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Michael Löwy Michael Löwy > Quotes

 

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“The revolution has to be self-liberation.”
Michael Löwy, On Changing the World: Essays in Marxist Political Philosophy, from Karl Marx to Walter Benjamin
“Would-be green capitalism is nothing but a publicity stunt, a label for the purpose of selling a commodity, or - in the best of cases - a local initiative equivalent to a drop of water on the arid soil of the capitalist desert.”
Michael Löwy, Ecosocialism: A Radical Alternative to Capitalist Catastrophe
“The future throws a bridge toward the past, over the gaping abyss of capitalist non-culture.”
Michael Löwy, On Changing the World: Essays in Marxist Political Philosophy, from Karl Marx to Walter Benjamin
“The most surprising and original part of [Lucien Goldmann's] work is, however, the attempt to compare—without assimilating one to another—religious faith and Marxist faith: both have in common the refusal of pure individualism (rationalist or empiricist) and the belief in trans-individual values—God for religion, the human community for socialism. In both cases the faith is based on a wager—the Pascalian wager on the existence of God and the Marxist wager on the liberation of humanity—that presupposes risk, the danger of failure and the hope of success.”
Michael Löwy, The War of Gods: Religion and Politics in Latin America
“Como imaginar uma solução verdadeira, isto é, radical, para o problema da crise ecológica, sem mudar, do vinho para a água, o modo atual de produção e de consumo, gerador de desigualdades gritantes e de estragos catastróficos? Como impedir a degradação crescente do meio ambiente sem romper com uma lógica econômica que só conhece a lei do mercado, do lucro e da acumulação? Quer dizer, sem um projeto utópico de transformação social, que submeta a produção a critérios extraeconômicos, democraticamente escolhidos pela sociedade? E como imaginar semelhante projeto sem integrar, como um dos seus principais eixos, uma nova atitude em relação à natureza, respeitosa do meio ambiente? O "Princípio Responsabilidade" (de Hans Jonas) é incompatível com um conservacionismo tremente, que se recusa a questionar o sistema econômico atual, e que qualifica de "irrealista" qualquer busca por uma alternativa.”
Michael Löwy, O que é ecossocialismo?
“Daniel Bensaïd em sua recente - e notável - obra sobre 'Marx, o intempestivo' [sugere que]: reconhecendo que seria tão abusivo exonerar Marx das ilusões 'progressistas' ou 'prometéicas' de seu tempo como fazer dele uma voz a favor da industrialização desmedida, ele nos propõe um caminho bem mais fecundo: instalar-se nas contradições de Marx e tomá-las a sério. A primeira destas contradições sendo, com certeza, aquela entre o credo produtivista de certos textos e a intuição de que o progresso pode ser a fonte da destruição irreversível do meio ambiente.”
Michael Löwy, O que é ecossocialismo?
“Antes de mais nada, trata-se, parece-me, de uma ética social: não é uma ética dos comportamentos individuais, não visa culpabilizar as pessoas, promover o ascetismo, ou a autolimitação. Com certeza, é importante que os indivíduos sejam educados para respeitar o meio ambiente e recusar o desperdício, mas o verdadeiro jogo se joga noutra parte: na mudança das estruturas econômicas e sociais capitalistas/comerciais, no estabelecimento de um novo paradigma de produção e distribuição, fundado, como vimos anteriormente, em levar em conta as necessidades sociais - notadamente a necessidade vital de viver num meio ambiente natural não degradado. Uma mudança que exige atores sociais, movimentos sociais, organizações ecológicas, partidos políticos, e não apenas indivíduos de boa vontade.”
Michael Löwy, O que é ecossocialismo?
“A racionalidade limitada do mercado capitalista, com o seu cálculo imediatista de perdas e lucros, é intrinsecamente contraditória com uma racionalidade ecológica, que leve em conta a longa temporalidade dos ciclos naturais. Não se trata de opor os "maus" capitalistas ecocidas aos "bons" capitalistas verdes: é o próprio sistema, fundado na impiedosa competição, nas exigências da rentabilidade, na corrida atrás do lucro rápido que é o destruidor dos equilíbrios naturais. O pretenso capitalismo verde não passa de uma manobra publicitária, de uma etiqueta que visa vender uma mercadoria, ou, na melhor das hipóteses, de uma iniciativa local equivalente a uma gota de água sobre o solo árido do deserto capitalista.”
Michael Löwy, O que é ecossocialismo?
“O ecossocialismo é uma ética radical, no sentido etimológico da palavra: uma ética que se propõe ir à raiz do mal. As meias-medidas, as semirreformas, as conferências do Rio, os mercados de direito de poluição são incapazes de dar uma solução. É necessária uma mudança radical de paradigma, um novo modelo de civilização, em resumo, uma transformação revolucionária.”
Michael Löwy, O que é ecossocialismo?
“A crítica cultural do consumismo é necessária, mas perfeitamente insuficiente. É preciso atacar o próprio modo de produção: se o problema é sistêmico, a solução tem de ser antissistêmica, isto é, anticapitalista. O projeto ecossocialista consiste em associar o "vermelho" - a crítica marxista do capital e a alternativa socialista - com o "verde", a crítica ecológica do produtivismo.”
Michael Löwy, O que é ecossocialismo?
“Chico Mendes definiu com as seguintes palavras as bases desta aliança: "Nunca mais um companheiro nosso vai derramar o sangue do outro; juntos nós podemos proteger a natureza, que é o lugar onde nossa gente aprendeu a viver, a criar os filhos e a desenvolver suas capacidades, dentro de um pensamento harmonioso com a natureza, com o meio ambiente e com os seres que habitam aqui.”
Michael Löwy, O que é ecossocialismo?
“Uma questão se coloca: que garantia temos de que as pessoas farão as escolhas certas, as que protegem o meio ambiente, mesmo que o preço a pagar seja mudar uma parte de seus hábitos de consumo? Tal "garantia" não existe, somente uma perspectiva razoável de que a racionalidade das decisões democráticas triunfará uma vez abolido o fetichismo dos bens de consumo. É certo que o povo cometerá erros fazendo más escolhas, mas os próprios especialistas não cometem erros? É impossível conceber a construção de uma nova sociedade sem que a maioria do povo tenha atingido uma grande consciência socialista e ecológica graças às suas lutas, à sua autoeducação e à sua experiência social.”
Michael Löwy, O que é ecossocialismo?
“Uma pista fecunda foi aberta pelo ecologista e "marxista-polanyista" norte-americano James O'Connor: é preciso acrescentar à primeira contradição do capitalismo, examinada por Marx, a que há entre as forças e as relações de produção, uma segunda contradição, a que há entre as forças produtivas e as condições de produção: os trabalhadores, o espaço urbano, a natureza. Pela sua dinâmica expansionista, o capital põe em perigo ou destrói as suas próprias condições, a começar pelo meio ambiente natural - uma possibilidade que Marx não tinha levado suficientemente em consideração.”
Michael Löwy, O que é ecossocialismo?
“A questão ecológica é, na minha visão, o grande desafio para uma renovação do pensamento marxista no início do século XXI. Ela exige dos marxistas uma ruptura radical com a ideologia do progresso linear e com o paradigma tecnológico e econômico da civilização industrial moderna. Certamente, não se trata - isto é evidente - de colocar em questão a necessidade do progresso científico e técnico e da elevação da produtividade do trabalho: estas são duas condições incontornáveis para dois objetivos essenciais do socialismo: a satisfação das necessidades sociais e a redução da jornada de trabalho. O desafio é reorientar o progresso de maneira a torná-lo compatível com a preservação do equilíbrio ecológico do planeta.”
Michael Löwy, O que é ecossocialismo?
“Uma reorganização de conjunto do modo de produção e de consumo é necessária, fundada em critérios exteriores ao mercado capitalista: as necessidades reais da população (não necessariamente "pagáveis") e a preservação do meio ambiente. Em outras palavras, uma economia de transição para o socialismo, "re-inserida" (como diria Karl Polanyi) no meio ambiente social e natural, porque fundada na escolha democrática das prioridades e dos investimentos pela própria população - e não pelas "leis do mercado" ou por um politburo onisciente. Em outras palavras, um planejamento democrático local, nacional, e, cedo ou tarde, internacional, que defina: 1) quais produtos deverão ser subvencionados ou até mesmo distribuídos gratuitamente; 2) quais opções energéticas deverão ser seguidas, ainda que não sejam, num primeiro momento, as mais "rentáveis"; 3) como reorganizar o sistema de transportes, em função de critérios sociais e ecológicos; 4) quais medidas tomar para reparar, o mais rápido possível, os gigantescos estragos do meio ambiente deixados "como herança" pelo capitalismo. E assim sucessivamente... Essa transição levaria não apenas a um novo modo de produção e a uma sociedade igualitária e democrática, mas também a um modo de vida alternativo, a uma civilização nova, ecossocialista, para além do reino do dinheiro, dos hábitos de consumo artificialmente induzidos pela publicidade, e da produção ao infinito de mercadorias nocivas ao meio ambiente.”
Michael Löwy, O que é ecossocialismo?

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