Ana Afonso
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L Princepico
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A Princesa da Chuva
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The Goddess in You
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Lisboa - Princesa do Tejo e do Mar
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2012
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A Raposa Azul (Histórias tradicionais,#1)
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2009
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O Lobo Prateado
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ESTUDOS DE ARRENDAMENTO URBANO VOL. I
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Impact of Digital Transformation in Teacher Training Models (Advances in Educational Technologies and Instructional Design)
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“Pg_17
Às vezes tenho a sensação de que um autor é uma espécie de médium.
Pg_19
Regressamos assim à imaginação. A essa louca às vezes fascinante e às vezes furiosa que mora no sótão. Ser romancista é conviver harmoniosamente com a louca de cima. É não ter medo de visitar todos os mundos possíveis e alguns impossíveis. Tenho uma teoria (tenho muitas, resultado da laboração frenética da minha razão), segundo a qual os narradores são seres mais dissociados ou talvez mais conscientes da dissociação do que os restantes. Isto é, sabemos que dentro de nós somos muitos. Há profissões que se harmonizam melhor do que outras a este tipo de carácter, como, por exemplo, ser actor ou actriz. Ou ser espião. Mas para mim não há nada comparável a ser romancista, porque nos permite não apenas viver outras vidas, mas inventá-las. «Às vezes tenho a impressão de que surjo daquilo que escrevi como uma serpente surge da sua pele», diz Vila-Matas em a Viagem Vertical. O romance é a autorização da esquizofrenia.”
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Às vezes tenho a sensação de que um autor é uma espécie de médium.
Pg_19
Regressamos assim à imaginação. A essa louca às vezes fascinante e às vezes furiosa que mora no sótão. Ser romancista é conviver harmoniosamente com a louca de cima. É não ter medo de visitar todos os mundos possíveis e alguns impossíveis. Tenho uma teoria (tenho muitas, resultado da laboração frenética da minha razão), segundo a qual os narradores são seres mais dissociados ou talvez mais conscientes da dissociação do que os restantes. Isto é, sabemos que dentro de nós somos muitos. Há profissões que se harmonizam melhor do que outras a este tipo de carácter, como, por exemplo, ser actor ou actriz. Ou ser espião. Mas para mim não há nada comparável a ser romancista, porque nos permite não apenas viver outras vidas, mas inventá-las. «Às vezes tenho a impressão de que surjo daquilo que escrevi como uma serpente surge da sua pele», diz Vila-Matas em a Viagem Vertical. O romance é a autorização da esquizofrenia.”
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