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Manoel de Barros Manoel de Barros > Quotes

 

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“A poesia está guadarda nas palavras - é tudo que
eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a reladidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as
insignificâncias (do mundo e as nossa).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado.
Sou fraco para elogios.”
Manoel de Barros, Tratado Geral das Grandezas do Ínfimo
“Sou hoje um caçador de achadouros da infância.
Vou meio dementado e enxada às costas cavar no meu quintal vestígios dos meninos que fomos”
Manoel de Barros
“O esplendor da manhã não se abre com faca.”
Manoel de Barros
“Como é bom a gente ter tido infância para poder
lembrar-se dela.
E trazer uma saudade muito esquisita escondida no
coração.

Como é bom a gente ter deixado a pequena terra em
que nasceu
E ter fugido para uma cidade maior, para conhecer
outras vidas.
Com é bom chegar a este ponto de olhar em torno
E se sentir maior e mais orgulhoso porque já conhece
outras vidas...

Como é bom se lembrar da viagem, dos primeiros dias
na cidade,
Da primeira vez que olhou o mar, da impressão de
atordoamento.
Como é bom olhar para aquelas bandas e depois
comparar.
Ver que está tão diferente, e que já sabe tantas
novidades...
Como é bom ter vindo de tão longe, estar agora
caminhando
Pensando e respirando no meio de pessoas desconhecidas
Como é bom achar o mundo esquisito por isso,
muito esquisito mesmo
E depois sorrir levemente para ele com os seus
mistérios...

Que coisa maravilhosa, exclamar. Que mundo
maravilhoso, exclamar.
Como tudo é tão belo e tão cheio de encantos!
Olhar para todos os lados, olhar para as coisas mais
pequenas,
E descobrir em todas uma razão de beleza.”
Manoel de Barros
tags: poesia
“Tenho uma confissão a fazer: do que escrevo 90% é invenção, só 10% é mentira.”
Manoel Barros
“Não saio de dentro de mim nem pra pescar.”
Manoel de Barros
“Passei anos me procurando por lugares nenhuns.
Até que não me achei - e fui salvo.”
Manoel de Barros, Meu Quintal é Maior do Que o Mundo: Antologia
“Os pequenos invólucros para múmias de passarinhos
que os antigos egípcios faziam
Acho mais importante do que o sarcófago de Tutancâmon”
Manoel de Barros, Livro sobre nada
“Tem mais presença em mim o que me falta.”
Manoel de Barros, Livro sobre nada
“O andarilho
[...]
Não tenho pretensões de conquistar a inglória perfeita.
Os loucos me interpretam.
A minha direção é a pessoa do vento.
Meus rumos não têm termômetro.
De tarde arborizo pássaros.
De noite os sapos me pulam.
Não tenho carne de água.
Eu pertenço de andar atoamente.
Não tive estudamento de tomos.
Só conheço as ciências que analfabetam.
[...]”
Manoel de Barros, Livro sobre nada
“Aprendi com Rômulo Quiroga (um pintor boliviano):
A expressão reta não sonha.
Não use o traço acostumado
A força de um artista vem de suas derrotas.
Só a alma atormentada pode trazer para a voz um formato de pássaro.
Arte não tem pensa:
O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê.
É preciso transver o mundo.
Isto seja:
Deus deu a forma. Os artistas deformam.
É preciso desformar o mundo:
Tirar da natureza as naturalidades.”
Manoel de Barros, Livro sobre nada
“Não preciso do fim para chegar.”
Manoel de Barros, Livro sobre nada
“O que desabre o ser é ver e ver-se.”
Manoel de Barros, Meu Quintal é Maior do Que o Mundo: Antologia
“Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.”
Manoel de Barros, Livro sobre nada
“Wisdom might be conversion into a tree.”
Manoel de Barros, Birds for a Demolition
“The tin man
is ruined
by butterflies”
Manoel de Barros, Birds for a Demolition
“Yesterday it rained in the future.”
Manoel de Barros
“Tudo que não invento é falso.”
Manoel de Barros, Memórias Inventadas: A Infância
“Ai, sossego de terras pisadas por mim…
E os silêncios caídos como folhas
Nos limites de uma tarde aberta…
Que importa que a criatura se surpreenda
Sem paisagem, e presa à sua carne?
Se esta rosa pousada em tua boca
Tão molhada de chuvas! se abandone
Ao esquecimento.
E se refaz em caule,
Em beijo, em sono.
Ou se corrompe
Como um homem exposto numa mesa —
Como um rio cria o seu lodo e o afoga.”
Manoel de Barros, Poesias
“As coisas muito claras me noturnam.”
Manoel de Barros, O Fazedor De Amanhecer
“Nobody fathers a poem without dying.”
Manoel de Barros, Birds for a Demolition

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