Casamento Quotes

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Judith Viorst
“Levamos para o casamento uma infinidade de expectativas ro- mânticas. As vezes, também visões de míticos êxtases sexuais. E impomos à nossa vida sexual muitas outras expectativas, muitos outros "devia ser", que o ato quotidiano do amor não consegue realizar. A terra devia tremer. Nossos ossos deviam cantar. Fogos de artifício deviam explodir. O ser consciente — o eu — devia ser queimado na pira do amor. Devíamos alcançar o paraíso, ou um fac-símile razoável. Nós nos desapontamos.”
Judith Viorst, Necessary Losses: The Loves, Illusions, Dependencies, and Impossible Expectations That All of Us Have to Give Up in Order to Grow

Machado de Assis
“O casamento é a pior ou a melhor coisa do mundo; pura questão de temperamento.”
Machado de Assis, Helena

Mouloud Benzadi
“A confiança é como uma antiguidade preciosa: uma vez quebrada, não pode ser substituída.”
Mouloud Benzadi

Leo Tolstoy
“Sim, é só isso', refletiu Dária Aleksandrovna, ao recordar sua vida naqueles quinze anos de casamento, 'gravidez, enjoo, pensamento embotado, indiferença a tudo e, principalmente, feitura. (...) O parto, o sofrimento, um sofrimento horrendo, aquele último minuto... (...)
'E tudo isso para quê? No que vai dar, tudo isso? Vai dar em que eu, sem ter um só minuto de tranquilidade, ora grávida, ora amamentndo, sempre irritada, rabugenta, um peso para mim mesma e um tormento para os outros, e também repulsiva para o meu marido, vou consumindo a minha vida e criando filhos infelizes, mal-educados e indigentes.”
Leo Tolstoy, Anna Karenina

“Até o mais ateu dos noivos do dia do seu casamento acalenta algum tipo de fé.”
Tiago Cavaco, Felizes para sempre e outros equívocos acerca do casamento

Honoré de Balzac
“- Obedecer à sociedade? ... - replicou a marquesa, mostrando-se horrorizada. - É daí, senhor, que provêm todos os males. Deus não fez nem uma só lei para a nossa desgraça. Porém, os homens, reunindo-se, falsearam a sua obra. Nós, as mulheres, somo mais maltratadas pela civilização do que fomos pela natureza. Esta impõe-nos penas físicas que os homens não suavizaram, e a civilização desenvolveu sentimentos que eles enganam incessantemente. A natureza sufoca os seres fracos, os homens condenam-nos a viver para lhes oferecerem uma constante desgraça. O casamento, instituição em que hoje se funda a sociedade, faz-nos sentir todo o seu peso: para o homem a liberdade, para as mulheres os deveres. Nós lhes devemos toda a nossa vida, eles devem-nos apenas raros instantes. (...) Pois bem, o casamento, tal como hoje se efetua, afigura-se-me uma prostituição legal. Daí provieram todos os meus sofrimentos. (...) Fui a própria autora do mal, tendo desejado esse casamento.”
BALZAC Honore de, La Femme De Trente Ans

Oscar Wilde
“Se nós nos casássemos com as mulheres que merecemos nos daríamos muito mal.”
Oscar Wilde, An Ideal Husband

Leslye Walton
“Wilhelmina e Emilienne, posteriormente, acrescentaram bolos de casamento ao repertório de doces depois que o querido professor do ensino médio, Ignatius Lux, casou-se com Estelle Margolis em uma pequena cerimônia na igreja luterana. A comemoração terminou com um bolo de quatro andares assado por Emilienne especialmente para a ocasião. Noivo e noiva compartilharam sorrisos felizes, mas era do bolo que os convidados se lembravam - o recheio de creme de baunilha, a cobertura de creme de manteiga, o leve gosto de framboesas que certamente haviam sido acrescentadas à massa. Ninguém levou para casa pedaços de bolo para colocar debaixo do travesseiro na esperança de sonhar com o futuro cônjuge; em vez disso, os convidados de Ignatius Lux e Estelle Margolis comeram-no todo e, depois, tiveram que sonhar que o estavam comendo novamente. Após essa festa de casamento, as solteiras acordavam à noite com lágrimas nos olhos, não porque estavam sozinhas, mas porque não havia mais bolo de casamento. Desnecessário dizer que o bolo, mais tarde, tornou-se um dos itens mais populares da padaria, encomendado em todo evento, grande ou pequeno.”
Leslye Walton, The Strange and Beautiful Sorrows of Ava Lavender

Jerome K. Jerome
“A vida de Xantipa deve ter sido um longo tormento, amarrada àquele homem dotado de uma calma capaz de fazer qualquer um ir aos arames. Sócrates. Imaginemos uma mulher casada, condenada a viver dia após dia sem uma só zaragata com o marido! Um homem deve fazer a vontade à mulher nestas matérias.”
Jerome K. Jerome, Idle Thoughts of an Idle Fellow

Jorge Amado
“Tem certas flores, você já reparou?, que são belas e perfumadas enquanto estão nos galhos, nos jardins. Levadas pros jarros, mesmo jarros de prata, ficam murchas e morrem.”
Jorge Amado, Gabriela, clavo y canela

Jorge Amado
“- O amor eterno não existe. Mesmo a mais forte paixão tem o seu tempo de vida. Chega seu dia, se acaba, nasce outro amor.
- Por isso mesmo o amor é eterno - concluiu João Fulgêncio. - Porque se renova. Terminam as paixões, o amor permanece.”
Jorge Amado, Gabriela, clavo y canela

Bram Stoker
“Por que não permitem que uma moça se case com três homens, ou com quantos quiser, e evite todo esse tumulto?”
Bram Stoker, Bram Stoker's Dracula

Amos Oz
“Passadas duas semanas, no quarto dela, lá em cima, na água-furtada, entre uma pancada de chuva e a outra pancada de chuva, ele lhe pediu a mão. Não disse, Seja minha esposa, mas pediu assim: Se você se casar comigo, eu também me caso com você.”
Amos Oz, The Same Sea

Olivier Rolin
“De um jeito ou de outro, se ela foi embora, foi porque eu permiti: quando a dor entra em nossa casa, quase sempre é com a nossa própria chave.”
Olivier Rolin, Tigre de Papel

“Nem todo namoro deve terminar em casamento... Mal seria.
As impurezas fazem com que certos produtos não sejam consumidos.”
Valdemar Paz da Silva Machado

“Casamento é como bicho de duas cabeças tentando provar que não contrariam-se.”
Valdemar Paz da Silva Machado

“Explora mil vulvas, rapaz. Suga mil pénis, rapariga. Forniquem com fúria a juventude. Só assim respeitarão, em pleno, a derradeira e sagrada união.”
Eurico, o Jeová

“Quiero casarme con quien me busca. Punto. Si me busca es porque me ama. Punto.”
Nóel Odanen, Manual de Resiliencia para Mujeres: de cómo el ¡no! exige reinventarse en 24 horas o menos (La Re

Diego da Silva Pinto
“Mede-se o amor na capacidade de alguém desfazer-se de seu "eu" para satisfazer o outro.”
Diego da Silva Pinto

Eça de Queirós
“Depois apanhou o regalo, sacudiu-o brandamente, limpou os beiços com o lenço, deu o braço a Luísa, e dizendo ao caixeiro: desculpe, desculpe, levou-a, inerte, passiva, aterrada, semimorta.”
Eça de Queirós, Singularidades de uma Rapariga Loura

Gabriel García Márquez
“Não admitia que os conflitos com a esposa tivessem origem no ar rarefeito da casa, atribuindo-os à natureza mesma do casamento: uma invenção absurda que só podia existir pela graça infinita de Deus. Ia contra toda razão científica que duas pessoas apenas conhecidas, sen parentesco nenhum entre si, com caracteres diferentes, com culturas diferentes, e até com sexos diferentes, se vissem comprometidas de repente a viver juntas, a dormir na mesma cama, a compartilhar dois destinos que talvez estivessem determinados em sentidos diferentes. Dizia: "O problema do casamento é que se acaba todas as noites depois de se fazer o amor, e é preciso tornar a reconstruí-lo todas as manhãs antes do café.”
Gabriel García Márquez, Love in the Time of Cholera

Chico Buarque
“Quatro anos e meio vivi com essa mulher. Mas vivi de me trancar com ela, de café na cama, de telefone fora do gancho, de não dar as caras na rua. Um sorvete na esquina, no máximo uma sessão da tarde, umas compras para o jantar, e casa. Entrei nuns empregos que ela me arrumou, na segunda semana eu caía doente, e casa. No último ano foi ela quem começou a trabalhar fora. Argumentei que ela tinha diploma universitário, que podia aguardar melhores oportunidades, e disse “não vai se adaptar”. Mas se adaptou, levava jeito, tomou gosto, virou gerente de vendas e nunca pegou nem um resfriado. Eu esperava por ela em casa. Habituei-me sem ela em casa, andava nu, cantava. Mudava a arrumação da sala, planejava empapelar as paredes. Já gostava mais da casa sem minha mulher. Sozinho em casa eu tinha mais espaço para pensar na minha mulher, e era nela fora de casa que eu mais pensava. Às vezes ela chegava tarde da noite e ia ao banheiro, e bulia na cozinha, e ligava a televisão sem necessidade, e isso me dava um tipo de ciúme da casa. Preferia não ver, e amiúde fingia estar dormindo. De manhã, deixava-a acordar sozinha, abrir e fechar gavetas, ligar o chuveiro, bater vitamina e sair para o trabalho. Só então começava a minha jornada, que era andar de um lado para o outro da casa, lembrando-me da minha mulher e consertando as coisas. Um dia ela propôs a separação. Eu entendi e disse que ia continuar pensando nela do mesmo jeito, a vida inteira. Já deixar a casa foi mais difícil. Eu não saberia como me lembrar da casa. Era dentro da casa que eu gostava da casa, sem pensar.”
Chico Buarque, Estorvo

Carlos Drummond de Andrade
“A moça ficou noiva do primo — foi há tanto tempo. Casamento, depois de festa de igreja, era a maior festa, na cidade casmurra, de ferro e tédio. O noivo seguia para a casa da noiva, à frente de um cortejo. Cavalheiros e damas aos pares, de braço dado, em fila, subindo e descendo, descendo e subindo ruas ladeirentas. Meninos na retaguarda, é claro, naquele tempo criança não tinha vez. Solenidade de procissão, sem padre e cantoria. Janelas ficavam mais abertas para espiar. Só uma casa se mantinha rigorosamente alheia, como vazia. É que morava lá a antiga namorada do noivo – o gênio dos dois não combinava, tinham chegado a compromisso, logo desfeito. Murmurava-se que à passagem do cortejo em frente àquela casa, o noivo seria agravado. Não houve nada: silêncio, portas e janelas cerradas, apenas. E o cortejo seguia brilhante, levando o noivo filho de “coronel” fazendeiro, gente de muita circunstância, rumo à casa do doutor juiz, gente de igual altura. A casa era “o sobrado”, assim a chamavam por sua imponência de massa e requinte: escadaria de pedra em dois lanços, amplo frontispício abrindo em sacadas, sob a cimalha a estatueta de louça-da-china – espetáculo.”
Carlos Drummond de Andrade, Caminhos de João Brandão