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“Que interessa aos outros esta ânsia de mundo, esta voragem de terra, esta minha vontade beber o mar (bebê-lo, Madre, pelo fundo), esta vontade enlouquecida, esquecida, de tocar todas as as coisas que erram a fim de as empunhar. De manso morro, Madre, se não afirmo as minhas ânsias, não as confirmo nem as vingo. Ocultas as tenho, mas as tenho, vos confio que as tenho e ocultas as deixo, rasgadas, todavia sempre inteiras no grito a lacerar o travesseiro que mordo assim como os braços.”
― Novas Cartas Portuguesas
― Novas Cartas Portuguesas
“Uma das tarefas dos patrões é a de castigar os empregados e a tarefa dos empregados é a de trabalhar para os patrões a fim de estes ficarem mais ricos e mais patrões. Talvez eu um dia case com um patrão.”
― Novas Cartas Portuguesas
― Novas Cartas Portuguesas
“De sede fátima devoras a firmeza
e tão fecunda ou dor
tornaste a tua fala
que és teu próprio alimento e teu sustento
na solidão imensa em que
resvalas”
― Novas Cartas Portuguesas
e tão fecunda ou dor
tornaste a tua fala
que és teu próprio alimento e teu sustento
na solidão imensa em que
resvalas”
― Novas Cartas Portuguesas
“Desde o princípio tiveram os homens de se julgar semideuses caídos de sua graça por obra da mulher, e logo depois tiveram que se inventar redimidos através do ventre da nova mãe, essa santa, essa capaz de conhecer Deus no seu ventre e de no seu ventre incarnar o deus salvador, depois chamado o filho do homem - que ironia rebuscada - na sua vida e nos seus actos exemplares”
― Novas Cartas Portuguesas
― Novas Cartas Portuguesas




