Viviane Mosé
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“O ser humano nasce como uma força bruta, uma força criadora que é própria da natureza, mas que precisa da contenção da vontade humana, do limite da lei, para poder transbordar, para dar vazão àquilo de que é capaz. Mas a ordem não pode sobrepujar a força. A lei não pode ter como função impedir a participação do humano na vida. O objetivo da lei é permitir os afetos e o transbordamento das paixões, ao invés de impedi-los; por isso lei e transgressão são faces da mesma moeda. O pensamento resulta, portanto, de um afastamento da natureza, que pode estar fundado em uma afirmação ou uma negação da vida, mas o que marcou a cultura ocidental, diz Nietzsche, terminou por se tornar uma vontade de negação e substituição da vida, uma contranatureza. Um pensamento que retorne para a vida, um pensamento que afirme a natureza é o desafio.”
― A espécie que sabe: do Homo Sapiens à crise da razão
― A espécie que sabe: do Homo Sapiens à crise da razão
“Agir é, antes de tudo, controlar seus próprios impulsos e paixões, dando uma direção às forças, o que significa se afastar da violência da natureza presente em seu próprio corpo.”
― A espécie que sabe: do Homo Sapiens à crise da razão
― A espécie que sabe: do Homo Sapiens à crise da razão
“As primeiras aparições do mito, segundo Cassirer[34], caracterizam-se pela criação dos deuses momentâneos, que não personificam forças da natureza nem características humanas, apenas manifestam forças que não chegam a se configurar como um mito propriamente dito e desaparecem tão rápido quanto surgiram. Os gregos chamavam essas forças momentâneas de Daimon, e mantiveram essa ideia mesmo depois de configurada sua complexa mitologia[35]”
― A espécie que sabe: do Homo Sapiens à crise da razão
― A espécie que sabe: do Homo Sapiens à crise da razão
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