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Hannah
Hannah is 18% done with A Vergonha
"Mas a mulher que sou em 1995 é incapaz de se ver na menina de 1952, que só conhecia sua cidadezinha, sua família e sua escola, que só tinha à disposição um vocabulário reduzido. E, a sua frente, a imensidão do tempo por viver. Não existe memória verdadeira sobre si mesma."
Nov 23, 2025 01:04PM Add a comment
A Vergonha

Hannah
Hannah is 13% done with A Vergonha
"Assim como as fotos constituem a prova do meu corpo de 1952, o missal — e o fato de ele ter sido conservado depois de tantas mudanças não é insignificante — é a prova material irrefutável do universo religioso do qual eu fazia parte, mas que não consigo mais apreender."
Nov 23, 2025 12:55PM Add a comment
A Vergonha

Hannah
Hannah is 3% done with A Vergonha
"Mais tarde, cheguei a contar para alguns homens: 'Meu pai tentou matar minha mãe pouco antes de eu fazer doze anos'. Ter vontade de dizer essa frase significava que eu estava apaixonada por eles. Todos se calaram depois de ouvi-la. Eu percebia que tinha cometido um erro, que eles não tinham condições de ouvir uma coisa dessas."
Nov 23, 2025 12:42PM Add a comment
A Vergonha

Hannah
Hannah is on page 22 of 96 of Água Viva
"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada."
Nov 19, 2024 08:34AM Add a comment
Água Viva

Hannah
Hannah is on page 21 of 96 of Água Viva
"Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não palavra -- a entrelinha -- morde a isca, alguma coisa se escreveu."
Nov 19, 2024 08:30AM Add a comment
Água Viva

Hannah
Hannah is on page 21 of 96 of Água Viva
Não encontro resposta: sou. É isto apenas o que me vem da vida. Mas sou o quê? a resposta é apenas: sou o quê. Embora às vezes grite: não quero mais ser eu!! mas eu me grudo a mim e inextricavelmente forma- se uma tessitura de vida.
Nov 19, 2024 08:28AM Add a comment
Água Viva

Hannah
Hannah is on page 19 of 96 of Água Viva
"Sim, esta é a vida vista pela vida."
Nov 19, 2024 08:23AM Add a comment
Água Viva

Hannah
Hannah is on page 17 of 96 of Água Viva
"[...] eu que ambiciono beber água na nascente da fonte -- eu que sou tudo isso, devo por sina e trágico destino só conhecer e experimentar os ecos de mim, porque não capto o mim propriamente dito."
Nov 19, 2024 08:16AM Add a comment
Água Viva

Hannah
Hannah is on page 17 of 96 of Água Viva
"Eu que detesto domingo por ser oco"

Até a Clarice odiava o domingo à noite
Nov 19, 2024 08:02AM Add a comment
Água Viva

Hannah
Hannah is on page 15 of 96 of Água Viva
"Entro lentamente na minha dádiva a mim mesma, esplendor dilacerado pelo cantar último que parece ser o primeiro. Entro lentamente na escrita assim como já entrei na pintura. É um mundo emaranhado de cipós, sílabas, madressilvas, cores e palavras - limiar de entrada de ancestral caverna que é o útero do mundo e dele vou nascer."
Nov 19, 2024 07:56AM Add a comment
Água Viva

Hannah
Hannah is on page 14 of 96 of Água Viva
"Quero escrever-te como quem aprende. Fotografo cada instante. Aprofundo as palavras como se pintasse, mais do que um objeto, a sua sombra."
Nov 19, 2024 07:51AM Add a comment
Água Viva

Hannah
Hannah is on page 13 of 96 of Água Viva
"Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo não deixando, gênero não me pega mais. Estou num estado muito novo e verdadeiro, curioso de si mesmo, tão atraente e pessoal a ponto de não poder pintá-lo ou escrevê-lo."
Nov 19, 2024 07:48AM Add a comment
Água Viva

Hannah
Hannah is on page 13 of 96 of Água Viva
"E se eu digo 'eu' é porque não ouso dizer 'tu', ou 'nós' ou 'uma pessoa'. Sou obrigada à humildade de me personalizar me apequenando mas sou o és-tu."
Nov 19, 2024 07:39AM Add a comment
Água Viva

Hannah
Hannah is on page 10 of 96 of Água Viva
"Não se compreende música: ouve-se. Ouve-me então com teu corpo inteiro."
Nov 19, 2024 07:25AM Add a comment
Água Viva

Hannah
Hannah is 2% done with Diários: 1909-1923 (Portuguese Edition)
"Com frequência reflito sobre isso e dou curso a meus pensamentos sem me imiscuir, mas chego sempre à mesma conclusão: a de que minha educação me arruinou mais do que a todas as pessoas que conheço e mais do que compreendo. Mas só posso falar a esse respeito de tempos em tempos, porque, se me perguntam: “É mesmo? Será possível? Devemos acreditar nisso?”, eu, assustado e nervoso, logo busco limitar a afirmação."
Nov 16, 2024 03:54PM Add a comment
Diários: 1909-1923 (Portuguese Edition)

Hannah
Hannah is on page 18 of 448 of Os Testamentos
Começando...
Nov 11, 2024 08:37AM Add a comment
Os Testamentos

Hannah
Hannah is finished with O Conto da Aia
Que tijolada de livro
Nov 11, 2024 08:30AM Add a comment
O Conto da Aia

Hannah
Hannah is on page 233 of 368 of O Conto da Aia
"Agora chegamos ao perdão. Não Te preocupes em me perdoar agora. Existem coisas mais importantes. Por exemplo: mantém os outros a salvo, se estiverem salvos. Não permitas que sofram demais. Se tiverem que morrer, que a morte seja rápida. Poderias até oferecer-lhes um Céu. Precisamos de Ti para isso. O Inferno podemos fazer nós mesmos."
Nov 11, 2024 04:30AM Add a comment
O Conto da Aia

Hannah
Hannah is on page 155 of 368 of O Conto da Aia
Mãe, penso. Onde quer que você possa estar. Pode me ouvir? Você queria uma cultura de mulheres. Bem, agora existe uma. Não é como a que você queria, mas existe. Dê graças a Deus pelo pouco que tem.
Nov 07, 2024 08:42AM Add a comment
O Conto da Aia

Hannah
Hannah is on page 135 of 368 of O Conto da Aia
Em condições de vida reduzidas o desejo de viver se prende a estranhos objetos. Eu gostaria de um animal de estimação: um passarinho, digamos, ou um gato. Qualquer coisa familiar. Um rato serviria, numa emergência, mas não há nenhuma chance disso. Esta casa é limpa demais.
Nov 07, 2024 08:03AM Add a comment
O Conto da Aia

Hannah
Hannah is on page 125 of 368 of O Conto da Aia
Se eu pensasse que isso nunca mais aconteceria eu morreria.

Mas isso está errado, ninguém morre por falta de sexo. É por falta de amor que morremos. Não há ninguém que eu possa amar, todas as pessoas que eu podia amar estão mortas ou em outro lugar. Quem sabe onde estão ou quais são seus nomes agora? Poderiam muito bem não estar em lugar nenhum, como eu estou para elas. Também sou uma pessoa desaparecida.
Nov 07, 2024 07:55AM Add a comment
O Conto da Aia

Hannah
Hannah is on page 70 of 368 of O Conto da Aia
[...] mas essas matérias eram a respeito de outras mulheres, e os homens que faziam aquele tipo de coisas eram outros homens. Nenhum deles eram os homens que conhecíamos

[...] Éramos as pessoas que não estavam nos jornais. Vivíamos nos espaços brancos não preenchidos nas margens da matéria impressa. Isso nos dava mais liberdade.

Vivíamos nas lacunas entre as matérias.
Nov 07, 2024 06:36AM Add a comment
O Conto da Aia

Hannah
Hannah is on page 52 of 368 of O Conto da Aia
Conto, em vez de escrever, porque não tenho nada com que escrever e, de todo modo, escrever é proibido. Mas se for uma história, mesmo em minha cabeça, devo estar contando-a para alguém. Você não conta uma história apenas para si mesma. Sempre existe alguma outra pessoa.

Mesmo quando não há ninguém.
Nov 07, 2024 05:35AM Add a comment
O Conto da Aia

Hannah
Hannah is on page 36 of 368 of O Conto da Aia
Existe mais de um tipo de liberdade, dizia Tia Lydia. Liberdade para, a faculdade de fazer ou não fazer qualquer coisa, e liberdade de, que significa estar livre de alguma coisa. Nos tempos da anarquia, era liberdade para. Agora a vocês está sendo concedida a liberdade de.

Não a subestimem.
Nov 07, 2024 05:09AM Add a comment
O Conto da Aia

Hannah
Hannah is on page 57 of 312 of A Insustentável Leveza do Ser
"Tereza lera mais do que elas, sabia mais do que elas sobre a vida, mas nunca se dava conta disso. O que distingue o autodidata daquele que estudou não é a extensão dos conhecimentos, mas os diferentes graus de vitalidade e de confiança em si."
Oct 09, 2024 07:21AM Add a comment
A Insustentável Leveza do Ser

Hannah
Hannah is on page 47 of 312 of A Insustentável Leveza do Ser
Ela explicava incansavelmente a Tereza que ser mãe é sacrificar tudo. Suas palavras eram convincentes porque expressavam a experiência de uma mulher que havia perdido tudo por causa do filho. Tereza escutava e acreditava que o mais alto valor da vida era a maternidade, e que a maternidade era um grande sacrifício. Se a maternidade é o próprio Sacrifício, ser filha é a Culpa que jamais poderá ser resgatada.
Oct 09, 2024 04:58AM Add a comment
A Insustentável Leveza do Ser

Hannah
Hannah is on page 44 of 312 of A Insustentável Leveza do Ser
"A dualidade entre a alma e o corpo foi dissimulada por termos científicos e, hoje, não passa de um preconceito fora de moda que só nos faz rir.

Mas basta amar loucamente e ouvir o ruído dos intesti- nos para que a unidade da alma e do corpo, ilusão lírica da era científica, imediatamente se dissipe."
Oct 09, 2024 04:47AM Add a comment
A Insustentável Leveza do Ser

Hannah
Hannah is on page 43 of 312 of A Insustentável Leveza do Ser
"O corpo era uma gaiola e, dentro dela, uma coisa qualquer olhava, escutava, tinha medo, pensava e se espantava; essa coisa qualquer, essa sobra que subsistia, deduzindo o corpo, era a alma."
Oct 09, 2024 04:46AM Add a comment
A Insustentável Leveza do Ser

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