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Rodrigo Emílio
Born
in Lisboa, Portugal
February 18, 1944
Died
March 28, 2004
Genre
More books by Rodrigo Emílio…
“Já de mim não me condôo,
‘trás do anseio sem parede
De abrir asas ao meu vôo,
De dar água à minha sede!
Os sonhos — um regimento
Sem disciplina que os dome.
Daí por que eu me alimento,
Pràticamente, de fome!
E vou no vento, no vento
Vou alado à lei de Além,
Levando no pensamento
O sustento que me sustém...”
― Mote para Motim
‘trás do anseio sem parede
De abrir asas ao meu vôo,
De dar água à minha sede!
Os sonhos — um regimento
Sem disciplina que os dome.
Daí por que eu me alimento,
Pràticamente, de fome!
E vou no vento, no vento
Vou alado à lei de Além,
Levando no pensamento
O sustento que me sustém...”
― Mote para Motim
“E àqueles que não gostam
De nos ver de braço ao alto
Temos só de lhes dizer
Que vão ter de viver
Em eterno sobressalto!”
― Poemas de braço ao alto, seguidos de PÁTRIA PRANTO e d'uma restaurada REUNIÃO DE RUÍNAS
De nos ver de braço ao alto
Temos só de lhes dizer
Que vão ter de viver
Em eterno sobressalto!”
― Poemas de braço ao alto, seguidos de PÁTRIA PRANTO e d'uma restaurada REUNIÃO DE RUÍNAS
“VOLUTA
Abissal, absurdo, absorto,
Possesso, em absoluto, d'outro círculo maior,
Parto para perto do tal porto
Onde o sonho a que regresso me confere aquele conforto
Que não ronda em meu redor.
De mártir, a Morte vem matar um morto.
(Caso para dizer: «Tanto melhor!»)
Eu, às cegas, sigo sempre... — direito ao navio torto,
Que, a meio do Mar do Tempo, não é mais que um pormenor.
Descobre-o, curvo, um corvo —
Serve: um corvo. Eu sugo. Sorvo.
— Sinal de seiva e de sangue. Sabor a sal, a suor.
E insinuo-me até ao ponto d'encontro com o teu corpo:
Corpo que estas mãos sabem de cor...”
―
Abissal, absurdo, absorto,
Possesso, em absoluto, d'outro círculo maior,
Parto para perto do tal porto
Onde o sonho a que regresso me confere aquele conforto
Que não ronda em meu redor.
De mártir, a Morte vem matar um morto.
(Caso para dizer: «Tanto melhor!»)
Eu, às cegas, sigo sempre... — direito ao navio torto,
Que, a meio do Mar do Tempo, não é mais que um pormenor.
Descobre-o, curvo, um corvo —
Serve: um corvo. Eu sugo. Sorvo.
— Sinal de seiva e de sangue. Sabor a sal, a suor.
E insinuo-me até ao ponto d'encontro com o teu corpo:
Corpo que estas mãos sabem de cor...”
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