JOSÉ JORGE LETRIA nasceu em Cascais, a 8 de Junho de 1951. Estudou Direito e História e é pós-graduado em Jornalismo Internacional. Com dezenas de livros publicados em diversas áreas, foi distinguido com importantes prémios literários nacionais e internacionais. É um dos mais destacados nomes da literatura infanto-juvenil em Portugal e autor de programas de rádio e televisão. Está traduzido em várias línguas. Integrou, com José Afonso, Adriano e Manuel Freire, entre outros, o movimento da canção de resistência, tendo sido agraciado em 1997 com a Ordem da Liberdade. Foi, durante oito anos, vereador da Cultura da Câmara de Cascais. É, desde Janeiro de 2011, Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores. É co-autor, com José Fanha, de várias antologias de poesia portuguesa.
Era uma vez um cravo nascido no mês mais puro com pétalas de esperança e perfume de futuro
José Jorge Letria é um autor prolífico em termos de biografias e de obras infanto-juvenis, género onde não há tema que lhe escape, aliando a pedagogia à sensibilidade ou à diversão. Só para a celebração do 25 de Abril publicou várias, mas esta de 1999 é, de facto, muito especial, como costumam ser aquelas em que faz dupla com o filho, André Letria, como já tinha sido o caso de “A Guerra”. “Era uma vez um cravo” é mais do que Abril explicado às criancinhas e se as suas ilustrações a preto e branco parecem simples, o toque de vermelho dos cravos e das palavras-chave traz-lhe o fulgor necessário. Seguindo a história do cravo e da D. Floripes, a florista que tem um filho no exílio e outro na Guerra do Ultramar, assistimos aos acontecimentos desse dia único e à saída para a rua dessas flores simbólicas.
Os cravos eram baratos e toda a gente os queria tinham a cor garrida da festa da poesia
Gostei muito de ler a perspectiva do Cravo, só não compreendi a forma como alteraram a origem deste símbolo. A história da d. Floripes é comovente, sim, mas não percebi se esta personagem existe na vida real...? Por outro lado, sabemos que a d. Celeste Caeiro existe e este livro poderia lhe ter feito uma bonita homenagem. Espero que os portugueses possam homenageá-la enquanto ainda é viva, e não apenas após a sua morte!
“Era Uma Vez Um Cravo” é um livro escrito por José Jorge Letria sob a forma de um poema. Conta a história de um cravo na manhã do dia 25 de Abril de 1974. Uma florista ofereceu-o a um militar que passou pela frente da loja dela. Pô-lo na sua espingarda. Há muitos desenhos da vida lisboeta na madrugada da revolução: as praças, as pessoas com penteados e roupas típicas dos anos setenta… Mas até para mim, um cidadão de um outro país, o poema deu-me um sentido de emoções do povo: a alegria, o orgulho, o alívio de serem libertados enfim.
Chama-se Era uma vez um cravo e conta a história em verso do país antes do 25 de Abril e ao longo daquele dia, em Lisboa. A personagem principal é a D. Floripes, a florista que gosta de cravos e os oferece a quem passa, num dia em que recorda o seu pai, que sempre ansiou pela liberdade, e os seus filhos, um emigrado e outro na guerra. Editado pela Câmara Municipal de Lisboa, os versos são de José Jorge Letria e as ilustrações de André Letria, todas a preto e branco, à excepção dos cravos, muito vermelhos!
Um livro poético e uma forma positiva de falar sobre o 25 de Abril e a senhora que deu origem ao cravos nas espingardas. Desenhos simples mas adequados e a acompanhar lado a lado esta poesia da liberdade.