Catherine Malabou
Born
in Sidi Bel Abbès, Algeria
June 18, 1959
Genre
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What Should We Do with Our Brain? (Que faire de notre cerveau?)
by
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published
2004
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23 editions
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Ontology of the Accident: An Essay on Destructive Plasticity
by
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published
2009
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19 editions
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Il piacere rimosso. Clitoride e pensiero
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published
2020
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20 editions
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The Future of Hegel: Plasticity, Temporality and Dialectic
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published
1996
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22 editions
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Plasticity at the Dusk of Writing: Dialectic, Destruction, Deconstruction
by
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published
2004
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9 editions
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The New Wounded: From Neurosis to Brain Damage
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published
2007
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16 editions
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Morphing Intelligence: From IQ Measurement to Artificial Brains
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Changing Difference: The Question of the Feminine in Philosophy
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published
2009
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9 editions
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¡Al ladrón! Anarquismo y filosofía
by
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published
2022
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7 editions
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Before Tomorrow: Epigenesis and Rationality
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“To ask ‘What should we do with our brain?’ is above all to visualize the possibility of saying no to an afflicting economic, political, and mediatic culture that celebrates only the triumph of flexibility, blessing obedient individuals who have no greater merit than that of knowing how to bow their heads with a smile.”
― What Should We Do with Our Brain?
― What Should We Do with Our Brain?
“Decadence has two rhythms, two melodies, the first a slow waltz, the second dissonant and quick, the plastic creation of the lightening bolt.”
― Ontology of the Accident: An Essay on Destructive Plasticity
― Ontology of the Accident: An Essay on Destructive Plasticity
“Por masturbação, a cultura sexual masculina compreende não somente o autoerotismo, como qualquer forma de estimulação dos órgãos sexuais que não seja o coito. […] Para essa cultura”, continua Lonzi, “a sexualidade clitoridiana só pode atuar por meio da masturbação, mesmo que praticada por um(a) parceiro/a”. Importa afirmar, ao contrário, a carícia clitoridiana como relação sexual por completo. “Em nossa opinião, a diferença entre masturbação e não masturbação está na percepção da presença do outro e na troca erótica, não na execução de um modelo de coito” – modelo inteiramente determinado pelos “valores ideológicos da penetração heterossexual procriadora”. A questão do gozo clitoridiano é indissociável da questão política da subjetivação. A afirmação da mulher clitoridiana é o ponto de partida de um tipo novo de devir-sujeito. Lonzi estabelece uma relação determinante entre clitóris e pensamento quando declara que ser clitoridiana significa para uma mulher “pensar na primeira pessoa”. De fato, é impossível pensar por si mesma sem se conhecer, e se conhecer sem saber onde está e qual é o seu prazer. Na escola, escreve Lonzi, “os jovens aprendem o funcionamento da procriação, não o prazer sexual”. Se existe, por exceção, uma distância redutível, é aquela, muito pouco interrogada, entre saber pensar e saber gozar. Entre saber como formamos nossa cabeça e de que maneira a perdemos.
Daí o conceito de autoconsciência (autocoscienza). Para uma mulher, a autoconsciência de seu sexo e de seu prazer distingue-se da consciência de ser dessa ou daquela maneira, vaginal ou clitoridiana. Não se trata de aceitar um dado de nascimento, uma forma de fatalidade. A autoconsciência desperta aquilo de que ela é a consciência, isto é, a verdadeira fonte do desejo. É assim que ela permite, antes de tudo, acabar com a culpa pela suposta frigidez vaginal. A “mulher vaginal” é de fato apenas uma projeção do esquema sexual masculino, uma fabricação da “cultura patriarcal [que] conseguiu manter o clitóris escondido e inutilizado”. “Como é possível que a mulher vaginal hesite em se conscientizar de problema sexual tão vasto?”, prossegue Lonzi. Porque a cultura patriarcal é precisamente uma cultura da clitoridectomia.”
― Il piacere rimosso. Clitoride e pensiero
Daí o conceito de autoconsciência (autocoscienza). Para uma mulher, a autoconsciência de seu sexo e de seu prazer distingue-se da consciência de ser dessa ou daquela maneira, vaginal ou clitoridiana. Não se trata de aceitar um dado de nascimento, uma forma de fatalidade. A autoconsciência desperta aquilo de que ela é a consciência, isto é, a verdadeira fonte do desejo. É assim que ela permite, antes de tudo, acabar com a culpa pela suposta frigidez vaginal. A “mulher vaginal” é de fato apenas uma projeção do esquema sexual masculino, uma fabricação da “cultura patriarcal [que] conseguiu manter o clitóris escondido e inutilizado”. “Como é possível que a mulher vaginal hesite em se conscientizar de problema sexual tão vasto?”, prossegue Lonzi. Porque a cultura patriarcal é precisamente uma cultura da clitoridectomia.”
― Il piacere rimosso. Clitoride e pensiero
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