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Rui Conceição Silva Rui Conceição Silva > Quotes

 

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“Quando lia, sentia-me transportado para os recantos mais ricos que existiam na minha alma, para um qualquer Éden maravilhoso, talvez profundo, onde morava o melhor de mim, à espera de novas janelas por onde me evadir e viajar.”
Rui Conceição Silva, Quando o Sol Brilha
“Sabes, aqueles que amamos nunca partem. Ainda existem em nós, enquanto os recordamos. Jamais os deixaremos morrer enquanto vivermos.”
Rui Conceição Silva, Dei o Teu Nome Às Estrelas
“Mas a vida não ouve o caminhante, apenas oferece o caminho. Apenas disponibiliza as possibilidades, que tantas vezes ignoramos, ocupados que andamos em construir um futuro que julgamos eterno, mas que nos vai dilacerando os sonhos, um após outro, até que ficamos sozinhos, entregues à solidão derradeira, à solidão pesarosa dos que sobrevivem até ao fim, até que ficamos órfãos de todas as pessoas que amámos.”
Rui Conceição Silva, Dei o Teu Nome Às Estrelas
“No fundo, talvez a vida nos ensine isso, que é preciso ser-se feliz no que resta do tempo. E que essa é a nossa obrigação, a de tentarmos ser felizes neste mundo, nem que para isso tenhamos de atravessar as nossas próprias fronteiras, escolhendo a liberdade de vaguear pelo que resta dos nossos sonhos. Segui-los, ousar partir à descoberta de outros lugares da alma, lugares autênticos, porque são absolutamente secretos. Lugares onde os amanhãs hão de explodir como flores primaveris, pois só assim nos acharemos, só assim renasceremos na neblina da nossa incerteza, penetrada pela luz de uma nova esperança.”
Rui Conceição Silva
“De que serve o mundo se não tivermos a quem o dedicar? As montanhas, os rios; os recantos doces dos bosques? A melodia dos pássaros e a doçura das estrelas? Para que servem, quando nos morre o esplendor dos amanhãs? E porque continuam caladas as pedras, quando deveriam erguer-se, rebentar nos céus e cobrir o mundo de pó? Porque não se revoltam os montes quando parte uma alma bela? Para que serve, afinal, ser-se amável com o mundo?”
Rui Conceição Silva, Dei o Teu Nome Às Estrelas
“(...)percebi que o medo que temos da solidão nos impede de fugir da própria solidão. Que é o medo que nos destrói, mais do que a própria vida.”
Rui Conceição Silva, Dei o Teu Nome Às Estrelas
“No fundo, naquele momento tão simples, percebi que a vida não acaba quando nos perdemos. Ela acaba quando nos rendemos.”
Rui Conceição Silva, Dei o Teu Nome Às Estrelas
tags: vida
“A verdadeira liberdade existe dentro de nós e não por fora. Se decidires ser um homem livre, sê-lo-ás sempre, independentemente da tua condição.”
Rui Conceição Silva, Quando o Sol Brilha
“Porque os tempos são ventos, não mais do que sopros velozes, quase tão breves como a vida, tão cheia de insignificâncias. No fundo, talvez a vida nos ensine isso, que é preciso ser-se feliz no que resta do tempo. E que essa é a nossa obrigação, a de tentarmos ser felizes neste mundo, nem que para isso tenhamos de atravessar as nossas próprias fronteiras, escolhendo a liberdade de vaguear pelo que resta dos nosso sonhos.”
Rui Conceição Silva, Quando o Sol Brilha
“Na verdade, o mundo só vale a pena quando a vida corresponde às palavras por que ansiamos. Porque as palavras por si só, valem nada, perdem todo o sentido se não as vivermos. De que adianta dizer que é bom nadar no rio, se nunca nos atirarmos à água? De que vale falar da vista maravilhosa de uma montanha, se nunca subimos a montanha?”
Rui Conceição Silva, Dei o Teu Nome Às Estrelas
“Neste teatro das relações humanas, existe nos atores uma pressa de brilhar, sempre acima dos outros, raramente igual aos outros, nunca menos do que os outros. Fazer parte dos outros é confundir-me-nos na multidão. Na multidão que faz barulho, mas que só aumenta o nosso silêncio, a nossa solidão. Talvez o único estado em que se possa ser verdadeiramente feliz seja quando a multidão já não nos causa solidão, quando deixarmos de a ouvir. Ao sermos nós, verdadeiros e livres, no meio dos outros.”
Rui Conceição Silva, Quando o Sol Brilha
“Sabia que o lastro de um homem durante toda a sua vida é de resguardar os sonhos em recantos da alma, sagrados, intocáveis, à espera do dia em que os milagres aconteçam e a alma reencontre a frescura perdida dos tempos de infância. Como a inocência dos pássaros que esvoaçam dentro de cada um de nós, num espaço exíguo, voando e batendo nas grades da gaiola em que os enclausurámos, até os seus voos ficarem cada vez mais repetitivos, tristes e raros. Pássaros cujas asas se tornaram inúteis de tanto tempo engaiolados, chilreando apenas melopeias tristes, carregadas de desilusão por tão servil rendição.”
Rui Conceição Silva, Quando o Sol Brilha
“Quando a tristeza se instala, o mundo fica desfocado, quase um corpo estranho ao nosso redor, onde não reconhecemos lugares de antigas alegrias. Descansar torna-se então a palavra doce. Descansar de ser-s, descansar de lutar contra destinos, repousar de batalhas imaginárias que travamos dentro de nós, contra monstros cavalgando desânimo e algozes guerreiros disparando pensamentos tristes. Indefesos, nem notamos que os maus silêncios matam tudo no nosso íntimo, deixando-nos à mercê dos dias piores, que sempre trazem sonhos-cadáveres para a nossa solidão. E o cheiro pútrido dos sonhos mortos torna-se intenso, cada vez mais difícil de suportar, quando um homem, já cansado, cai de joelhos no chão e sem forças para lutar. Prostrado, apenas olha o céu, num misto de ténue esperança e de rendição, incapaz de acreditar em que alguma vez os anjos passarão, convidando-o a ir com eles conhecer as maravilhas que em tempos imaginou, esculpiu e cinzelou no seu coração, agora cansado de viver e autoflagelar-se. Porque um coração, quando desiste de acreditar, torna-se um órgão obsoleto, um mero instrumento que mantém um corpo-máquina, sem que se distinga das peças mecânicas dos relógios.”
Rui Conceição Silva, Quando o Sol Brilha
“E como poderia eu aperceber-me de que os dias felizes são aqueles que nunca questionamos, que existem com tantas certezas que lhes desvalorizamos a importância? Que são quase sempre dias banais e não catalogados, em que passeamos pelos bosques com quem amamos, desfrutando secretamente do mundo? Que são aqueles em que ficamos em silêncio olhando os montes, admirando-os sem saber? Sim, como poderia eu saber que o coração gosta de dias cheios de nada?”
Rui Conceição Silva, Quando o Sol Brilha
“Que o mundo à tua volta, Joaquim, não te impeça de seres tu. Tu, como alma independente. Não faças as coisas pelos outros, fá-las por ti.”
Rui Conceição Silva, Dei o Teu Nome Às Estrelas
“Nesse momento, compreendi os ditames dos deuses, as vozes que nos guiam. Que talvez nenhum de nós pertença inteiramente a este mundo e que sejamos apenas corpos de passagem, entre todos os tempos do mundo, procurando os afetos que nos possam salvar. Como uma linguagem de amor, que precisamos de aprender, para que a vida nos franqueie os caminhos da simplicidade.”
Rui Conceição Silva, Dei o Teu Nome Às Estrelas
“Porque, verdade seja dita, nada somos sozinhos. Sozinhos, somos apenas metade de nós, porque é na multiplicação dos afetos que nos completamos. Só carregando abraços somos fortes, capazes de enfrentar as horas mais silenciosas da nossa alma.”
Rui Conceição Silva, Dei o Teu Nome Às Estrelas
“Porque a vida de um homem não pode resumir-se ao que tem em determinado momento, mas também àquilo que viveu, àquilo que o fez feliz em determinados instantes da sua vida. Às montanhas que escalou. Aos rios que navegou. Aos sorrisos que trocou. Aos abraços de pai e mãe, que o confortaram nos dias tristes. Às palavras amigas. Aos braços de amor. Às pequenas coisas que o resgataram da solidão.”
Rui Conceição Silva, Dei o Teu Nome Às Estrelas
“A noite, sabia-se, é somente a passagem das almas, a metade escura dos dias, que nos obriga ao exercício do pensamento, ao balanço triste de mais um dia que passou sem que aumentássemos a felicidade, esse amontoado de pequenas glórias que fazem com que não nos curvemos à vontade indómita dos deuses funestos, que lutam pela nossa desgraça contra os anjos prometidos que nos hão de salvar da solidão da morte.”
Rui Conceição Silva, Dei o Teu Nome Às Estrelas
“Só o que criamos, caro Joaquim, fica além de nós. Ser rico, ter terras, mandar em gentes, não passa de fumo que se esvai com a morte. Temos de criar qualquer coisa que fique quando morrermos. E seguir a nossa alma criadora. Todos os homens e mulheres podem fazer a diferença neste mundo. Torná-lo mais bonito. Não acha que o mundo está a ficar mais feio?”
Rui Conceição Silva, Dei o Teu Nome Às Estrelas

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Quando o Sol Brilha Quando o Sol Brilha
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Árvores Tombadas Árvores Tombadas
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