Publicado na Europa no seguimento da Segunda Guerra Mundial, este livro de Tadeusz Borowski compila pequenas histórias que relatam a sua passagem pelos campos de concentração nazis e descrevem, numa escrita livre e poderosa, um mundo onde, frequentemente, o desejo de sobreviver superava todos os outros. Em Auschwitz, os prisioneiros comiam, dormiam e trabalhavam a poucos metros dos locais onde outros eram assassinados. Muitas vezes, a diferença entre a vida e a morte reduzia-se a uma segunda tigela de sopa, a um cobertor extra ou ao luxo de um par de sapatos com sola grossa.
As histórias dos campos de concentração nazis tendem a concentrar-se na coragem e na humanidade dos seus prisioneiros. Raramente vemos o lado mais sombrio daquilo que foi feito para sobreviver, as hierarquias entre reclusos, o sucesso com que o génio maligno nacional-socialista despojou os indivíduos de todo o senso moral.
Provavelmente, o que este livro tem de melhor em relação a qualquer outro livro sobre o Holocausto é expor a extrema dificuldade de processar o que aconteceu naqueles campos e de, inclusive, conseguir encontrar o tom moral apropriado para relatar isso. Este é um livro real e deveria ser de leitura obrigatória para toda a gente.
Tadeusz Borowski (1922-1951) - prozaik, poeta, publicysta. Urodził się w Żytomierzu w Ukrainie, zmarł śmiercią samobójczą w Warszawie. Studiował polonistykę na podziemnym Uniwersytecie Warszawskim, brał aktywny udział w podziemnym życiu kulturalnym w czasie wojny. W 1943 roku został aresztowany, trafił do obozu koncentracyjnego w Oświęcimiu, następnie przetransportowano go między innymi do Dachau. W 1946 roku powrócił do kraju. Po 1948 roku stał się zwolennikiem partii komunistycznej, a swoją twórczość podporządkował założeniom realizmu socjalistycznego. Zadebiutował w 1942 roku cyklem wierszy Gdziekolwiek ziemia. W 1948 roku opublikował dwa tomy opowiadań - Pożegnanie z Marią i Kamienny świat - które spotkały się z szerokim odzewem.