Jorge de Sena
Born
in Lisboa, Portugal
November 02, 1919
Died
June 04, 1978
Genre
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Sinais de Fogo
—
published
1979
—
15 editions
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O Físico Prodigioso
—
published
1977
—
26 editions
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Os Grão-Capitães
—
published
1971
—
8 editions
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As Antigas e Novas Andanças do Demónio
—
published
1978
—
9 editions
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Homenagem Ao Papagaio Verde
—
published
1998
—
4 editions
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Antología poética
by
—
published
2000
—
4 editions
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Pedra Filosofal
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Carta ao Jovem Poeta
by |
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40 Anos de Servidão
—
published
1979
—
2 editions
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Perseguição
by
—
published
1942
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“Não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.
Eu não posso senão ser
desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença
e sempre a verdade vença,
qual será ser livre aqui,
não hei-de morrer sem saber.
Trocaram tudo em maldade,
é quase um crime viver.
Mas, embora escondam tudo
e me queiram cego e mudo,
não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.”
―
qual a cor da liberdade.
Eu não posso senão ser
desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença
e sempre a verdade vença,
qual será ser livre aqui,
não hei-de morrer sem saber.
Trocaram tudo em maldade,
é quase um crime viver.
Mas, embora escondam tudo
e me queiram cego e mudo,
não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.”
―
“Nós éramos um acaso, os nossos encontros seriam de acaso, o nosso conhecimento e a nossa experiência um do outro seriam sempre de acaso, sempre um somatório desconexo e contraditório de fragmentos sem continuidade. Um somatório que não daria nunca uma qualquer soma, qualquer resultado final, mas muito apenas uma existência como em sonhos, de que acordaríamos, às vezes, nos braços um do outro (e, quem sabe, também noutros braços de outrem). Não seria a nossa vida – e eu nem podia dizer «nossa vida», porque esta não era una, mas as duas vidas que tínhamos, cada um por conta própria – uma serena realidade, com abertas de alegre sonho, em que, abraçados e penetrados, conquistássemos um para o outro o que cada um de per si não teria. Seria exatamente o contrário. Tudo o que tivéssemos dissipá-lo-íamos, periodicamente e ocasionalmente, nos braços um do outro. Não serviríamos um ao outro de nada. Poderíamos até, e seria o mais certo, sermo-nos prejudiciais: ver-nos-íamos um no outro, como em espelhos. E de cada vez que nos assim víssemos, nas intermitências dos encontros, nos só veríamos piores. Mas não teríamos, de verdade, outros rostos, que não aqueles em que mutuamente nos espelhássemos, para vermos que estávamos cada vez mais longe do que poderíamos ter sido, e cada vez mais perto do que, na intermitência, éramos. Seria isto o amor, podia eu chamar-lhe amor? Amor, esta destruição, de vez em quando, do pouco com que nos havíamos defendido um do outro? Amor, essa desgraça de vivermos como que acorrentados a um feitiço ignóbil, sem pureza nem dignidade?”
― Sinais de Fogo
― Sinais de Fogo
“Sem dinheiro, não se fazia nada. Ou nós, viciados nele, não sabíamos fazer nada sem ele.”
― Sinais de Fogo
― Sinais de Fogo
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