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Paulo Leminski Paulo Leminski > Quotes

 

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“Que tudo se foda, disse ela, e se fodeu toda.”
Paulo Leminski, Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século
“A gente deve ir ao cinema como vai a um bordel ou a um templo.”
Paulo Leminski
“Não discuto
com o destino
o que pintar
eu assino”
Paulo Leminski, Toda Poesia
“isso de querer ser
exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além”
Paulo Leminski, Toda Poesia
“o tempo
entre o sopro
e o apagar da vela”
Paulo Leminski, Toda Poesia
“Só uma nuvem
te separa
das estrelas”
Paulo Leminski, Toda Poesia
“Coração
PRA CIMA
escrito embaixo
FRÁGIL”
Paulo Leminski
“Essa vida é uma viagem
pena eu estar
só de passagem”
Paulo Leminski, Toda Poesia
“Oceans,
emotions,
ships, ships,
and other relationships,
keep us going
through the fog
and wandering mist.
What is it
that I missed?”
Paulo Leminski, Toda Poesia
“em mim
eu vejo o outro
e outro
e outro
enfim dezenas
trens passando
vagões cheios de gente
centenas

o outro
que há em mim
é você
você
e você

assim como
eu estou em você
eu estou nele
em nós
e só quando
estamos em nós
estamos em paz
mesmo que estejamos a sós”
Paulo Leminski, Caprichos e Relaxos
“Quem nasce com coração?
Coração tem que ser feito.
Já tenho uma porção
Me infernando o peito.
Com isso ninguém nasça.
Coração é coisa rara,
Coisa que a gente acha
E é melhor encher a cara.”
Paulo Leminski, Toda Poesia
“você nunca vai saber
o que vem depois de sábado
quem sabe um século
muito mais lindo e mais sábio
quem sabe apenas
mais um domingo”
Paulo Leminski, Toda Poesia
“It's only life
but I like it”
Paulo Leminski, Toda Poesia
“E quando tudo tinha mudado, me dei ao direito de também.”
Paulo Leminski, Agora é Que São Elas
tags: poetry
“Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece
e as estrelas lá no céu
lembram letras no papel,
quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?”
Paulo Leminski, Toda Poesia
“believe it or not
this very if
is everything you got”
Paulo Leminski
“Os escribas se multiplicam pela terra, cada escriba faz o filho ser escriba, o qual escreva história de seu escriba pai: um escriba vê o outro e aprende a sê-lo também, ser escriba ou mestre de escribas ou guardião das escritas, ou herói das bibliotecas, gerente de engenhos de escritos, fazendo as sagradas escrituras. Quando o último escriba morrer, outro escriba ao lado pronto para tomar nota. Livro, já estiveste dentro de um sonho e te fiz despertar porque o sol é melhor que o sonho! Desconfio da dúvida, incorro numa certeza: zombo de esquecimento. Mostro e nego o monstro para o monstrengo: acredito no que não sei, três barrufos, três toques! Toco, tuco, tucum! Aconteceu-lhe ser. Haja. Que é que há? Falo tanto que minto algo: muito não está certo. Assisto, míope. Horizonte de cegos: quem tem muitos olhos, comparo aos cegos e às cegas, reis às vistas ou ao alcance de um óculos de ver longe. Cego não vê, não lê, não crê, não é? O escriba sonha com um herói cego? Pois haja cegos nessa Pérsia! Aconteceu-lhe um estado, golpe de graspa na couraça da carcassa. Ofereço o pensamento e só ouvem a voz? Tacanho tacuíno, canhenho alcuinho. Caí em mim e fiquei parado como caí, negando ecos e dizendo o contrário? Mim, quem? Sonho um pouco e já volto para a revanche. Caimcapim! Alminguém... O mundo esquece de nós quando dele nos esquecemos. Obedeço à distração: lembro do Lete, que só de me lembrar um olvido me crise. Dou um salto no claro. Errei. Sobrou uma? Uma vez só, e basta uma. O poeta fala do ciclope cego, cego falando de cegos: não precisa de rei. Rei é para mandar, apreciar, punir: lei, régua, cárcere. Cego não faz nada, portanto não erra, logo não é réu de nada. Báratro de cego, — cucas adentro, ver o fogo, apaga o fogo. Fogapagou, fugapogeu! Minotauroformou-se, cada um trate de ensimesmar-se, mesmo que seja cegovesgo! Vire para dentro a cara que forachove. A sengas arengas, parlongas flamingas: abismo na cabeça, jogo a cabeça no abismo, um hiato nos abismos, pelo prisma dos sofrismas, espicho a cabeça de lado, abismado. Lavo minhas mãos no sangue da vítima, chacoalhar o olho, chácolher de molho! Galope galego, peregringrenalda! Dá tempo ao tempo que atrasa até acabar. Cada um como cada qual vê qualquer como bem quer: por essas e por outras, fico com uma e outras. Os ídolos caem no pensamento, explodindo em adorações. A mãe do esquecimento deixa lembranças, assim veio a filha a fazer-se mãe de sua própria progenitora. Filósofo, louco de propósito; intérprete de verdades, setenciado por si mesmo, pregador contrário a si, mestre de ver, cego. O silêncio é bemaventurado, e ele o exalta falando demasiado? O arqueiro, cego: a flecha não tem pé nem cabeça. Cego, em silêncio, esquecido, esquece de tudo, emudece de surdo e enlouquece de novo. Silêncio, vaso ou vazio? De que lado do espelho estás? Sonho um eco.”
Paulo Leminski, Catatau
“Perhappiness”
Paulo Leminski
“A nós, gente, só foi dada
essa maldita capacidade,
transformar amor em nada.”
Paulo Leminski, Toda Poesia
“Daqui não dá para ver bem mas é alguém matando um outro. O qual já morreu, mas vamos ao que interessa. Onde é que nós estávamos mesmo? Falando. Um jurisconsulto, um dia, fez o projeto do juiz perfeito chegando à conclusão que o juiz seria tanto mais perfeito quanto mais se assemelhasse ao réu, para conhecê-lo e puni-lo com justiça. Ora, ninguém mais semelhante ao réu que ele mesmo. Assim o juiz e o réu são a mesma pessoa, que se absolvem e fazem as pazes.”
Paulo Leminski, Catatau
tags: kafka
“existe um planeta
perdido numa dobra
do sistema solar”
Paulo Leminski, Toda Poesia
“O tempo fica
cada vez
mais lento
e eu
lendo
lendo
lendo
vou acabar
virando lenda”
Paulo Leminski, Toda Poesia
“Quando nos vênus,
juro a marte.”
Paulo Leminski
“no fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo”
Paulo Leminski, Toda Poesia
“O dedo duro aponta os cinco dedos, cada dedo acusa o que o dito cujo! Um sonho dentro de um sonho dentro de um sonho dentro de um sonho dentro, e no fundo do sonho dos sonhos, o Senhor das Luzes e das Sombras, Lúcifer, rex somniorum! Ouço música dentro da minha cabeça, gês gingando, rês pingando: o lixo da música, silêncio. Cai um som em cima do ronco; bater coisas em coisas é música e é coisa. Regime do solitário. Desconfio da flecha, Bardesanes. Parece saber dos nossos intentos. Saberá que Zenão atira mas não? Pouco curiosos em relação ao que sabemos, e como sabemos tão pouco, mal, demais, sobre tão pouco e um outro tanto! Onde estarão minhas flechas, já estão aí à porta, já ouço, si ego sibilinus sibilo crudeliter te excruciabo! Profecia. Essa flecha ia. Decreto. Seja lançada. Princípio. A flecha, de todos. Réplica. Os que atiram. Súplica. Não atire. Oração.Ó fecha de Zenão. Corrigenda. Disse senão? Reprimenda. Eu disse não. Flecha de quatro lados, lance de desenlace numa jogada! Flechas persas, intermediárias entre os gregos e o sol: incendiárias. Cadabrilho atrai trabalho, cada bicho troca de barulho. Constraço. Retrusco: traga. Trinca de quatro. Tome um trago, toque aqui. Um treco. Um taco, um tranco. Trinque o trunfo em três, tranque troco. Truque: repito o que digo e discuto com o eco. Morre ser, fica o signo: chinfrim de três em pipa, papo, pepo e pupo!”
Paulo Leminski, Catatau
“por mais que eu ande
nada em mim imagina
o que é que menina
tão pequena está fazendo
numa cidade tão grande”
Paulo Leminski, Toda Poesia
“ah se pelo menos
eu te amasse menos
tudo era mais fácil
os dias mais amenos
folhas dentro da alface
mas não
tinha que ser entre nós
esse fogo
esse ferro
essa pedreira
extremos
chamando extremos na distância”
Paulo Leminski, Toda Poesia
“Amor, então,
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
(Ou em rima)”
Paulo Leminski, Toda Poesia
“essa ideia
ninguém me tira
matéria é mentira”
Paulo Leminski, Toda Poesia
“Presente, um preso pronto se apresentando! Da alçada do coração, a laçada do pensamento, o laço! A flecha contra Aquiles acabou de cruzar a flecha de Zenão, perdida num carrosselcarretel de senões... A máquina da infelicidade trabalha celelecereremente. Pelo visto, tiro a base do porver. Pelo pensado, traço uma linha por baixo dum quadrado inscrito num triângulo isósceles, o equivalente a três cubos de um outro sisteminha que penso, de joguinhos humílimos e subminúsculos, adminísculos pequenininhos, o diabrete no saquitel, microminimimequenihilmirim! Colossomausoleão! Rei é o leão, matem os outros! Cabeçorrabarroca de cachorralouca! Macacomecomam! Numa quermesse belga, num convescote persa, as conversas dos bispos do Japão! Caligrafia sob tortura, o sumoprimor da arte. O leão está na nau capitânea, é lógico. Morra, essa foi fácil. E a da flecha furando a bandeira persa? Erro crasso, era a máscara trágica. Par sem igual, tuas aparições, visagens viajando na miragem, viu-as Pacômio, Pafnúncio viu-as, e viram-na os padres do deserto, diamantes se polindo nas rochas da vastidão! A roda rola em plano inclinado côncavo, — o olho: duas bolas esbugalhadas olhando dois cocos. A zurrapa do ser, néctar dos deuses. Saudade, atraso de vida. O óbvio: apogeu do assombro. O ápice do exemplo: cópia do modelo. Primor do nervo é crer imortal a alma, o ventre elegantemente posto entre parênteses.”
Paulo Leminski, Catatau

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