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Hilda Hilst Hilda Hilst > Quotes

 

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“...e o que foi a vida? uma aventura obscena, de tão lúcida”
Hilda Hilst, A Obscena Senhora D
“sabe, Hillé, às vezes penso que fomos pai e filha, mãe e filho, irmão irmã, que houve lutas e nós, e fios de sangue, que eu tinha fome de ti, que eu te matei, que saía de tuas narinas um cheiro de noite dor incesto e violência, que eras velha e moça e menina, que uns guizos em mim se batiam estridentes cada vez que eu te olhava, que havias sido minha desde sempre, barro e vasilha, espelho e amplidão, infinitas vezes nós dois em flashes nítidos rapidíssimos, recortados em ouro, em negro, numa lua esvaída sombra e sépia, nós dois muito claros num parapeito de pedra cor de terra”
Hilda Hilst, A Obscena Senhora D
“Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel
E a um só tempo múltipla e imóvel

Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove
E sendo água, amor, querer terra.”
Hilda Hilst, Cantares
“(...) tantos livros e nada no meu peito, tantas verdades e nenhuma em mim.”
Hilda Hilst, A Obscena Senhora D
“Quero ser lida em profundidade e não como distração, porque não leio os outros para me distrair mas para compreender, para me comunicar. Não quero ser distraída.”
Hilda Hilst, Fico besta quando me entendem: Entrevistas com Hilda Hilst
“pra onde vão os trens, meu pai? para mahal, tamí, para camirí, espaços no mapa, e depois o pai ria: também pra lugar algum, meu filho, tu podes ir e ainda que se mova o trem, tu não te moves de ti.”
Hilda Hilst, A Obscena Senhora D
“With my dog-eyes I stop before the sea. Tremulous and sick. Bent, thin, I smell fish in the driftwood. Fishbone. Tail. I gaze at the sea but don’t know its name. I remain standing there, askance, and what I feel is also nameless. I feel my dog body. I don’t know the world, nor the sea in front of me. I lie down because my dog body orders it. There’s a bark in my throat, a gentle howl. I try to expel it but man-dog I know that I’m dying and I will never be heard. Now I’m a spirit. I’m free and fly over my miserable being, my abandonment, the nothing that contains me and that made me on Earth. I am rising, wet like fog.”
Hilda Hilst, With My Dog Eyes
“Quem és? Perguntei ao desejo.
Respondeu: lava. Depois pó. Depois nada.”
Hilda Hilst, Do Desejo
“Difícil dizer amor quando se ama,
E na memória aprisionar o instante.
Difícil tirar os olhos de uma chama
E de repente sabê-los na constante.”
Hilda Hilst, Cantares
“I wanted to escape, Ehud, my mouth constantly starved for your mouth, life was splendor and marvel, unparalleled glimmer when you touched me, and sinister and hiccuping and nothingness when you were abscent”
Hilda Hilst, A Obscena Senhora D
“o que é paixão? o que é sombra? eu mesmo te pergunto e eu mesmo te respondo: Hillé, paixão é a grossa artéria jorrando volúpia e ilusão, é a boca que pronuncia o mundo, púrpura sobre a tua camada de emoções, escarlate sobre a tua vida, paixão é esse aberto do teu peito, e também seu deserto. E sombra, Hillé, é nosso passo, nossa desesperançada subida.”
Hilda Hilst, A Obscena Senhora D
“Colada à tua boca a minha desordem.
O meu vasto querer.
O incompossível se fazendo ordem.
Colada à tua boca, mas descomedida
Árdua
Construtor de ilusões examino-te sôfrega
Como se fosses morrer colado à minha boca.
Como se fosse nascer
E tu fosses o dia magnânimo
Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer.”
Hilda Hilst
“The shortness of life, the dullness of the senses, the numbness of indifference and unprofitable occupations allow us to know but very little. And again and again swift oblivion, the embezzler of knowledge and the enemy of memory, shakes out of the mind, in the course of time, even what we knew.”
Hilda Hilst, With My Dog Eyes
“God? A surface of ice anchored to laughter. That was God.”
Hilda Hilst, With My Dog Eyes
“Primeiro você precisa saber a sua própria língua de uma maneira absoluta. Depois, esquecer que sabe a língua e começar tudo de novo, para dar aquele passo novo na língua. Do contrário, você seria uma pessoa formal, escrevendo muito bem, mas uma coisa chatérrima. Portanto, é todo um processo de construir e destruir. Isso leva anos e, quando você está velhinho, parece que aí você consegue escrever mais ou menos bem. Quando se está com aquelas manchas nas mãos, que aparecem com os anos e que eu chamo de "as flores do sepulcro".”
Hilda Hilst, Fico besta quando me entendem: Entrevistas com Hilda Hilst
“How should I kill in me the various forms of madness and be at the same time tender and lucid, creative and patient, and survive?”
Hilda Hilst, With My Dog Eyes
“Third tale (aka short stories)—His name is Sun and Adultery. My husband’s is Elias. My children are named Enilson and Joaquim. I want them all to die. Except him. (That first one, light and bed.) I’m very sorry, my God, but there it is. Signed: Lazinha.”
Hilda Hilst, With My Dog Eyes
“Nessa hora de escrever é preciso matar certas doçuras, é preciso matar também o desejo de contemplar, de alegrar-se com as próprias palavras, de alegrar o olhar. É preciso dosar virilidade e compaixão.”
Hilda Hilst, Fluxo-Floema
“Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.”
Hilda Hilst, Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão
tags: poesia
“(...) Ninguém está bem, estamos todos morrendo.
Antes havia ilusões, não havia? Morávamos nas ilusões.
Ehud e se eu costurasse máscaras de seda, ajustadas, elegantes, por exemplo, se eu estivesse serena sairia com a máscara da serenidade, leve, pequenas pinceladas, um meio sorriso, todos os que estivessem serenos usariam a mesma máscara, máscaras de ódio, de não possibilidade, máscara de luto, máscaras do não pacto, não seria preciso perguntar vai bem como vai etc., tudo estaria na cara.”
Hilda Hilst, A Obscena Senhora D
“A Historia me chupa inteiro, a lingua porejando sangue goza filhinho, sim dona Historia, vou indo, estou cheio de ideias, tenho duvidas, tenho gozo rapidos e agudos, vou te apalpando agora, o povo me olha, o povo quer muito de mim, gosto do povo, devo ser o povo, devo ser um unico e harmonico povo-ovo, devo morrer pelo povo, adentrado nele, devo rugir e ser um so com o povo, Axelrod-povo, Axelroad-coesao, virulência, Axelroad-filho do povo, HISTORIA-POVO, janto com meus pais, sopa de proletariado, paezinhos mencheviques, engulo o monopolio, emocionado bebo a revoluçao, lendo vou dirigindo o intelecto, mas estou faminto, estarei sempre faminto, cago o capitalismo, o lucro, a bolsa de titulos, e ainda estou faminto, ô meu deus, eu me quero a mim, o ossudo seco, eu.
Aos vinte temos muitas certezas e depois so duvidas, certeza de nada eu tenho exceçao. Aos vinte pontifiquei, tinha orgulho danado, um visual pretensamento sabio
como?”
Hilda Hilst
“o que você ouviu: um susto que adquiriu compreensão. isso era Hillé.”
Hilda Hilst, A Obscena Senhora D
“Há uns veios fundos e gemidos com o som do UMM? Ehud, sabes como é a palavra Intelecto em russo? É UMM. O M prolongado UMMMMMMMM. a carne é que deveria ter o som do UMM, é assim no teu peito, Senhor, o sentir da carne?”
Hilda Hilst, A Obscena Senhora D
“Hans era sábio, Clódia. Sabia que não era para a gente se perguntar muito, que a vida é viável enquanto se fica na superfície, nos matizes, nas aquarelas. Aquarela já é perigoso também. Há tristíssimas e sinistras aquarelas. Ele sabia, mas resolveu continuar aquarelando. Clódia, não pinte jamais aquarelas, nem essa paisagem aí da tua janela. Tudo tende a desmanchar-se num átimo, quando a gente se demora olhando.”
Hilda Hilst, Pornô Chic
“Vou matar-me amanhã.
E que dia comprido o dia de hoje.”
Hilda Hilst, Da Poesia
“o Homem é o Grande Carrasco do Nojo, ouviste?”
Hilda Hilst
“Sonhei que te cavalgava, leão-rei.
Em ouro e escarlate
Te conduzia pela eternidade
À minha casa.”
Hilda Hilst, Da Morte. Odes Mínimas / De La Mort. Odes Minimes
“Mas a alminha de Clódia era brejeira, velhaca e sensual.”
Hilda Hilst, Contos D'Escárnio / Textos Grotescos
“sim, hillé, é isso, um montículo de palha e terra, minúcias, salada de acelga, é bem isso, e o que foi a vida? uma aventura obscena, de tão lúcida.”
Hilda Hilst, A Obscena Senhora D
“Toma contento
Se te sabes pesado
Dessa idéia de Nada.
É um pensar para sempre.
E não sentes verdade
que a vida vale um extenso altura e profundidade”
Hilda Hilst

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A Obscena Senhora D A Obscena Senhora D
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Da Poesia Da Poesia
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