Foi como ler uma coleção de poesias, em cada página é quase palpável a melanciolia por trás de cada palavra. Como o branco é uma cor associada ao luto na Coreia do Sul, ela alterna entre vida e morte, e mesmo nas partes com mais angústia e dor (nesse caso, voltadas à morte) ela consegue trazê-las de uma forma afetuosa (afinal, vida e morte andam juntas). Han Kang lida com o luto de forma forma diferente, "emprestando" seu corpo para a sua irmã falecida, e lidando com a dor do luto experienciada por seus pais (e com o luto após o falecimento de sua mãe), e refletindo sobre como seria sua vida se seus irmãos não tivessem falecido, o que provavelmente faria com que a autoria nem tivesse nascido. O luto tem diferentes formas, e eu achei que a forma com que ela transcreveu esse sentimento durante o livro foi muito única. Achei bem diferente de A Vegetariana, mas um diferente bom. A obra conseguiu me envolver totalmente ao longo da leitura, e até me senti meio melancólica durante a leitura.
“Todas as memórias do que passei na vida estão isoladas e seladas junto à minha língua materna, de forma inseparável. Quanto mais teimoso o isolamento, mais vívidas se tornam as memórias inesperadas. E o peso delas se torna ainda mais opressor.”
Han Kang lida com o luto de forma forma diferente, "emprestando" seu corpo para a sua irmã falecida, e lidando com a dor do luto experienciada por seus pais (e com o luto após o falecimento de sua mãe), e refletindo sobre como seria sua vida se seus irmãos não tivessem falecido, o que provavelmente faria com que a autoria nem tivesse nascido.
O luto tem diferentes formas, e eu achei que a forma com que ela transcreveu esse sentimento durante o livro foi muito única. Achei bem diferente de A Vegetariana, mas um diferente bom. A obra conseguiu me envolver totalmente ao longo da leitura, e até me senti meio melancólica durante a leitura.
“Todas as memórias do que passei na vida estão isoladas e seladas junto à minha língua materna, de forma inseparável. Quanto mais teimoso o isolamento, mais vívidas se tornam as memórias inesperadas. E o peso delas se torna ainda mais opressor.”
4.5 ☆