leituras



Down There on a Visit é um dos livros do Christopher Isherwood de que mais gostei, e já li alguns. Como nas suas obras mais populares, também este é escrito na primeira pessoa do singular, e o narrador chama-se Christopher. A narrativa é dividida em quatro partes, cada uma decorrendo em tempos e lugares diferentes, e dominada por uma personagem, que dá o nome ao capítulo. As diversas personagens correspondem a pessoas reais, e vão aparecendo ao longo de todo o livro, mas o verdadeiro protagonista é o próprio narrador.

Como se percebe, trata-se de uma obra fortemente autobiográfica, mas o truque de Isherwood, como acontece noutros livros seus, é tratar a sua biografia como uma ficção, de forma que ficção e não-ficção se tornam quase inestinguiveis.

Um dos aspectos interessantes desta obra, escrita antes de The Single Man, onde a homossexualidade é explícita e assumida, em DTOAV a condição sexual dos personagens nunca é mencionada ou explícita. No entanto, desde a primeira página que Isherwood não nos deixa ter a mínima dúvida, sendo aliás uma das obras do autor em que o tema da homossexualidade é mais determinante no evoluir da narrativa.



Mesmo quando não está no seu melhor, a prosa de Rubem Fonseca é ágil e sedutora. Este volume integra duas pequenas novelas, e traz-nos de volta o advogado Mandrake, protagonista de outros livros do autor, e uma das suas criações máximas.



Em mais um dos seus contos morais, Patrícia Highsmith conta-nos neste romance a história da queda de um inocente, no qual o mal acaba sempre por vencer. Super bem escrito, como sempre, com um sentido de humor picado de crueldade. Tudo começa com um cão, que durante o passeio noturno com o dono, é raptado, e pelo qual é pedido um resgate que os donos estão dispostos a pagar.

Pelas minhas contas este é o 12° livro que li da PH. Antes o Goodreads tinha uma funcionalidade que nos permitia saber quais eram os nossos 'most read authors', essa funcionalidade já não está disponível. Com excepção de um ou dois, li-os quase todos em inglês, a PH é um dos autores que mais facilidade tenho de ler no original.



Não atribuo pontos a este número da revista Granta porque a arrumei sem praticamente a ler. Tive aqui a revista à mão durante semanas, de vez em quando folheava-a à procura de um texto que despertasse o interesse, mas abandonava-o ao fim de poucas páginas.



O primeiro volume da série que não foi escrito por Edgar P. Jacobs, é uma bela e entusiasmante aventura de espionagem, sobre uma traição ao mais alto nível dos serviços secretos ingleses.
 •  0 comments  •  flag
Share on Twitter
Published on July 22, 2019 01:57
No comments have been added yet.