'50 anos a mil' e a autobiografia de Lobao, que conta neste volume ilustrado, a historia do menino que queria ser jogador de futebol e acabou entrando para o cenario do Rock brasileiro. As musicas, os amigos, as confusoes com a policia - o grande lobo nao poupa nada nem ninguem.
Lobão, nome artístico de João Luiz Woerdenbag Filho é um cantor, compositor, escritor, multi-instrumentista, editor de revista e apresentador de televisão brasileiro. É um dos poucos artistas ou intelectuais brasileiros de vertente conservadora, tecendo elogios ao filósofo Olavo de Carvalho e ao Instituto Mises Brasil.
Nunca fui fã da música do Lobão. Tirando o maravilhoso e, pra mim, clássico, Ronaldo Foi Pra Guerra, o resto eu ouvia no rádio e tudo bem. Depois desse livro virei fã da pessoa, do João Luiz Woerdenbag Filho.
50 Anos a Mil conta de uma jeito informal, franco, engraçado e, por vezes, duro a interpretação do Lobão de seus primeiros 50 anos de vida. Ele promete mais 50. O livro passeia por uma mistura de folhetim, policial noir, filosofia e comédia; com uma pitada de direto-das-páginas-dos-jornais por cima. É justamente nessa parte factual, resgatada de exposições prévias à mídia (entrevistas, depoimentos, editoriais e artigos) e organizada pelo co-autor, o jornalista Cláudio Tognolli, que a leitura escorrega. As duas vozes não se dão: a narração do Lobão é cheia de personalidade e as interrupções do Tognolli (transcrita de tais artigos com a função de corroborar os fatos) é tão seca e fraturada que se lê como uma lista de supermercado. Lá pela metade do livro comecei a pular estas partes, a princípio com dor na consciência, depois sem dó nem piedade e, no fim, com prazer.
Passei uma três madrugadas devorando cada estória, rindo das enrrascadas e passeando com o Lobão por um Rio que eu também conheci. Tomei muito chopp no Baixo Leblon, subi morro (e a Estrada das Canoas), fui detida em blitz e paguei policiais bandidos, tive minha mutuca confiscada e depois usada por mais policiais mais bandidos, ouvi jabá no rádio, fui pra sarau de colégio, chorei na morte do Cazuza, passei carnaval em Pedro do Rio... E descobri que aí é que tá o charme do Lobão, e do seu livro: ele é um de nós, um cara. Com uma salpicada de molho especial por cima, mas, ainda assim, um de nós.
Recomendo o livro pela diversão, pelo insight, pela fofoca e bastidores da vida de uns e outros famososo, pela filosofia e brilhantismo dessa figura que é o Lobão. Tiro uma estrela pela parte do Tognolli, e pela falta de cuidado na revisão: a gramática e a ortografia importam sim.
Pequeno pobre garoto rico, está é a primeira impressão que tive ao ler o livro. Eu tive uma infância pobre e sei como é, Lobão tenta passar uma imagem de rapaz pobre que, pelo menos para quem realmente viveu a pobreza, não cola. Não quero com isso dizer que o livro é ruim, pelo contrário, gostoso de ler e bem nostálgico para quem viveu os anos 70 e 80 e conheceu, mesmo que de longe, pelo rádio ou tv, os personagens que fizeram e fazem parte do universo de Lobão.
Sem dúvida um dos melhores livros que li na vida. Cheio de sinceridade, Lobão narra momentos hora cômicos, hora trágicos. O artista conta não apenas a sua trajetória, mas a história de uma época, a trajetória de toda uma geração regada a muita música e marcada por personalidades únicas. Recomendo para qualquer pessoa, mas principalmente, a aqueles que se interessam pela música brasileira. Para quem é mais novo como eu e não conseguiu acompanhar, por exemplo, o rock brasileiro nos anos 80, esse livro é quase que um dicionário. Lobão tem uma vida muito rica tanto quanto músico e artista, quanto como pessoa. Após ler a obra não há como indentificá-lo como um dos grandes expoentes da história recente do brasil. Um livro nota 10.
Honestamente não sei o que eu esperava com esse livro. Pura e simplesmente o Lobão é um mala, nada do que aconteceu na vida parece culpa dele, isso sem contar que passa longos trechos descrevendo com o criou músicas que ninguém lembra. Saudades dos Arthur Dapieve e seus registros históricos do BRock dos anos 80.
Adoro biografias e não poderia deixar de ler desse cara tão polemico e que fez história na música brasileira. Gostei, mas tive a impressão de que Lobão estava o tempo todo se justificando de tudo.
Como todo bom leitor, é necessário ler de tudo um pouco. Eu amo biografias de músicos e tudo que envolve música. Como foram feitas, pensadas e apresentadas, seja em forma de vinil ou streamming. Música é essencial. E não ter preconceito com seus tutores é importante (hello, irmãos gallagher). . Ler 50 anos a mil me fez conhecer um garoto super protegido pela familia, amado pelos avós, envolto de tradiçoes e espiritualidade tornar-se num homem culto, intelectualmente ativo e buscador de um ideal de vida que para muitos era utópico, mas para a imprensa brasileira era um absurdo. . Imagina que louco (sic) um cara chamado João Luiz Woerdenbag – sim, é difícil acreditar que o lobo mau do rock tupiniquim tenha esse nome de almofadinha –, ter tantas tretas com a polícia, consumir exacerbadamente entorpecentes, viver loucas aventuras amorosas, crescer numa estrutura familiar decadente (avec elegance) e, transformar isso tudo num repertório musical indelével no cancioneiro brasuca. . Um adendo: parei para ouvir Lobão e pasme! Eu conheço MUITAS música do lobo mal. E são ótimas! O livro é intenso, é engraçado, é histórico, tal qual a dupla explosiva que ele formava com o Cazuza: Sexo, drogas, leite com nescau e rock and roll.
Uma biografia bem interessante! Retrata bem os bastidores do rock nacional dos anos 80 e a inspiração de diversas músicas suas, como "Me Chama", "Vida Bandida", "Canos silenciosos", dente outras.
O texto em si, em certos momentos se tornam massivos e em outros rápido demais, quando deveriam se aprofundar na história.
Mas esse é um daquelas biografia que se propõe a contar toda a história da pessoa e não apenas a visão de um determinado ponto da vista da vida de alguém!
Mas o que me chamou bastante a atenção foi a sua história de vida. Um vida dura, com diversos problemas familiares e de relacionamento.
A lição que fica, é que os filhos se espelham em seus pais até nos momentos de dificuldades, logo, suas atitudes em momentos difíceis, também definirão as atitudes de seus filhos, assim como lobão o fez, usando o suicidou e as drogas para enfrentar seus momentos de baixa.
Também mostra o amadurecimento depois de levar tantas "surras" da vida.
Enfim, essa é uma biografia que conta a vida do Lobão e também te ajuda a enxergar o motivo de muitas das suas atitudes.
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Que bela biografia! Além de narrar de forma crua a trajetória de um dos melhores artistas do país, mostra os bastidores da cena rock dos anos 80 que pouca gente tinha acesso. Lobão é, acima de tudo, sincero. Doa a quem doer. Cada vez mais fã desse cara!
Livro excelente! Se você era adolescente ou jovem nos anos 80, precisa ler! Vai entender o que aconteceu nos bastidores de tudo que você testemunhou. E vai entender porquê Lobão é contra o PT e a Dilma.
O livro começa com algumas lembranças bem malucas depois vai ganhando pique. Leitura leve e divertida. Eu não sou muito fã de biografias, mas esta me distraiu. Boa leitura para a praia.