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Eliane Brum Eliane Brum > Quotes

 

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“É este afinal o sentido da literatura da vida real. Ou pelo menos um deles. Tentar amalgamar pela linguagem o que foi separado pela carne. Mas a palavra é desde sempre insuficiente para abarcar a vida e aquele que escreve se condena ao fracasso.”
Eliane Brum, Meus Desacontecimentos: A História da Minha Vida Com as Palavras
“Escolhi viver sem fronteiras definidas, nações não me interessam, limites só me importam os da ética. Tenho um coração andarilho, um corpo mutante, uma mente transgênera.”
Eliane Brum, Meus Desacontecimentos: A História da Minha Vida Com as Palavras
“Mesmo que isso não seja óbvio para todos, é a arte que expande a nossa consciência mais do que qualquer outra experiência, justamente por deslocar o lugar do real. Ao fazer isso, ela amplia a nossa capacidade de enxergar além do óbvio.”
Eliane Brum, Brasil, construtor de ruínas: Um olhar sobre o Brasil, de Lula a Bolsonaro
“Nenhuma de nós duas se ilude com as manhãs de Sol, isso pelo menos temos em comum. Mas chega. Quero dormir sem palavras”
Eliane Brum, One Two
“Tudo o que somos de melhor é resultado do espanto.”
Eliane Brum, A vida que ninguém vê
“E assim, com os males reais sendo invisibilizados e apagados, tudo continua como está. E aqueles que gritam seguem cimentados na mesma posição na pirâmide social.”
Eliane Brum, Brasil, construtor de ruínas: Um olhar sobre o Brasil, de Lula a Bolsonaro
“Acredito que só alcançamos o extraordinário do que somos ao sermos capazes de alcançar o extraordinário que é o outro.”
Eliane Brum, Meus Desacontecimentos: A História da Minha Vida Com as Palavras
“Ás vezes me perguntam o que aconteceria comigo se não existisse a palavra escrita. Eu respondo: teria me assassinado, consciente ou não de que estava me matando. É uma resposta dramática, e eu sou dramática. O que tento dizer é que, se não pudesse rasgar o papel com a caneta, ainda que numa tela digital, eu possivelmente rasgaria o meu corpo. E, em alguns momentos, o rasgaria demais.”
Eliane Brum, Meus Desacontecimentos: A História da Minha Vida Com as Palavras
“maneiras. Inclusive no desejo de consumir ainda mais. Ao mesmo tempo, ao aproximar os mais pobres de bens materiais e de espaços até então exclusivos da classe média, o governo Lula atinge algo caro para essa classe média que era definida como “tradicional”: atinge aquilo que a diferenciava dos mais pobres. Essa perda foi sentida. Para essa parcela da sociedade, não eram os mais pobres que ampliavam seus direitos, mas ela que perdia seus privilégios — ou sua diferença “positiva” de classe.”
Eliane Brum, Brasil, construtor de ruínas: Um olhar sobre o Brasil, de Lula a Bolsonaro
“uma das experiências de alegria mais importantes que vivi. Alegria da partilha, alegria por ser liberada de precisar explicar o tempo todo por que não podemos destruir a única casa que temos, alegria por encontrar um lugar no sem lugar do mundo. Alegria por pertencer, eu que vivo despertencida.”
Eliane Brum, Banzeiro òkòtó: Uma viagem à Amazônia Centro do Mundo
“Não há nada mais perigoso para a manutenção dos privilégios e do controle de poucos sobre muitos do que a arte.”
Eliane Brum, Brasil, construtor de ruínas: Um olhar sobre o Brasil, de Lula a Bolsonaro
“Como contadora de histórias reais, a pergunta que me move é como cada um inventa uma vida. Como cada um cria sentido para os dias, quase nu e com tão pouco. Como cada um se arranca do silêncio para virar narrativa. Como cada um habita-se.”
Eliane Brum, Meus Desacontecimentos: A História da Minha Vida Com as Palavras
“Não aconteceu de repente. Foi acontecendo. Ainda acontece. Nunca mais vai parar de acontecer, acho. A Amazônia não é um lugar para onde vamos carregando nosso corpo, esse somatório de bactérias, células e subjetividades que somos. Não é assim. A Amazônia salta para dentro da gente como num bote de sucuri, estrangula a espinha dorsal do nosso pensamento e nos mistura à medula do planeta. Já não sabemos que eus são aqueles. As pessoas seguem nos chamando por nossos nomes, atendemos, aparentemente estamos com nossas identidades intactas — mas o que somos, já não sabemos. O que nos tornamos não tem nome.”
Eliane Brum, Banzeiro òkòtó: Uma viagem à Amazônia Centro do Mundo
“Mas parece que tudo em mim é torto, e Laura mesma acha que sou uma aberração. O que eu quero dizer é que não é porque a gente não saiba como fazer as coisas do jeito certo que a gente não ame. Eu não sabia qual era o jeito certo de amar, só isso. Como eu poderia? Não, não estou querendo absolvição nem compaixão, sei mesmo que não a teria, porque é melhor pensar que eu sou a única perversa e que o resto da humanidade é bom e puro. Mas, gostando ou não, eu também sou filha deste mundo. E tudo o que fizeram a mim e tudo o que eu fiz aos outros foi feito bem aqui. Era isso o que eu tinha a dizer sobre o passado. Agora não quero escrever mais sobre o que foi. Sim, Laura, você se afogou. Não numa piscina ou numa banheira, como você costuma acreditar, e eu deixo você acreditar porque há coisas que não devem ser esclarecidas.”
Eliane Brum, One Two
“Aprendi ali que ninguém é substituível. Alguns se tornam substituíveis ao se deixar reduzir a apertador de parafusos da máquina do mundo. Alienam-se do seu mistério, esquecem-se de que cada um é arranjo único e irrepetível na vastidão do universo. Quando a alma estala fingem não saber de onde vem a dor. Então engolem a última droga da indústria farmacêutica para silenciar suas porções ainda vivas. Teriam mais chance se ousassem se apropriar de sua singularidade. E se tornassem o que são. Para se perder logo adiante e se buscar mais uma vez, já que ser é também a experiência de não ser.”
Eliane Brum, Meus Desacontecimentos: A História da Minha Vida Com as Palavras
“Podemos concluir que, no senso comum, a infância não foi inventada para todas as crianças.”
Eliane Brum, Brasil, construtor de ruínas: Um olhar sobre o Brasil, de Lula a Bolsonaro
“Não sou capaz de esconder sentimentos, o que faz de mim uma aleijada social. O que vivo escapa pelos meus olhos.”
Eliane Brum, Meus Desacontecimentos: A História da Minha Vida Com as Palavras
“Chega inclusive de construir, este verbo que se mostrou violento na história dos Brasis. Este verbo de verticalidades e de hierarquias. Está na hora de conjugar o verbo das mulheres. Precisamos tecer, esse verbo horizontal, colorido, que só se embeleza na diferença.”
Eliane Brum, Brasil, construtor de ruínas: Um olhar sobre o Brasil, de Lula a Bolsonaro
“Se quiser um conselho, vá. Vá com medo, apesar do medo. Se atire. Se quiser outro, não há como viver sem pecado. Então, faça um favor a si mesmo: peque sempre pelo excesso.”
Eliane Brum, A vida que ninguém vê
“A novela de rádio rompeu a escuridão da casa-túmulo como um daqueles raios de sol que se enfiam por um buraco da parede e fazem nascer flores em ruínas de guerra.”
Eliane Brum, Meus Desacontecimentos: A História da Minha Vida Com as Palavras
“O passado só existe a partir de um narrador no presente que é tanto um decifrador quanto um criador de sentidos.”
Eliane Brum, Meus Desacontecimentos: A História da Minha Vida Com as Palavras
“A pergunta que me move é como cada um inventa uma vida. Como cada um cria sentido para os dias, quase nu e com tão pouco. Como cada um se arranca do silêncio para virar narrativa. Como cada um habita-se.”
Eliane Brum, Meus Desacontecimentos: A História da Minha Vida Com as Palavras
“Andava pelo mundo em passinhos de feltro, pedindo desculpas por existir. Comedida em tudo, só esbanjava suspiros. Mas, quando acreditava que ninguém estava olhando, deixava escapar pela esquina dos olhos um desejo agoniado por um mundo mais largo.”
Eliane Brum, Meus Desacontecimentos: A História da Minha Vida Com as Palavras
“Somos igualmente diferentes, a única desigualdade que nos iguala. A singularidade do que sou, só eu sou. A singularidade do que é você, só você é. O que deixarmos de criar será uma ausência no mundo.”
Eliane Brum, Meus Desacontecimentos: A História da Minha Vida Com as Palavras
“Refundar a democracia exige responsabilidade coletiva. E exige algo que durante 500 anos o Brasil não foi capaz de fazer: dar valor à vida humana.”
Eliane Brum, Brasil, construtor de ruínas: Um olhar sobre o Brasil, de Lula a Bolsonaro
“Este livro é sobre a monumental resistência ao longo de mais de cinco séculos dos povos originários da floresta - e que também originaram a floresta, na medida em que plantaram parte dela - e dos povos que se converteram em floresta, como os negros que se rebelaram contra a escravidão”
Eliane Brum, Banzeiro òkòtó: Uma viagem à Amazônia Centro do Mundo

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