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“Foi então que se lembrou de que, provavelmente, Vicente nunca lera o Machado... Nem nada do que ela lia.”
― O Quinze
― O Quinze
“Doer, dói sempre.
Só não dói depois de morto.
Porque a vida toda é um doer.”
―
Só não dói depois de morto.
Porque a vida toda é um doer.”
―
“Talvez que o amor da morte seja como o amor por homem, e a gente só se satisfaça, só se console e se cure depois de possuída e extenuada.”
― As Três Marias
― As Três Marias
“Em arte a gente não quer astúcias intelectuais, mas vida pulsando, embora sem saber como pulsa e por que pulsa”
―
―
“E ninguém me entendia, admiravam-se que, depois de tantos anos de reclusão e disciplina, eu só quisesse, só aspirasse à liberdade e aos prazeres proibidos. Como se a prisão acostumasse o prisioneiro, e ele, depois de solto, não desejasse mais nada senão voltar à farda de preso e à ronda noturna no pátio!”
― As Três Marias
― As Três Marias
“VICENTE fumava, à janela. Onze horas, meia-noite, sabia lá?
Quem pensa e fuma, depressa esquece o mundo, as horas e até o céu todo cheio de
estrelas que brilham à toa, sem se preocuparem com o tempo que corre e com a manhã
próxima que lhes virá apagar o lume e as arrancar da cisma...
Uma multidão de coisas tumultuosas, desconhecidas, o alvoroçava — confusas
recordações, uma espécie de doce saudade.
Uma vontade obscura e incerta de ascender, de voar! Um desejo de se introduzir a
grandes passos na imensa treva da noite, e a atravessar, e a romper, esquecido das lutas e
trabalhos, e penetrar num vasto campo luminoso onde tudo fosse beleza, e harmonia, e
sossego.
Desejo de se integrar numa natureza diferente daquela que o cercava, de crescer, de
subir, de bracejar num emaranhado de ramos, de se sentir envolto em grandes flores
macias, de derramar seiva, a seiva viva e forte que o incandescia e tonteava.”
― O Quinze
Quem pensa e fuma, depressa esquece o mundo, as horas e até o céu todo cheio de
estrelas que brilham à toa, sem se preocuparem com o tempo que corre e com a manhã
próxima que lhes virá apagar o lume e as arrancar da cisma...
Uma multidão de coisas tumultuosas, desconhecidas, o alvoroçava — confusas
recordações, uma espécie de doce saudade.
Uma vontade obscura e incerta de ascender, de voar! Um desejo de se introduzir a
grandes passos na imensa treva da noite, e a atravessar, e a romper, esquecido das lutas e
trabalhos, e penetrar num vasto campo luminoso onde tudo fosse beleza, e harmonia, e
sossego.
Desejo de se integrar numa natureza diferente daquela que o cercava, de crescer, de
subir, de bracejar num emaranhado de ramos, de se sentir envolto em grandes flores
macias, de derramar seiva, a seiva viva e forte que o incandescia e tonteava.”
― O Quinze
“Qualquer ínfimo peixe anônimo daquele mar era maior, mais forte, nadava mais, circulava livre e seguro naquele hemisfério que, para nós, era só pavor e morte. No entanto, não valiam nada, nasciam e morriam como se brotassem da água e depois se dissolvessem na água, transitórios e inumeráveis como as ondas que se quebram na praia. E nós, fracos, pequeninos, pusilânimes, éramos entretanto homens, obstinadamente cônscios cada um da sua importância e da sua singularidade; identificávamo-nos, procurávamo-nos através de léguas e milhas de água e mar, amávamos um único, uma pequena unidade de homem, marcada com um nome, amarrada inflexivelmente a leis e deveres de remotas e discutíveis origens.”
― The Three Marias
― The Three Marias




