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“A poesia está guadarda nas palavras - é tudo que
eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a reladidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as
insignificâncias (do mundo e as nossa).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado.
Sou fraco para elogios.”
― Tratado Geral das Grandezas do Ínfimo
eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a reladidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as
insignificâncias (do mundo e as nossa).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado.
Sou fraco para elogios.”
― Tratado Geral das Grandezas do Ínfimo
“Sou hoje um caçador de achadouros da infância.
Vou meio dementado e enxada às costas cavar no meu quintal vestígios dos meninos que fomos”
―
Vou meio dementado e enxada às costas cavar no meu quintal vestígios dos meninos que fomos”
―
“O esplendor da manhã não se abre com faca.”
―
―
“Como é bom a gente ter tido infância para poder
lembrar-se dela.
E trazer uma saudade muito esquisita escondida no
coração.
Como é bom a gente ter deixado a pequena terra em
que nasceu
E ter fugido para uma cidade maior, para conhecer
outras vidas.
Com é bom chegar a este ponto de olhar em torno
E se sentir maior e mais orgulhoso porque já conhece
outras vidas...
Como é bom se lembrar da viagem, dos primeiros dias
na cidade,
Da primeira vez que olhou o mar, da impressão de
atordoamento.
Como é bom olhar para aquelas bandas e depois
comparar.
Ver que está tão diferente, e que já sabe tantas
novidades...
Como é bom ter vindo de tão longe, estar agora
caminhando
Pensando e respirando no meio de pessoas desconhecidas
Como é bom achar o mundo esquisito por isso,
muito esquisito mesmo
E depois sorrir levemente para ele com os seus
mistérios...
Que coisa maravilhosa, exclamar. Que mundo
maravilhoso, exclamar.
Como tudo é tão belo e tão cheio de encantos!
Olhar para todos os lados, olhar para as coisas mais
pequenas,
E descobrir em todas uma razão de beleza.”
―
lembrar-se dela.
E trazer uma saudade muito esquisita escondida no
coração.
Como é bom a gente ter deixado a pequena terra em
que nasceu
E ter fugido para uma cidade maior, para conhecer
outras vidas.
Com é bom chegar a este ponto de olhar em torno
E se sentir maior e mais orgulhoso porque já conhece
outras vidas...
Como é bom se lembrar da viagem, dos primeiros dias
na cidade,
Da primeira vez que olhou o mar, da impressão de
atordoamento.
Como é bom olhar para aquelas bandas e depois
comparar.
Ver que está tão diferente, e que já sabe tantas
novidades...
Como é bom ter vindo de tão longe, estar agora
caminhando
Pensando e respirando no meio de pessoas desconhecidas
Como é bom achar o mundo esquisito por isso,
muito esquisito mesmo
E depois sorrir levemente para ele com os seus
mistérios...
Que coisa maravilhosa, exclamar. Que mundo
maravilhoso, exclamar.
Como tudo é tão belo e tão cheio de encantos!
Olhar para todos os lados, olhar para as coisas mais
pequenas,
E descobrir em todas uma razão de beleza.”
―
“Tenho uma confissão a fazer: do que escrevo 90% é invenção, só 10% é mentira.”
―
―
“Não saio de dentro de mim nem pra pescar.”
―
―
“Passei anos me procurando por lugares nenhuns.
Até que não me achei - e fui salvo.”
― Meu Quintal é Maior do Que o Mundo: Antologia
Até que não me achei - e fui salvo.”
― Meu Quintal é Maior do Que o Mundo: Antologia
“Os pequenos invólucros para múmias de passarinhos
que os antigos egípcios faziam
Acho mais importante do que o sarcófago de Tutancâmon”
― Livro sobre nada
que os antigos egípcios faziam
Acho mais importante do que o sarcófago de Tutancâmon”
― Livro sobre nada
“Tem mais presença em mim o que me falta.”
― Livro sobre nada
― Livro sobre nada
“O andarilho
[...]
Não tenho pretensões de conquistar a inglória perfeita.
Os loucos me interpretam.
A minha direção é a pessoa do vento.
Meus rumos não têm termômetro.
De tarde arborizo pássaros.
De noite os sapos me pulam.
Não tenho carne de água.
Eu pertenço de andar atoamente.
Não tive estudamento de tomos.
Só conheço as ciências que analfabetam.
[...]”
― Livro sobre nada
[...]
Não tenho pretensões de conquistar a inglória perfeita.
Os loucos me interpretam.
A minha direção é a pessoa do vento.
Meus rumos não têm termômetro.
De tarde arborizo pássaros.
De noite os sapos me pulam.
Não tenho carne de água.
Eu pertenço de andar atoamente.
Não tive estudamento de tomos.
Só conheço as ciências que analfabetam.
[...]”
― Livro sobre nada
“Aprendi com Rômulo Quiroga (um pintor boliviano):
A expressão reta não sonha.
Não use o traço acostumado
A força de um artista vem de suas derrotas.
Só a alma atormentada pode trazer para a voz um formato de pássaro.
Arte não tem pensa:
O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê.
É preciso transver o mundo.
Isto seja:
Deus deu a forma. Os artistas deformam.
É preciso desformar o mundo:
Tirar da natureza as naturalidades.”
― Livro sobre nada
A expressão reta não sonha.
Não use o traço acostumado
A força de um artista vem de suas derrotas.
Só a alma atormentada pode trazer para a voz um formato de pássaro.
Arte não tem pensa:
O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê.
É preciso transver o mundo.
Isto seja:
Deus deu a forma. Os artistas deformam.
É preciso desformar o mundo:
Tirar da natureza as naturalidades.”
― Livro sobre nada
“Não preciso do fim para chegar.”
― Livro sobre nada
― Livro sobre nada
“O que desabre o ser é ver e ver-se.”
― Meu Quintal é Maior do Que o Mundo: Antologia
― Meu Quintal é Maior do Que o Mundo: Antologia
“Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.”
― Livro sobre nada
― Livro sobre nada
“Wisdom might be conversion into a tree.”
― Birds for a Demolition
― Birds for a Demolition
“Yesterday it rained in the future.”
―
―
“Tudo que não invento é falso.”
― Memórias Inventadas: A Infância
― Memórias Inventadas: A Infância
“Ai, sossego de terras pisadas por mim…
E os silêncios caídos como folhas
Nos limites de uma tarde aberta…
Que importa que a criatura se surpreenda
Sem paisagem, e presa à sua carne?
Se esta rosa pousada em tua boca
Tão molhada de chuvas! se abandone
Ao esquecimento.
E se refaz em caule,
Em beijo, em sono.
Ou se corrompe
Como um homem exposto numa mesa —
Como um rio cria o seu lodo e o afoga.”
― Poesias
E os silêncios caídos como folhas
Nos limites de uma tarde aberta…
Que importa que a criatura se surpreenda
Sem paisagem, e presa à sua carne?
Se esta rosa pousada em tua boca
Tão molhada de chuvas! se abandone
Ao esquecimento.
E se refaz em caule,
Em beijo, em sono.
Ou se corrompe
Como um homem exposto numa mesa —
Como um rio cria o seu lodo e o afoga.”
― Poesias
“As coisas muito claras me noturnam.”
― O Fazedor De Amanhecer
― O Fazedor De Amanhecer
“Nobody fathers a poem without dying.”
― Birds for a Demolition
― Birds for a Demolition




