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Caetano W. Galindo Caetano W. Galindo > Quotes

 

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“Pense no caso de fetiche, que chegou ao português como empréstimo do francês, mas isso só depois de ter chegado ao francês, pasme, como um empréstimo do português! A palavra feitiço foi alterada pela pronúncia dos franceses, virou fétiche e retornou à nossa língua com um sentido diferente.”
Caetano W. Galindo, Latim em pó: Um passeio pela formação do nosso português
“Sentindo no corpo todo exposto um vago sopro um pouco morno daquele primeiro vento que nem sabia ainda se seria certo ou se inventado, ela cheirava o mundo aberto à sua frente. Escuridão. Silêncio e paz. E só.
Parada no ar parado de ainda há pouco, Lia agora sente o vento. Tocada pelo vento. Movida só por dentro.


Olha lá. Um corpo nu tocado pelo mero ar.

Mulher pelada embalada no vento primeiro.

O mundo inteiro à sua frente. E, no alto, um milhão de estrelas lindas.

Caetano W. Galindo. Lia - Caetano W. Galindo (Locais do Kindle 542-544). Edição do Kindle.”
Caetano W. Galindo, Lia: Cem vistas do monte Fuji
“O mais elevado discurso renascentista francês, o sofisticado italiano da Divina comédia, bem como Dom Quixote, Os lusíadas e os romances contemporâneos de Mircea Cărtărescu — tudo isso deriva da língua dos pobres, dos analfabetos. Dos vulgares falantes desse latim popular.”
Caetano W. Galindo, Latim em pó: Um passeio pela formação do nosso português
“Se não surgissem formas diferentes, que muitas vezes entram em conflito com as formas tradicionais, não haveria pressão pela mudança. Novamente, a linguística histórica tem o que nos ensinar sobre democracia: a variedade é a fonte de toda transformação.”
Caetano W. Galindo, Latim em pó: Um passeio pela formação do nosso português
“Pense nas palavras quitanda e carimbo. Elas provêm do quimbundo e, apesar de terem sentidos muito neutros, singelos em nosso uso cotidiano, têm uma história dolorosamente ligada ao tráfico de gente africana, pois na origem se referiam, respectivamente, aos locais onde os escravizados eram vendidos na África e ao sinete de ferro quente com o qual eram marcados na própria carne.”
Caetano W. Galindo, Latim em pó: Um passeio pela formação do nosso português

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Latim em pó: Um passeio pela formação do nosso português Latim em pó
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