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Chico Buarque Chico Buarque > Quotes

 

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“(Hungarian...) the only tongue the devil respects.”
Chico Buarque, Budapeste
“Abre o teu coração ou eu arrombo a janela”
Chico Buarque
“E qualquer coisa que eu recorde agora, vai doer. A memória é uma vasta ferida.”
Chico Buarque, Leite Derramado
“As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem.”
Chico Buarque
“Acho uma delícia quando você esquece os olhos em cima dos meus.”
Chico Buarque
“É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar”
Chico Buarque
“Ali por uns segundos tive a sensação de haver desembarcado em país de língua desconhecida, o que para mim era sempre uma sensação boa, era como se a vida fosse partir do zero.”
Chico Buarque, Budapeste
“Com o tempo aprendi que o ciúme é um sentimento para proclamar de peito aberto, no instante mesmo de sua origem. Porque ao nascer, ele é realmente um sentimento cortês, deve ser logo oferecido à mulher como uma rosa. Senão, no instante seguinte ele se fecha em repolho, e dentro dele todo o mal fermenta. O ciúme é então a espécie mais introvertida das invejas, e mordendo-se todo, põe nos outros a culpa de sua feiura”
Chico Buarque, Leite Derramado
“E quando amanhece, não é o dia que nasce no horizonte, é a noite que se recolhe no fundo do vale”
Chico Buarque, Estorvo
“Mal tinha chegado ao país e queria encontrar todas as portas abertas ou explodi-las a dinamite. Eu já sabia que as portas estavam apenas encostadas. Talvez amanhã eu me visse eventualmente perdido num labirinto de 700portas.”
Chico Buarque, Leite Derramado
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“O Danúbio, pensei, era o Danúbio mas não era azul, era amarelo, a cidade toda era amarela, os telhados, o asfalto, os parques, engraçado isso, uma cidade amarela, eu pensava que Budapeste fosse cinzenta, mas Budapeste era amarela.”
Chico Buarque, Budapeste
“Era um rio podre, contudo eu ainda via alguma graça ali onde ele fazia a curva, no modo peculiar daquela curva, penso que a curva é o gesto de um rio. E assim o reconheci, como às vezes se reconhece num homem velho o trejeito infantil, mais lento apenas.”
Chico Buarque, Leite derramado
“For an immigrant, an accent may be a form of vengeance, a way of insulting the language that constrains him. In the language he does not esteem, he will mumble only the words necessary to his work and daily life, always the same words, not one more. And even these he shall forget at the end of his life, to return to the vocabulary of childhood. Just as the names of those around us are forgotten when the memory begins to lose water, as a swimming pool slowly drains away, as yesterday is forgotten while our deepest memories remain. But for one who had adopted a foreign tongue as if hand-picking his own mother, for one who had sought out and loved every last one of its words, the persistence of an accent was an unfair punishment.”
Chico Buarque, Budapeste
“Agi como um esnobe, que como vocês devem saber, significa indivíduo sem nobreza.”
Chico Buarque, Leite Derramado
“E quando o seu bem-querer dormir
Tome conta que ele sonhe em paz,
Como alguém que lhe apagasse a luz,
Vedasse a porta e abrisse o gás.”
Chico Buarque, Gota d'Água
“Se soubesse como gosto das suas cheganças, você chegaria correndo todo dia.”
Chico Buarque, Leite derramado
“A felicidade
Morava tão vizinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha

Chico Buarque”
Chico Buarque
“I strove to speak such fastidious Hungarian that perhaps for this very reason it sometimes rang false. Perhaps a word here or there, pronounced with excessive zeal, stood out like a glass eye that was more realistic than the good eye.”
Chico Buarque, Budapeste
“It should be against the law to mock someone who tries his luck in a foreign language.”
Chico Buarque, Budapeste
“Houve um tempo em que, se tivesse de optar entre duas cegueiras, escolheria ser cego ao esplendor do mar, às montanhas, ao pôr-do-sol do Rio de Janeiro, para ter olhos de ler o que há de belo, em letras negras sobre fundo branco.”
Chico Buarque, Budapeste
“Busquei abrigo num quiosque, e me perguntei se algum dia saberia viver longe do mar, em cidade que não terminasse assim num acidente,
mas agonizando para todos os lados.”
Chico Buarque, Budapeste
“Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado, eu permaneço atento”
Chico Buarque
“Entro na cozinha tomando cuidado para não acordar ninguém. A única luz da casa vem da despensa. Ali passando, vejo o velho e a menina da cabeleira sentados frente a frente, ela no tamborete e ele num monte de estopas. O velho está com o pau duro na mão. A neta sorri para o pau duro na mão do avô. É um pau íntegro, rosado, luzidio, que me parece incompatível com aquela mão toda venosa. Não parece o pau do velho, é mais o pau do blusão de náilon cheio de logotipos que o velho veste. A menina vira o rosto, voltando para mim o mesmo sorriso que valia para o pau. Depois fica séria e se levanta. Passa por mim e vai ter com o moleque seu irmão, que lhe acena com uma fita cassete. Ela coloca a fita no walkman, o fone nos ouvidos, e fica andando em círculos na cozinha, a camiseta até os joelhos estampada com a cara de um deputado.”
Chico Buarque, Estorvo
“Se bem que Benjamin Zambraia seja um senhor bastante conservado. Melhor: um rapaz recém-envelhecido.”
Chico Buarque, Benjamin
“É sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar.”
Chico Buarque
“Al final de tantos sinsabores, creo que hasta me he vuelto más guapo, como sucede a quien sufre un proceso sin saber por qué.”
Chico Buarque, O Irmão Alemão
“Com taquicardia, respiro fundo, olho ao redor, só não me lembro mais por que eu tanto queria atravessar a rua. Este lado é como um espelho do outro, com os mesmos pedestres aflitos para atravessar de volta, os mesmos minúsculos botecos com idênticas bundas grandes do lado de fora, além de uma banca de jornal igual a todas, onde vejo exposta uma primeira página tenebrosa.”
Chico Buarque, O Irmão Alemão
“Me curvo en posición fetal y estiro los brazos entre las piernas dobladas, como desperezándome hacia dentro.”
Chico Buarque, O Irmão Alemão
“Custei a aprender que para conhecer uma cidade, melhor que percorrê-la em ônibus de dois andares é se fechar num aposento dentro dela. Não é fácil, e eu sabia que entrar em Budapeste não seria fácil.”
Chico Buarque, Budapeste
“Quatro anos e meio vivi com essa mulher. Mas vivi de me trancar com ela, de café na cama, de telefone fora do gancho, de não dar as caras na rua. Um sorvete na esquina, no máximo uma sessão da tarde, umas compras para o jantar, e casa. Entrei nuns empregos que ela me arrumou, na segunda semana eu caía doente, e casa. No último ano foi ela quem começou a trabalhar fora. Argumentei que ela tinha diploma universitário, que podia aguardar melhores oportunidades, e disse “não vai se adaptar”. Mas se adaptou, levava jeito, tomou gosto, virou gerente de vendas e nunca pegou nem um resfriado. Eu esperava por ela em casa. Habituei-me sem ela em casa, andava nu, cantava. Mudava a arrumação da sala, planejava empapelar as paredes. Já gostava mais da casa sem minha mulher. Sozinho em casa eu tinha mais espaço para pensar na minha mulher, e era nela fora de casa que eu mais pensava. Às vezes ela chegava tarde da noite e ia ao banheiro, e bulia na cozinha, e ligava a televisão sem necessidade, e isso me dava um tipo de ciúme da casa. Preferia não ver, e amiúde fingia estar dormindo. De manhã, deixava-a acordar sozinha, abrir e fechar gavetas, ligar o chuveiro, bater vitamina e sair para o trabalho. Só então começava a minha jornada, que era andar de um lado para o outro da casa, lembrando-me da minha mulher e consertando as coisas. Um dia ela propôs a separação. Eu entendi e disse que ia continuar pensando nela do mesmo jeito, a vida inteira. Já deixar a casa foi mais difícil. Eu não saberia como me lembrar da casa. Era dentro da casa que eu gostava da casa, sem pensar.”
Chico Buarque, Estorvo

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