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Desafio 2014 - Distopias e PAs
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Eu alinho.. provavelmente só começarei a ler no final da proxima semana, mas vou estando atenta aos vossos comentarios :)
Meninas, afinal não vou poder participar surgiu-me um imprevisto e não vou ter tempo para ler. Boas leituras!
Oh.... :( De qualquer modo, quando tiveres oportunidade de lhe pegar, passa por cá para deixares as tuas impressões. ;)
Então o que estão a achar? Eu vou a cerca de 40% e estou a gostar bastante, acho que está a prender bem mais que o 2º por esta altura..
Uma coisa que considero interessante é ver a imaginação ao criar e descrever os tipos completamente diferentes de sociedade que apresentam os diferentes países. (view spoiler)
Uma coisa que considero interessante é ver a imaginação ao criar e descrever os tipos completamente diferentes de sociedade que apresentam os diferentes países. (view spoiler)
Ainda não li muito mas do pouco que li deixou-me triste. Aqui ao início nota-se o tom do livro, é um pouco deprimente por causa do Day e deixa-me com pouca vontade ler :P mas vamos ver o que sai daqui, estou curiosa para descobrir mais sobre o mapa que é nos apresentado ao início!
eu continuo com a mesma vontade.. praticamente nula. Definitivamente não há "quimica" com esta saga lol
Eu vou a pouco mais de meio e estou a gostar bastante :) para mim dos 3 até agora está a ser o melhor...
Concordo que isso do Day pode deixar essa sensação, mas a mim até me agradou essa atmosfera. Penso que essa vulnerabilidade estar exposta traz uma perspectiva mais humana para ele que aos meus olhos torna-o bem mais extraordinário. Nos livros anteriores por vezes eu tinha a sensação que eles eram ambos pintados de forma demasiado perfeita no sentido de serem quase "invencíveis", tanto fisica como mentalmente. Acho admirável a atitude dele no contexto de tudo o que ele passou e está a passar. Gostei de podermos ver para além do bad-boy rebelde, que era enaltecido essencialmente pelos seus feitos, a pessoa realmente corajosa e altruista que ele é por trás disso.
Concordo que isso do Day pode deixar essa sensação, mas a mim até me agradou essa atmosfera. Penso que essa vulnerabilidade estar exposta traz uma perspectiva mais humana para ele que aos meus olhos torna-o bem mais extraordinário. Nos livros anteriores por vezes eu tinha a sensação que eles eram ambos pintados de forma demasiado perfeita no sentido de serem quase "invencíveis", tanto fisica como mentalmente. Acho admirável a atitude dele no contexto de tudo o que ele passou e está a passar. Gostei de podermos ver para além do bad-boy rebelde, que era enaltecido essencialmente pelos seus feitos, a pessoa realmente corajosa e altruista que ele é por trás disso.
Carla *Jen7waters* wrote: "Decididamente esta série não é para mim. Baaah."
Então que se passou?!
Então que se passou?!
Marta wrote: "Carla *Jen7waters* wrote: "Decididamente esta série não é para mim. Baaah."
Então que se passou?!"
Opá, nunca consegui gostar da June; + o romance é
tão marado do meu ponto de vista, mas ainda assim não achei grande piada àquele final, não era preciso (spoiler só para quem já acabou de ler-->)(view spoiler)
Outro problema que tenho com esta série é que é só desgraças atrás de desgraças, não me lembro de um único momento em que dei uma gargalhada, um único momento em que não estivesse nervosa a ler, um único momento em que suspirei de alívio ou consegui descontrair, é sempre cena difícil atrás de cena difícil---guerra, tortura, gente a morrer, injustiças sociais, doenças, etc, e sempre com miúdos envolvidos. É angst demais para a minha pessoa. :s
Então que se passou?!"
Opá, nunca consegui gostar da June; + o romance é
tão marado do meu ponto de vista, mas ainda assim não achei grande piada àquele final, não era preciso (spoiler só para quem já acabou de ler-->)(view spoiler)
Outro problema que tenho com esta série é que é só desgraças atrás de desgraças, não me lembro de um único momento em que dei uma gargalhada, um único momento em que não estivesse nervosa a ler, um único momento em que suspirei de alívio ou consegui descontrair, é sempre cena difícil atrás de cena difícil---guerra, tortura, gente a morrer, injustiças sociais, doenças, etc, e sempre com miúdos envolvidos. É angst demais para a minha pessoa. :s
Acabei mesmo agora :) ainda não li muitas distopias YA, mas confesso que esta foi a primeira trilogia do género cujo final não me desiludiu imenso. Claro que algumas coisas podiam ter sido diferentes e melhoradas, mas foi uma conclusão satisfatória e na minha opinião este é o melhor dos 3 livros!
Comecei a ler mais tarde, só consegui fazê-lo na semana passada graças ao amor que os Correios me têm. xD E como a semana foi de loucos, só dou por mim a comentar agora, shame on me. :P
Bem, coisas que queria destacar:
- a apresentação da Antárctida, apesar de um bocadinho inútil para a história (podia ser cortada ou resumida a "ah e tal, estes tipos não nos vão ajudar, os chatos", não era preciso ir lá para levar uma nega), é interessante em termos morais. É um sistema útil, mas se as pessoas têm um comportamento bom para ganhar pontos, e não porque o comportamento bom beneficia a sociedade, podemos mesmo chamar-lhe um comportamento bom? E depois, como a June se pergunta, quem decide o que é bom e mau? É pelo menos um sistema que tem tudo para dar asneira e se tornar num sistema repressivo.
- achei a trilogia, especialmente com este livro, bastante optimista. Em quase tudo o que temos lido de distopias e pós-apocalípticos, há a exploração de como o sistema, ou a falência dele, corrompe e destrói as pessoas. Mas aqui, apesar do que as pessoas passaram às mãos do sistema, ainda se mantêm elas próprias, os soldados não se perderam para o poder que o sistema lhes dava, as pessoas ainda lutam, em vez de saltar do barco para apanhar a cenoura que as Colónias lhes abanam à frente. Não sei, é refrescante.
- e falando no sistema, também é interessante a defesa que a autora faz. Começamos a trilogia com uma perspectiva mais ingénua e adolescente de "vamos deitar isto tudo abaixo e começar de novo", e terminamos com uma mais ponderada e mais adulta de "ok, o sistema não funciona, mas conseguimos melhorá-lo, vamos tentar". É realista e sóbrio, e mostra uma evolução nos personagens, que assumem uma posição nesse sistema para tentar mudá-lo.
- sou mais uma leitora de personagens e adoro quando os autores criam personagens complexos e me fazem gostar deles. A Marie Lu é das poucas autoras que privilegia acção/enredo sobre personagens e me faz gostar à mesma do que escreveu.
- dito isto, estou como a Lóide, o final foi algo comovente, foi um dos poucos momentos mais a pender para os personagens e não para os outros elementos da história. Não sou a maior fã da coisa das memórias, porque fiquei frustradíssima com o que aquilo implicava. Mas acho que a separação temporal é uma boa solução ao dilema posto pelo que aconteceu no primeiro livro. Era claro que os nossos personagens não o conseguiam ultrapassar, e a passagem do tempo era a única coisa que permitia curar, ganhar distância e perspectiva das coisas para que aprendessem a viver com as mágoas.
E bem, ainda há tanta coisa a dizer, mas isto já vai longo, fico-me por aqui.
Bem, coisas que queria destacar:
- a apresentação da Antárctida, apesar de um bocadinho inútil para a história (podia ser cortada ou resumida a "ah e tal, estes tipos não nos vão ajudar, os chatos", não era preciso ir lá para levar uma nega), é interessante em termos morais. É um sistema útil, mas se as pessoas têm um comportamento bom para ganhar pontos, e não porque o comportamento bom beneficia a sociedade, podemos mesmo chamar-lhe um comportamento bom? E depois, como a June se pergunta, quem decide o que é bom e mau? É pelo menos um sistema que tem tudo para dar asneira e se tornar num sistema repressivo.
- achei a trilogia, especialmente com este livro, bastante optimista. Em quase tudo o que temos lido de distopias e pós-apocalípticos, há a exploração de como o sistema, ou a falência dele, corrompe e destrói as pessoas. Mas aqui, apesar do que as pessoas passaram às mãos do sistema, ainda se mantêm elas próprias, os soldados não se perderam para o poder que o sistema lhes dava, as pessoas ainda lutam, em vez de saltar do barco para apanhar a cenoura que as Colónias lhes abanam à frente. Não sei, é refrescante.
- e falando no sistema, também é interessante a defesa que a autora faz. Começamos a trilogia com uma perspectiva mais ingénua e adolescente de "vamos deitar isto tudo abaixo e começar de novo", e terminamos com uma mais ponderada e mais adulta de "ok, o sistema não funciona, mas conseguimos melhorá-lo, vamos tentar". É realista e sóbrio, e mostra uma evolução nos personagens, que assumem uma posição nesse sistema para tentar mudá-lo.
- sou mais uma leitora de personagens e adoro quando os autores criam personagens complexos e me fazem gostar deles. A Marie Lu é das poucas autoras que privilegia acção/enredo sobre personagens e me faz gostar à mesma do que escreveu.
- dito isto, estou como a Lóide, o final foi algo comovente, foi um dos poucos momentos mais a pender para os personagens e não para os outros elementos da história. Não sou a maior fã da coisa das memórias, porque fiquei frustradíssima com o que aquilo implicava. Mas acho que a separação temporal é uma boa solução ao dilema posto pelo que aconteceu no primeiro livro. Era claro que os nossos personagens não o conseguiam ultrapassar, e a passagem do tempo era a única coisa que permitia curar, ganhar distância e perspectiva das coisas para que aprendessem a viver com as mágoas.
E bem, ainda há tanta coisa a dizer, mas isto já vai longo, fico-me por aqui.
Também concordo com a maior parte :) e fico contente de não ter sido a única a gostar da trilogia! Houve tanta gente e dizer aqui que não se tinha conseguido conectar com os personagens que fiquei com essa ideia..
Só não concordo com a parte da Marie Lu privilegiar a acção/enredo sobre os personagens. Acho que é mais um 50/50, porque assim como os personagens não são muito explorados fora do contexto político, o próprio contexto também não é focado fora perspectivas do Day e da June, ficando necessariamente ligado às experiências deles e consequente evolução deles como personagens. Daí por exemplo, a Antárctida não ter sido inútil porque não sendo necessária uma descrição tão detalhada para a história em si, é necessária para a história da June e o seu crescimento.
Pessoalmente achei um equilíbrio interessante, este entre o enredo distópico e o interior dos personagens principais. Para mim funcionou bem...
Só não concordo com a parte da Marie Lu privilegiar a acção/enredo sobre os personagens. Acho que é mais um 50/50, porque assim como os personagens não são muito explorados fora do contexto político, o próprio contexto também não é focado fora perspectivas do Day e da June, ficando necessariamente ligado às experiências deles e consequente evolução deles como personagens. Daí por exemplo, a Antárctida não ter sido inútil porque não sendo necessária uma descrição tão detalhada para a história em si, é necessária para a história da June e o seu crescimento.
Pessoalmente achei um equilíbrio interessante, este entre o enredo distópico e o interior dos personagens principais. Para mim funcionou bem...
Terminei no fim-de-semana e só posso dizer que das distopias que tenho lido, foi a que teve melhor final. Podia ter alterado algumas coisas mas serviu completamente o propósito.
Adorei a June, devo ter sido das poucas.
Adorei o final do Day, e como a Catarina "p7" diz, o facto da autora privilegiar a acção/enredo sobre as personagens funcionou muito bem, e acho mesmo que o desenvolvimento das personagens não ficou nada aquém com esta escolha da autora.
No final não consegui aguentar as lágrimas (o que é estranho já que não costumo me emocionar muito com os livros :S)
Adorei a June, devo ter sido das poucas.
Adorei o final do Day, e como a Catarina "p7" diz, o facto da autora privilegiar a acção/enredo sobre as personagens funcionou muito bem, e acho mesmo que o desenvolvimento das personagens não ficou nada aquém com esta escolha da autora.
No final não consegui aguentar as lágrimas (o que é estranho já que não costumo me emocionar muito com os livros :S)
Marta wrote: "Adorei a June, devo ter sido das poucas. "
Não estás sozinha! Também gostei muito da June e acho que ela cresceu bastante ao longo da trilogia :)
Marta wrote: "Adorei o final do Day ..."
Eu achei que foi um final belo no que respeita à ideia em si e como conclusão para a relação deles, mas achei que a execução do lado do Day ficou um pouco mal explicada. (view spoiler)
Não estás sozinha! Também gostei muito da June e acho que ela cresceu bastante ao longo da trilogia :)
Marta wrote: "Adorei o final do Day ..."
Eu achei que foi um final belo no que respeita à ideia em si e como conclusão para a relação deles, mas achei que a execução do lado do Day ficou um pouco mal explicada. (view spoiler)
Concordo contigo Su e mais o Eden repara nela por isso ele próprio podia dizer "olha vai ali a rapariga..."
Basicamente no fim a história resume-se só à parte da vida da June e não à do Day, o que se levarmos em conta os 3 livros que são com os pontos de vistas dos dois, é estranho.
Sinceramente acho que a autora quis colocar um bom final sem ter de o alongar por mais tempo...
Basicamente no fim a história resume-se só à parte da vida da June e não à do Day, o que se levarmos em conta os 3 livros que são com os pontos de vistas dos dois, é estranho.
Sinceramente acho que a autora quis colocar um bom final sem ter de o alongar por mais tempo...
Finalmente um final digno que não me deixou a puxar os cabelos. Para mim este livro teve sempre entre as 3,5 e 4 estrelas mas aquelas últimas 50 paginas finais foram decisivas para um 4* sólido.foi uma boa aventura sem dúvida, não senti aquele bichinho de ler compulsivamente como aconteceu com outras trilogias distópicas mas gostei bastante desta trilogia de Marie Lu.
já sei que ela tem uma nova série e tenho de ir espreitar do que se trata. :-)






Data prevista para início da leitura: 7 de Julho
Interessadas:
Catarina "p7"
Beatriz
Su
Renata
Lóide
jen7waters
Mafi
Marta
Diana