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Madona dos Páramos

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A aventura de um grupo de boiadeiros, cavaleiros, pelo interior do Mato Grosso, em busca no grande Tuaiá, mundão das cabeceiras do rio Paraguai ou do Xingu, talvez Bolívia ou Peru ou Colômbia ou Guiana, de um país novo: Figueira-Mãe.
Poderíamos encontrar alguma semelhança na prosa de Guimarães Rosa para estreitar o conteúdo do livro e orientar o futuro leitor. Para ouvir como as pessoas adaptaram o idioma às necessidades do sol, da selva e da fauna.
Para ampliar esse mesmo conteúdo, posso dizer que existe uma continuidade, um eco distante e ainda muito forte dos gaúchos de Sarmiento. "Como nas demais regiões americanas, do Oregon e Texas até o outro extremo do continente, povoava as campanhas uma linhagem peculiar de pastores equestres. Aqui, no sul do Brasil e nas coxilhas do Uruguai, chamaram-se 'gauchos'. Definia-os seu destino, não sua ascendência, que lhes importava muito pouco e que, em geral ignoravam." {Jorge L. Borges; prólogos, com um prólogo de prólogos, cia das letras}
Assim, a leitura do livro nos mostrará leitores rudes da bíblia, discipulos solitários de Antonio Conselheiro, poetas, ex-militares, todos fugindo. Gaúchos do centro-oeste desse imenso continente sul americano. Uma corrupção daqueles que conhecíamos do extremo sul. Original, agreste, rude e bela.

448 pages, Paperback

First published January 1, 1981

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About the author

Ricardo Guilherme Dicke

10 books1 follower
Ricardo Guilherme Dicke (Raizama MT 1936 - Cuibá MT 2008). Romancista, contista e artista plástico. Entre sete irmãos, é filho primogênito de garimpeiros, o alemão João Henrique Dicke e a brasileira Carlina Ferreira do Nascimento Dicke. Inicia seus estudos numa pequena escola em Cuiabá, para onde se muda em 1941. Por volta de 1965, casado, vai residir no Rio de Janeiro, e estuda pintura e desenho com Frank Skchaeffer (1917) , Ivan Serpa (1923 - 1973) e Iberê Camargo (1914 - 1994). Conclui bacharelado em filosofia, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, em 1971. Trabalha como revisor no jornal O Globo entre 1973 e 1975. Em 1977, publica o romance Caieira. Apresenta a dissertação Conjunctio Oppositorum no Grande Sertão, e se torna mestre em estética, em 1982. Quatro anos depois, o romance A Chave do Abismo é editado; seguido por Último Horizonte, em 1988. Em 2004, é nomeado doutor honoris causa pela Universidade Federal de Mato Grosso. Tem seu romance O Salário dos Poetas adaptado para o teatro pelo diretor português João Brites, encenado em Portugal pelo grupo de teatro experimental O Bando. Sua obra configura um regionalismo ligado a Mato Grosso e às filosofias fenomenológicas de Heidegger e Merleau-Ponty, e se distancia das canônicas vertentes nordestinas.

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Profile Image for Erwin Maack.
452 reviews17 followers
December 13, 2010
Uma viagem pelas palavras, pelo país ainda desconhecido, uma visão inédita. Uma obra prima. Ele possui a mesma alma de Guimarães Rosa, com uma voz toda própria, uma das camadas das nossas realidades.
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