A aventura de um grupo de boiadeiros, cavaleiros, pelo interior do Mato Grosso, em busca no grande Tuaiá, mundão das cabeceiras do rio Paraguai ou do Xingu, talvez Bolívia ou Peru ou Colômbia ou Guiana, de um país novo: Figueira-Mãe.
Poderíamos encontrar alguma semelhança na prosa de Guimarães Rosa para estreitar o conteúdo do livro e orientar o futuro leitor. Para ouvir como as pessoas adaptaram o idioma às necessidades do sol, da selva e da fauna.
Para ampliar esse mesmo conteúdo, posso dizer que existe uma continuidade, um eco distante e ainda muito forte dos gaúchos de Sarmiento. "Como nas demais regiões americanas, do Oregon e Texas até o outro extremo do continente, povoava as campanhas uma linhagem peculiar de pastores equestres. Aqui, no sul do Brasil e nas coxilhas do Uruguai, chamaram-se 'gauchos'. Definia-os seu destino, não sua ascendência, que lhes importava muito pouco e que, em geral ignoravam." {Jorge L. Borges; prólogos, com um prólogo de prólogos, cia das letras}
Assim, a leitura do livro nos mostrará leitores rudes da bíblia, discipulos solitários de Antonio Conselheiro, poetas, ex-militares, todos fugindo. Gaúchos do centro-oeste desse imenso continente sul americano. Uma corrupção daqueles que conhecíamos do extremo sul. Original, agreste, rude e bela.