filipa de Lencastre antes de viajar para Portugal; a segunda cobre o período no qual foi Rainha de Portugal. De um modo geral, e como seria de esperar, o livro é essencialmente baseado na sua personagem principal e gira em torno dos seus pensamentos, emoções, alegrias e desilusões.
Tenho de confessar que senti um pouco falta da "intriga política", por assim dizer, que era bastante prolífera na altura. Por outras palavras, achei que poderia ter havido um pouco mais de enquadramento histórico, mas isso é única e exclusivamente uma questão de gosto pessoal. No que diz respeito à descrição dos costumes do período em causa, o livro permite-nos ter uma boa visão das mentalidades e das diferenças entre classes e entre homens e mulheres. Por fim, a escrita da Isabel Stilwell não me deslumbrou... a simplicidade é uma vantagem quando é bem utilizada, o que não me pareceu o caso. Posso dizer que a escrita é competente mas nunca muito cativante.
De um modo geral, para quem se interessa por este tipo de livros, é uma leitura agradável e, na grande maioria das vezes, interessante.
Livro admirável (até pelo número de edições) onde a autora nos segura da primeira à última página. Nele descobre-se uma mulher, uma rainha e uma mãe ímpar, corajosa, extremamente humana e até sensual, apaixonada pelo esposo e muito extremosa com os filhos. Conhece-se igualmente a corte portuguesa contrastante com a inglesa mas que, na minha opinião, a nossa fica em vantagem pelo humanismo e calor do povo português. Não atribuo 5 estrelas ao livro por algumas imprecisões (???) históricas que não encontrei nos outros livros da autora mas que penso que devem ser de ter muita atenção a quem escreve este tipo de literatura. Neste caso a autora refere-se a "bolas numa árvore de Natal" (p. 141) em 1378. Achando estranho, fiz uma pesquisa e o que encontro de unanimidade é que a primeira árvore de Natal foi decorada Na Letónia, Riga em 1510 (132 anos depois). Há uma alusão ao jogo de poker " (...) Philippa sabia que ele se sentia como um homem que joga poker e lhe sai o trunfo mais alto (...)" (p. 413). Atendendo ao que se conhece do poker como jogo com este nome e esta forma de jogar, dificilmente ele existiria em 1399... Pelo contrário, a descrição dos actos obstétricos com os nascimentos dos príncipes são muito interessantes. Em resumo, uma historia empolgante mas onde Isabel Stilwell não me parece (ainda) no seu melhor sendo porém, ao que me é dado saber, o seu primeiro romance histórico.
Acho que comecei a ler este livro com demasiadas expectativas. Talvez porque havia gostado de "D. Teresa" da mesma autora, ou porque D.Filipa de Lencastre é uma das mais bem amadas rainhas de Portugal. O certo é que me decepcionei. A narrativa é dolorosamente lenta. Principalmente depois do casamento e embora seja dada alguma dimensão à personagem principal e a D. João I, todas as outras que as rodeiam são uni-dimensionais. Para além disto (e já o tinha dito na critica que fiz a "D. Teresa) a linguagem é extremamente informal, chegando ao ponto de a autora ter utilizado expressões atuais como por exemplo Henry a pensar que a palavra "ficar" não faz parte do dicionário do pai, quando naquele tempo poderiam existir lexus, mas não dicionários. Mais uma vez parece-me existir um erro com as datas. Na pagina 503 a data do cabeçalho é 16 de agosto de 1414, Mas quando D. Filipa regressa ao presente depois das suas divagações eis o que a autora escreve na pagina 509 (escrevo em inglês visto ser a versão que li): " Philippa returned to the present, to the warm night of August 16, 1412..." Confusing isn't it? Pois...
Esta autora tem o dom de nos transportar para a corte real da época, sem dúvida...
A árvore genealógica apartir de John de Gaunt, é no mínimo curiosa... 3 esposas e uma amante, das quais resultaram 9 filhos. Os legítimos e os ilegítimos!
Filipa, de princesa inglesa ignorada a Rainha de Portugal!
Filipa de Lencastre alcançou os seus objetivos: ser mãe mais dedicada do que a dela fora, manteve a fé a Deus, e ser feliz ao lado do fiel D. João I.
Este livro é uma autêntica injeção de cultura! Adorei!
A história da vida de Filipa de Lencastre contada de uma maneira que nos agarra da primeira à última página, embora, tenha achado a vida de D. Teresa com uma escrita mais consistente, já que este apesar de vir cronologicamente a seguir, foi o primeiro da autora. Dou por mim a ler o livro e a lembrar-me dos nomes que aprendi nas aulas da escola, em que tínhamos de saber o nome dos reis. É um prazer lembrá-los agora em histórias sem "decoranço" e chegar à conclusão que foram personagens normais, com problemas como todos nós, apenas viverem em épocas, em que o berço dizia muito.
O livro retrata os principais episódios da vida de Filipa de Lencastre, desde a infância em Inglaterra até à sua morte e Portugal. Pretende, sobretudo, mostrar a importância desta mulher na nossa história ; tal como diz o subtítulo do livro, foi uma rainha que mudou Portugal - tanto nos usos e costumes como na educação que deu aos filhos, ajudou a traçar o nosso destino. Os livros desta autora lêem-se muito facilmente e são uma boa forma de aprender História, de um modo muito agradável.
I am definitely not mourning the death of a character that had obviously to die at the end. Obviously I am not stupid enough to get emotionally destroyed by the death of the one character that even if you know nothing about Philippa's life, you knew that was going to die at the end.
Oh gosh, who am I kidding? Yes, I am mourning her death. Yes, I am emotionally destroyed. Yes, I am in ghr very beginning of the first reading slump of the year, because there's absolutely no way I will want to read anything after the beautiful ending of this book. AND I AM FINE WITH THAT. WHAT I AM NOT FINE WITH IS PHILIPPA'S DEATH.
The book is beautiful. A romance, there's no doubts about that much - I don't think I have ever seen so many arraged marriages that work out so well together in the same book. But I don't think I would have wanted it in any other way. I knew I was coming for a romanticized version of History and I don't leave disappointed. That's what I got and it was beautiful and I will be forever in love with this Stilwell's version of D. João I, Philippa of Lancaster, John of Gaunt and all the other characters.
I felt in love with the characters, just as I felt in love with the writing style and the story. Real characters mixed with fictional ones, in a story that could very much be the reality (with a little too much love, but what's life without love?!). The devotion of Philippa, the sweet gestures of D. João, the pride and greed of a John of Gaunt so deeply in love with Katherine, the bounds and relationships between friends and sisters and brothers that are to die for.
All I wish was more time. Why had time to go by so fast? Why not give a few more glimpses of these extraordinary characters in each year? Longer chaprers, more chapters. I don't care. I would have read a book twice the size of this one if I could get that. The writing style is definitely good enough for that.
And a bit more emotion, which would have definitely been possible with more time, to show how the deaths affected everyone, specially Phillipa, who loved so deeply and yet couldn't show it. I am not asking for tears, that's not who Phillipa was, but the description of pure motherly fear for Afonso that allowed her to forget protocole, the pain she felt when Blanche died, all the three Blanches. More of that, more time to see her dealing with that. That's all I wish I could have had.
And more of João and Philippa, because they were so ridiculously sweet and a part of me knows the real João and Philippa couldn't have been really like this, but I just don't care. Stilwell makes it all sound credible, makes me believe it and so I will believe it, because it makes me happy, thank you.
More things I can't forget when I write this review? The predictions, in the stars, which fits so well the book about the mother of the generation that guiding themselves by the stars built an Empire, and from the gypsy - I know deep down they were unlikely to have happened, but one can always dream and it would have been so good. Also my undying love for this absolutely gorgeous ending that couldn't have been better - but I think I had already mentioned that along with my stupidity for allowing myself to love so much the one woman I knew that couldn't be alive at the end of this book, hadn't I? Oh well, now I mentioned it again, which is fine, because, trust me, this ending? GORGEOUSLY BEAUTIFUL.
Full review coming soon (yes, this is not my review, just a long description of my love for this book that feels my heart with joy)!
D. Filipa de Lencastre é uma das rainhas mais emblemáticas da nossa história. Casou com D. João I, primeiro rei da Segunda Dinastia, e teve oito filhos. Esta descendência foi chamada de Ínclita Geração por Luís de Camões. A educação dada pela rainha foi preponderante na formação dos seus filhos, que deram início à Era dos Descobrimentos Portugueses. O livro permite-nos ter uma visão dos costumes da época, nomeadamente das mentalidades e das diferenças entre classes e entre homens e mulheres. Para quem gosta de História e de romances, é um livro que aconselho.
É um bom livro. A escrita é muito acessível e de leitura fácil. Embora romanceado, é fiel aos factos históricos e muito interessante para quem pretende conhecer um pouco mais da história de Portugal numa versão light. Foi o primeiro livro de Isabel Stilwell que li e fiquei com vontade de ler mais.
Ponderei muito entre dar 3 ou 4 estrelas a este livro. Seria, portanto, um 3,5. Gostei do livro, não me interpretem mal, mas talvez tivesse as expectativas altas? Digamos que, gostei da história, mas não gostei tanto da escrita.
Tive muita curiosidade em ler este livro porque me interesso bastante pela história europeia, e também pela história das monarquias: as intrigas, as relações entre as casas reais, que eventualmente levaram a conflitos como por exemplo a guerra dos 100 anos, as guerras das rosas, etc. Sendo que Filipa de Lencastre se insere neste capítulo da história e, melhor, da história de Portugal, e, ainda, sendo a matriarca da ínclita geração, fiquei muito entusiasmada.
Mas confesso que me desiludiu um pouco. O que torna o livro interessante é só o facto de sabermos que retrata personagens verídicas e momentos importantes da nossa história; mas isso não é devido à escritora, pois não foi ela quem "inventou" as personagens. A escritora já tinha uma história interessante à sua disposição que, a meu ver, não soube aproveitar tão bem como poderia.
É-nos contada a vida de Philippa e da sua família, mas quase como um relato. A escritora poderia ter dado mais interesse aos factos que nos conta. Há poucas intrigas, pouco suspense, pouco detalhe, pouco desenvolvimento das relações entre as personagens. Algumas histórias acabam repentinamente sem nos ter sido contado com emoção e com detalhe tudo o que se passou. Apenas nos é contado que esse facto aconteceu. Há uma introdução, e uma conclusão, mas o desenvolvimento é pouco.
Por exemplo: "hoje o meu pai foi à caça". Certo, e como foi a caça? onde? com quem? o que caçaram? "hoje soube que vou ter um filho". E como foi saber da gravidez? como soube? a quem contou? como foi a reação? como foram os preparativos para o parto? como é estar grávida na época? "hoje passei o dia com os meus filhos a ensiná-los a escrever". O que ensinou aos filhos? como foi ensiná-los? Como se sentiu? e para eles, como foi?
Quando só há factos e não há detalhe é mais difícil afeiçoar-nos às personagens, porque não nos sentimos inseridos na narrativa. Em muita da acção, quando o suspense e/ou a intriga parece que vai começar, termina repentinamente.
O livro está dividido em duas partes, o que me agradou: a sua vida como princesa de Inglaterra e a sua vida como rainha de Portugal. A primeira parte é bem mais interessante que a segunda.
As personagens inglesas - John, Katherine, Chaucer, a própria Philippa e os seus irmãos - são personagens mais trabalhadas: as suas descrições, o seu caráter, os seus sentimentos. Apresentam-nos várias cenas das suas vidas durante décadas para percebermos ao pormenor como são. Contudo, assim que chegamos a Portugal, somos bombardeados com dezenas de personagens tão rapidamente, e com tão pouco detalhe, que não ficamos a conhecer, realmente, nenhum deles. Passa tudo tão depressa, que tão facilmente aparecem personagens como desaparecem, sem deixar marca ao leitor.
Também achei a escrita demasiado simplista e informal. São usadas expressões e formas de falar nada adequadas à época, muito corriqueiras. Os diálogos têm pouca essência, são demasiado simples e por vezes até perdemos o fio a quem está a falar no decorrer de diálogos com várias pessoas, porque faltam referências a quem está a falar. As próprias descrições da acção são banais, por vezes parecia-me um livro para adolescentes. (É de tal forma tão simples e "fácil de ler" que eu, que leio pouco: consegui ler 500 págs em 15 dias)
E ainda, outra coisa que me desiludiu, e talvez tenha sido por isso que acabei por classificar o livro com 3 estrelas (e não 4), foram os erros históricos. Gosto de história, mas não sou de todo uma expert, e mesmo assim reconheci vários erros que a escritora não deveria deixar passar… e não são “alterações propositadas para se ajustar ao que a escritora nos quer contar”, como às vezes os escritores fazem e deixamos passar pois servem para embelezar a narrativa. Estes são simplesmente erros de distração da escritora. Exemplos:
- A escritora chama (mais do que uma vez) “rainha-mãe” a Joan of Kent - Joan of Kent nunca foi rainha-mãe, porque para isso é preciso ter-se sido rainha consorte, e ela nunca o foi. Ela foi casada com o herdeiro, mas ele faleceu antes de subir ao trono. Logo Joan nunca foi rainha consorte. Sim, ela foi mãe do rei Richard, mas isso faria dela “mother of the king” e nunca “queen mother”.
- Mary de Bohun ressuscitou? - a escritora menciona que o irmão de Filipa - Henry - ficou viúvo, o que está correto porque a sua esposa Mary de Bohun faleceu jovem. Depois, passados alguns capítulos (e avançados 10 anos na história) a escritora menciona que a enteada de Filipa vai conhecer o seu irmão Henry e a cunhada Mary… Mary já estava morta há mais de dez anos.. e a escritora já o tinha mencionado. Mais, neste momento da visita, Henry já era rei. Mary faleceu antes disso, ela nunca chegou a ser rainha. Era impossível neste momento da história a esposa do rei ser Mary.
- A escritora menciona (mais do que uma vez) que John Holland - o 1º marido da irmã de Filipa - foi executado pelo "malvado" rei Richard. Ele foi executado, sim, mas pelo rei Henry IV. O erro não seria tão grave se a razão para a execução de John Holland não fosse exatamente a sua lealdade ao rei Richard (que era seu meio-irmão). Richard nunca o teria executado. John Holland tentou destronar o rei Henry IV e recolocar Richard no trono. Quando falhou, Henry mandou executá-lo. E mais, quando John Holland foi eventualmente executado, o próprio rei Richard também já estava morto, era complicado ter sido ele a mandá-lo matar.
- Datas – num dos capítulos estamos em 1414. Mais tarde, estamos em 1412. E não é por um “recuar no tempo”, não é um flashback. A história segue corrida, mas há o erro nas datas. Noutro momento, pela mesma altura de 1412/1414, a escritora menciona que o infante Fernando fica no quarto de brincar (e não no quarto de leitura) porque é apenas um bebé. Ele nasceu em 1402. Teria cerca de 10 anos nesta fase.. seria criança, sim, mas não um bebé.
São erros de distração, que, tendo em conta que o livro já tem vários anos, já deveria ter sido corrigido.
Conclusão, não adorei, mas gostei do livro porque é bastante interessante lermos sobre as três gerações: John of Gaunt; Filipa e João I; e a Ínclita Geração. É sempre interessante ler como Filipa cresceu, como eram as suas vidas na época, como se deu o casamento que deu origem à mais longa aliança diplomática ainda em vigor, como foram criados os seus filhos que foram tão importantes para a história do país, etc. Gosto bastante de aprender sobre isso. Apenas penso que poderia ter sido mais esmiuçado e trabalhado, porque ficamos com a ideia de que nos foi tudo contado muito “ao de leve”, sabe-nos a pouco.
Que livro fabuloso! é uma óptima historia, sobre pessoas inspiradoras. Acho que gostei tanto deste livro, porque nos dá a oportunidade de saber um bocadinho mais de dois países (Inglaterra e Portugal)e conhecer, tão melhor, a história de lugares que nos são tão familiares. Para começar, uma das razoes que me deixou logo feliz, foi dar conta que a Filipa de Lencastre é uma das descendentes da casa de Lencastre de Inglaterra (casa esta retratada pela escritora Philippa Gregory na sua trilogia "senhora dos rios", "rainha branca" e "rainha vermelha", os quais eu tenho e já tive a oportunidade de ler um). É um livro que não tem partes monótonas, não é demasiado descritivo sendo que diz as coisas importantes sem ser demasiado redutor e tendo um fio condutor que nos instiga a querer saber mais e ver como se vai desenvolver a historia desta princesa e depois Rainha, que tão importante foi na sua época. Fiquei a gostar imenso das personagens, como se já as conhecesse, o que fez com que ficasse tão triste aquando da morte de Filipa (apesar de já saber à priori que ela morreria, uma vez que é algo que diz logo na contra capa). Isabel Stilwell é uma óptima contadora de histórias e maravilhosa escritora (pelo menos no que se refere a este livro, uma vez que foi o primeiro que li dela). Recomendo vivamente e graças a este livro, já pertence à minha estante o D. Maria II da mesma autora.
Adorei este livro. Nele é retratada a vida de D. Philippa de Lancaster, mais tarde conhecida como D. Filipa de Lencastre, Raínha de Portugal! Devo desde já dizer que, com muita pena minha, tenho uma forte lacuna de conhecimento no que diz respeito a História, principalmente da época dos reis. Talvez por isso, adorei a forma como Isabel Stilwell me ensinou este pedaço da História, desde o nascimento de D. Phillipa de Lancaster em Inglaterra até à sua morte, aos 55 anos, de peste, em Portugal. Pelo caminho assistimos a alianças e conquistas, vitórias e derrotas. D. Filipa teve 8 filhos, 2 dos quais faleceram muito novos.
Este livro retrata a vida da rainha Filipa de Lencastre desde os seus 4 anos até à data da sua morte. É extremamente envolvente uma vez que desde o primeiro capitulo até ao final, há uma enorme vontade de descoberta e curiosidade pela vida dela. Não sei em que medida se estende a ficção mas a forma como está contado é absolutamente maravilhosa mesmo para quem não percebe muito de História, como é o meu caso. Apenas acho que peca no diálogo das personagens, ou seja, acho que por vezes são utilizados termos e frases que não se deviam usar naquele tempo. Por vezes achei que seria mesmo impossível há tanto tempo atrás pensar-se de uma certa forma. Mas recomendo muito, vale mesmo a pena.
I really enjoyed reading this book by Isabel Stilwell, my first by this author. A gripping narrative style and believable characters. One can also get a feeling for how the English and the Portuguese aristocracy lived in the Late Middles ages. For those readers who enjoy historical novels, I suggest you give it a go. I didn't give it 5 stars because Ms Stilwell does make some historical errors in quite a few parts of her narrative. Other reviewers have mentioned them, so I won't go into details. But aside from that, Filipa de Lencastre is a very good read.