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“Reflexão nº 1
Ninguém sonha duas vezes o mesmo sonho
Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio
Nem ama duas vezes a mesma mulher.
Deus de onde tudo deriva
E a circulação e o movimento infinito.
Ainda não estamos habituados com o mundo
Nascer é muito comprido.”
―
Ninguém sonha duas vezes o mesmo sonho
Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio
Nem ama duas vezes a mesma mulher.
Deus de onde tudo deriva
E a circulação e o movimento infinito.
Ainda não estamos habituados com o mundo
Nascer é muito comprido.”
―
“Ninguém sonha duas vezes o mesmo sonho
Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio
Nem ama duas vezes a mesma mulher.
Deus de onde tudo deriva
E a circulação e o movimento infinito.
Ainda não estamos habituados com o mundo
Nascer é muito comprido.”
―
Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio
Nem ama duas vezes a mesma mulher.
Deus de onde tudo deriva
E a circulação e o movimento infinito.
Ainda não estamos habituados com o mundo
Nascer é muito comprido.”
―
“ELEGIA NOVA
O horizonte volta a galope
Curvado sob o martelo.
É noite: e doí.
Esta cidade irregular desfeita,
Roseiras de peles de homens,
Torres de suplícios,
Campos semeados de metralhadoras,
Ó rendimento dos abismos...
O mar perde suas folhas.
A cruz gerou um universo de cruzes,
O sol deixou de rir,
As árvores tomaram luto verde.
Sento-me sozinho com pavor do tempo,
Procurando decifrar
A maquinária imóvel das montanhas.
Não há ninguém, e há todos.
E estes mortos do Brasil, da China, da Inglaterra
Estendidos no meu coração
(Tambores da eternidade,
Substância da esperança,
Ó vida rasgada
Entre dois goles de delírios.)
Morte, apetite de ressurreição, grande insônia.”
― Antologia Poética: Murilo Mendes
O horizonte volta a galope
Curvado sob o martelo.
É noite: e doí.
Esta cidade irregular desfeita,
Roseiras de peles de homens,
Torres de suplícios,
Campos semeados de metralhadoras,
Ó rendimento dos abismos...
O mar perde suas folhas.
A cruz gerou um universo de cruzes,
O sol deixou de rir,
As árvores tomaram luto verde.
Sento-me sozinho com pavor do tempo,
Procurando decifrar
A maquinária imóvel das montanhas.
Não há ninguém, e há todos.
E estes mortos do Brasil, da China, da Inglaterra
Estendidos no meu coração
(Tambores da eternidade,
Substância da esperança,
Ó vida rasgada
Entre dois goles de delírios.)
Morte, apetite de ressurreição, grande insônia.”
― Antologia Poética: Murilo Mendes




