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Cristina
Cristina is on page 25 of 155 of As melhores crónicas de amor
(...) diz-nos que o ciúme é um veneno, que a desconfiança é uma falta de respeito e que o sentimento de posse é um desprezo pela liberdade do outro (...) Mas, para haver romance, tem de haver perigo. E, para haver aventura, tem de haver risco. O ciúme é apenas o princípio do amor. Onde não há ciúme, não há perigo nem risco. O amor começa com ele e vai piorando e tornando-se melhor à medida que avança.
Feb 16, 2026 02:22PM Add a comment
As melhores crónicas de amor

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Cristina is on page 77 of 287 of A máquina de fazer espanhóis
sonhar um mundo é correr riscos ainda maiores. é ser-se ambicioso perante o que já é impossível.
Feb 09, 2026 04:38PM Add a comment
A máquina de fazer espanhóis

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Cristina is on page 46 of 287 of A máquina de fazer espanhóis
(...) pouco importava tudo isso porque tão na extremidade da vida eram todos a mesma coisa, um conjunto de abandonados a descontar pó em vez de areia na ampulheta do pouco tempo.
Jan 28, 2026 11:40AM Add a comment
A máquina de fazer espanhóis

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Cristina is on page 77 of 224 of Nem Todas as Árvores Morrem de Pé
Cada árvore é uma mãe. Vê os filhos que nascem e partem. Nunca abandona o seu lugar. Morre de pé.
Aug 24, 2025 07:56AM Add a comment
Nem Todas as Árvores Morrem de Pé

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Cristina is on page 47 of 224 of Nem Todas as Árvores Morrem de Pé
Às vezes passavam-se horas até que um de nós dissesse uma palavra. A nossa amizade era feita mais de silêncios do que de palavras, e, no entanto, ninguém me conhecia tão bem como ele.
Aug 20, 2025 12:15PM Add a comment
Nem Todas as Árvores Morrem de Pé

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Cristina is on page 41 of 224 of Nem Todas as Árvores Morrem de Pé
Ouvi a minha mãe chorar. Assim que me viu, fingiu um sorriso. Não há nada mais triste do que um sorriso que não se segura sozinho.
Aug 20, 2025 12:10PM Add a comment
Nem Todas as Árvores Morrem de Pé

Cristina
Cristina is on page 15 of 224 of Nem Todas as Árvores Morrem de Pé
Com o passar do tempo, a planta que fura o asfalto torna-se também ela asfalto. Fica a fissura para nos relembrar de que é possível dançar em contra mão. É possível a terra ser o início, e não o fim.
Aug 20, 2025 08:46AM Add a comment
Nem Todas as Árvores Morrem de Pé

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Cristina is on page 244 of 248 of Passagem Noturna
Eu morro. Chego aqui, todas as semanas, a este sofá, e percebo que nada existe. Tudo passou, exceto a memória de um momento da mais inteira felicidade. Só eu sobrevivo nessa memória. Eu. Aquela que não sabe quem não é. Eu. Aquela que já foi inteiramente feliz. E é disso que tenho estado a falar já há dois anos. (...) passo, todas as noites, de um amanhã para o outro, sem me levar comigo, de como morro durante a noite
Aug 19, 2025 10:52PM Add a comment
Passagem Noturna

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Cristina is on page 243 of 248 of Passagem Noturna
Eu não sou louca; não ao ponto de não saber quem sou. Eu sei perfeitamente quem sou. Nunca tive dificuldade em saber. (...) O meu problema - a minha doença, dizem-me - é eu nao saber quem não sou.
Aug 19, 2025 10:49PM Add a comment
Passagem Noturna

Cristina
Cristina is on page 238 of 248 of Passagem Noturna
Talvez tenha sido então que perdi o futuro, pelo menos durante uns anos. Mas o despojamento total não aconteceu de uma só vez. A vida não tem essa misericórdia. Ela vai-nos regando de enamoramento à medida que nos seca as folhas, forçando outras logo a irromper através da dureza dos cauales e galhos (...) É assim que a natureza engana as plantas, fazendo-as renascer todos os anos, apenas para as matar pouco depois.
Aug 19, 2025 10:46PM Add a comment
Passagem Noturna

Cristina
Cristina is on page 237 of 248 of Passagem Noturna
A partir daí, todos os dias foram dias de recordar o gelado dela, o cheiro dela, a voz dela, os beijos dela, os livros dela, a roupa dela, o perfume dela, os cozinhados dela, o som dos saltos altos dela no soalho de madeira da casa dela com um jardim dela; dias de reviver o frio eterno, fossilizado no passado fecundando eternamente o presente onde ela continua descansando no sofá, dormindo no quarto, dando aulas (...
Aug 19, 2025 10:41PM Add a comment
Passagem Noturna

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Cristina is on page 237 of 248 of Passagem Noturna
Quer falar do futuro? (...) Tenho-me perguntado muitas vezes quando fiquei sem ele. Terá sido quando a minha mãe morreu, tinha eu dez anos, quase onze? Durante muito tempo, vivi na lembrança daquele dia quente de Outono, o último da felicidade inteira chegando numa embalagem de gelado (...), pura gula de amor à boca que chamava Filha, cheguei, onde estás?, puro prazer no abraço, pura alegria de lírios e açúcar.
Aug 19, 2025 10:38PM Add a comment
Passagem Noturna

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Cristina is on page 213 of 248 of Passagem Noturna
(...) viajantes que se adaptam à nova sabedoria dos lugares por onde passam. Nesta viagem, somos assim; noutra viagem, seremos diferentes - e assim nos desfolharemos, como os malmequeres, que não deixam de o ser só por falta das pétalas ou depois de indicado o amor verdadeiro.
Aug 19, 2025 12:50AM Add a comment
Passagem Noturna

Cristina
Cristina is on page 162 of 184 of O Amigo do Deserto
É isto que o deserto ensina: caminhar pela terra e parar onde houver água, e assim um dia após outro até chegar o momento em que se descobre que não só se ama o oásis como o próprio caminho: ama-se a areia, a dificuldade.
Jun 19, 2025 04:27PM Add a comment
O Amigo do Deserto

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Cristina is on page 148 of 184 of O Amigo do Deserto
(...) é a um grão de areia que mais me pareço (...) perdido e indiferenciado na imensidão do mundo e, no entanto, com uma identidade precisa e individual. (...) Apenas um miserável grão deste deserto terrível e fascinante (...). E acho que esta é a melhor definição que alguma vez dei de mim.
Jun 19, 2025 03:57PM Add a comment
O Amigo do Deserto

Cristina
Cristina is on page 141 of 184 of O Amigo do Deserto
Sentia que, tal como o mais contraditório, sobretudo o contraditório, é possível no deserto - terra árida com os oásis mais esplêndidos que brilham à face da terra, terra ardente e geladora ao mesmo tempo -, assim coabitam em mim todos os contrastes imagináveis.
Jun 19, 2025 03:48PM Add a comment
O Amigo do Deserto

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Cristina is on page 139 of 184 of O Amigo do Deserto
Depois de muito pensar, cheguei à conclusão de que o que me atrai do vazio é o êxtase da possibilidade.
Jun 19, 2025 03:39PM Add a comment
O Amigo do Deserto

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Cristina is on page 138 of 184 of O Amigo do Deserto
Nem eu próprio sabia com exatidão se estava no meio deles para descansar, para reencontrar as minhas raízes ou para inventar uma nova vida para mim. (...) A minha única resposta, e não era uma resposta, era esta: "Estou aqui." Isso bastava-me.
Jun 19, 2025 03:34PM Add a comment
O Amigo do Deserto

Cristina
Cristina is on page 137 of 184 of O Amigo do Deserto
(...) foi ali que aprendi que o deserto não pode ser procurado, mas só esperado; e que essa espera deve ser enfrentada como se tivéssemos todo o tempo do mundo e como se o aparecimento das suas recompensas ou presentes (...) fosse completamente indiferente.
Jun 19, 2025 03:28PM Add a comment
O Amigo do Deserto

Cristina
Cristina is on page 131 of 184 of O Amigo do Deserto
Pensa que só és livre quando, ao partir, puderes levar contigo tudo o que é teu.
May 28, 2025 03:11PM Add a comment
O Amigo do Deserto

Cristina
Cristina is finished with História da Melancolia
Outro modelo é o de Seligman (...) verificou que (...) expostos a estímulos incontroláveis e imprevisíveis desenvolviam um comportamento caracterizado por apatia e prejuízo da capacidade de aprendizagem, a que denominou "desamparo aprendido". (...) procuravam explicar os sintomas depressivos como decorrentes da falta de controle do indivíduo sobre situações adversas ou imprevisíveis que pudessem acarretar sofrimento.
Feb 05, 2025 11:23PM Add a comment
História da Melancolia

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As referências filosóficas da terapia cognitiva remontam aos filósofos estoicistas, como (...) Epicteto, autor da frase "os homens não são perturbados pelas coisas, mas sim pelas visões que têm delas".
Feb 05, 2025 11:22PM Add a comment
História da Melancolia

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Para [Beck], a presença de crenças disfuncionais é o que gera a patologia. No caso da depressão, (...) geralmente relacionadas a não ser amado ou ser inadequado produzem pensamentos negativos que distorcem a percepção da realidade e afetam significativamente o comportamento do indivíduo, gerando e mantendo os sintomas. "(...)quando ajudava os pacientes a mudar o seu diálogo interno (seus pensamentos) ajudava-os (...)
Feb 05, 2025 11:21PM Add a comment
História da Melancolia

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Freud discute as semelhanças entre o estado normal de luto e a melancolia, ambos apresentando em comum uma perda de interesse pelo mundo externo, e as dessemelhanças, já que, no luto, a perda do objeto é real, e na melancolia o objeto não desapareceu, mas foi "perdido enquanto objeto de amor".
Feb 05, 2025 11:16PM Add a comment
História da Melancolia

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Cristina is finished with História da Melancolia
Kretschmer (...) ideia de que os grandes quadros psiquiátricos desenvolviam-se em indivíduos predispostos de maneira progressiva e compreensível por meio da empatia (...)
Sua postura dimensional de um continuum entre a personalidade e a psicose contrapunha-se às ideias de psiquiatras renomados como Kraeplin, Jaspers e posteriormente Kurt Schneider, que entendiam haver uma ruptura completa entre a sanidade e a doença.
Feb 05, 2025 11:15PM Add a comment
História da Melancolia

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Gaupp sugere que há uma personalidade prévia, sensível, que, submetida ao desencadeante ambiental, poderia levar ao desenvolvimento de um quadro psiquiátrico, em particular os delírios paranóides.
Feb 05, 2025 11:14PM Add a comment
História da Melancolia

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[Heinroth] mostra sua convicção de que una doença mental causa uma doença somática: 'na grande maioria dos casos não é o corpo que está doente, mas a alma, que pela sua doença mental direta e primariamente origina esses problemas que afetam o corpo'. (...) disfunções físicas podem alterar e piorar doenças mentais, incluindo a depressão.
Feb 05, 2025 11:13PM Add a comment
História da Melancolia

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Acreditava que o 'controlo moral', baseado em métodos psicológicos, pudesse, por meio de uma atitude médica firme, exemplar (misto de doçura e autoridade), curar o doente. (...) Pinel nunca definiu exatamente as técnicas que constituíam o 'tratamento moral'. (...) entendimento incorreto do termo moral como algo que se relacione com a ética ou adequação dos costumes. (...) Talvez o melhor fosse dizer psicoterapia(...)
Feb 05, 2025 11:12PM Add a comment
História da Melancolia

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Surge com Pinel e Vicenzo Chiarugi (...) o tratamento moral (...), duvidava da utilidade dos métodos físicos (...) de restrição nos manicómios, que insistiam na busca de fatores orgânicos e no amplo uso de drogas terapêuticas (...)
Feb 05, 2025 11:10PM Add a comment
História da Melancolia

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